A culpa, o medo…

(Foto: © Stephen Welstead/LWA/Corbis)

No dia que fiz o exame de farmácia (urina) e vi aqueles dois tracinhos cor-de-rosa, liguei correndo para meu ginecologista (agora obstetra) e pedi um encaixe imediato na agenda.

Tinha 8.567 dúvidas sobre tudo que era possível e também estava com medo por conta da gestação perdida no ano passado. Cheguei, fiz ultrassom, vi lá o minúsculo saquinho gestacional e o fluxo de sangue e fiquei mais tranquila.

Mas na verdade eu já estava na quarta semana de gestação. Comecei, então, a me preocupar com toda e qualquer ação não recomendada a uma gestante que eu havia “cometido contra” mim e o bebê.

Na primeira semana de gestação, por exemplo, estive em Comandatuba (BA) para quatro dias de festas e compromissos. Era Páscoa e bebi caipirinha, vinho, fiquei “alegrinha”, comi muito camarão, estive perto de cigarro alheio, pulei, dancei, dormi pouco… Depois fui refazendo outros passos de outras semanas e a preocupação ficando cada vez mais latente.

As semanas seguintes, até que chegasse um dos exames mais importantes, foram de muita ansiedade. Me recolhi em casa, assisti a vários episódios do meu House amado, tomei ácido fólico, comi muito chocolate e li. Eu tinha um misto de alegria, vontade de chorar e medo, MUITO medo que a experiência anterior se repetisse.

Na tentativa de me deixar mais calma, ouvi muitos relatos de mães que descobriram a gestação já bem mais avançada e fizeram mil coisas não recomendadas sem ter ideia de que havia um bebê sendo gerado. Minha mãe também descobriu com 2 meses e meio – ela detesta esse negócio de falar em semanas hahaha.

Então, pedi ao médico para fazer ultrassom toda semana para que meu sentimento fosse um pouco apaziguado por novas informações. Por exemplo, já poder ver o lindo e pequeno coração batendo enquanto as lágrimas escorriam no meu rosto. No ano passado não cheguei nem a ver o coração, por isso cada passo novo me deixava menos louca. Após o quarto ultrassom, meu marido perguntou para o médico:

Ele – Dr., é mesmo necessário que ela venha toda semana? Não há um risco de que ela crie dependência não só no ultrassom mas, futuramente, no bebê?

Eu – (por dentro: OOOOOOOOOOOI???!!! De onde veio issooooo?!!) Cristiano…

Dr. – Olha, ela quis fazer por uma questão de insegurança vinda da outra experiência e acredito que tenha sido bom pra ela ver que está tudo bem. Mas o próximo exame de maior importância é só daqui 15 dias. Realmente não é legal criar dependência de ultrassom, nem do bebê…

Eu – EEEEEEEEEEI!! Você é MEU MÉDICO e não dele.

Os dois riram e eu lá com cara de pastel. Olhei para meu marido com cara de “não acredito” e ele ria… Foi quando surgiu o assunto: “Imagine como era com nossos pais/avós e etc…” que citei no post “A Ignorância é uma bênção…”.

No fundo foi bom mesmo para mim. Agora, com intervalo de 1 mês (aaaafffff) entre um ultrassom e outro, eu me sinto menos (ou um pouco menos) ansiosa. Mas confesso que ainda tenho muita vontade de ligar lá e pedir para fazer um ultrassom “secreto”, só para matar a saudade… Principalmente nessa fase em que ainda não a sinto se mexer. Enfim, muita respiração e calma nessa hora hahahha

E cá me vejo já com 19 semanas, entrando no quinto mês. Parece que o primeiro ultrassom já tem séculos. Cada fase, cada experiência, cada detalhe tem deixado minha gestação ainda mais especial, hilária e deliciosa.

Até a próxima, queridos. 🙂

Esse material foi produzido para publicação em Veja SP

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  • seomara alves

    nossa seu blog é muito bom,eu ñ tenho filhos ainda sou casada a 3
    anos,li tudo q vc postou e ta pra ter uma idea do turbilhão de sentimentos envolvidos, logo eu quero isso pra mi tambem,me ajudou muito obrigada!

  • Quede Yoga na gravides pra acalmar essa menina? Hahahahaha! Ta cada vez mais divertido ler isso aqui, mari sua linda! Beijo grande pra vocês!

  • Ana Paula

    Oi Mariana! Seu blog tá ótimo, bem divertido… Tive gêmeas em março. Logo quando descobri, com 5 semanas, minha obsessão inicial era comprar um aparelho daqueles de ultrassom pra poder vê-las sempre hahahahaha. bjos e boa sorte

  • Nina S Vieira

    Oi linda, então, ai ai ai eu acho que to grávida…o medo e a frustação de ter perdido meu bb anterior me fazem ficar paranoica tambem…5 dias de atraso e lá fui eu fazer um Beta e o resultado: INDETERMINADO, po será que não existe mais o POSITIVO e o NEGATIVO…mais uma semana de angustia sem saber se estou ou não…entendo muito bem vc, porque se der positivo eu não vou sussegar até fazer a morfologica!!
    bjsssssss

  • Loreta (@loretanorcia)

    Mariana, sou casada há apenas um ano e três meses e confesso que nunca me imaginei uma mãe. Talvez eu pensasse que não seria capaz de criar uma pessoinha que depende muito de mim, e também tenho muito receio de aborto natural, pois minha mãe sofreu dois antes de ter meu irmão mais velho e no segundo aborto o médico demorou a atendê-la, pois teve a empáfia de afirmar que ela havia causado o aborto de propósito!!! Agora estou com algumas amigas e primas que estão grávidas ou acabaram de ter seus filhos, e começa a me bater aquela vontade de ser mãe também. Mas aí bate aquele medo mais uma vez. Enfim, sei que ler os seus depoimentos aqui no seu blog e no seu Twitter estão me ajudando a aliviar a tensão e a pensar no tesão de ser mãe! Grande beijo e muitas alegrias pra você, seu marido e sua filhinha! 🙂

  • Patricia

    lindo seu blog…..agora também sigo o do pai do Antônio Bento também…outro emocionante!

  • @maduvs

    me divirto mto e acompanho passo a passo! bjs

  • Roberta E.

    Esse blog ta cada dia mais lindo! Parabéns Mari!
    Essa sua gestacao também é muito especial, hilária e deliciosa para quem ta acompanhando de longe (físicamente), mas de perto no dia-a-dia e por aqui! Me divirto, torço, vibro, rezo… a cada evolução da Laurinha e dos preparativos para a chegada dela! Que as proximas 21 semanas continuem sendo repletas de saude e alegria! 🙂
    Beijos ao trio!

  • Mariana

    Olá Mari, tudo bem?
    Estou tb de 19 semanas e é uma menina!!! Estamos muito felizes…mas nós estamos de 4 meses ainda…rsrrsss…
    Li seu post e me identifiquei pois tb quero toda hora fazer ultra…até brinquei com meu marido, que podíamos ter um desses aparelhos em casa…ah…como seria bom!!!Bjos.

  • Camila Goytacaz

    O texto dá a impressão errada de que, fazendo muitos ultrassons, é possível prevenir ou evitar o aborto natural. Não é, por isso é importante esclarecer. Na verdade, não está comprovada a segurança em se fazer tanto este exame, por isso os médicos recomendam realizar apenas o número necessário de ultrassons, ou seja, em média um por trimestre da gravidez, três no total da gestação. Acho uma pena que a autora procure exames e consultório médico para lidar com sua culpa, medo e inseguranças, bem mais apropriado um bom terapeuta (existem especialistas em questões da maternidade), boa informação, ou mesmo técnicas de auto-conhecimento como Yoga ou meditação, que ajudariam a lidar com sua ansiedade descomedida, nada saudável para seu bebê. Acredito que as experiências anteriores, por mais doloridas que tenham sido, existem para nos mostrar que não temos como conduzir a vida, e que portanto, a única coisa que podemos fazer é confiar, nos cuidar e viver cada dia, sem esta busca frenética e lamentável para querer controlar o incontrolável. Pré-natal sim, neurose não. Por fim, a participação coerente e observadora do marido, que notou algo não saudável ali, é jogada de lado, afinal o médico é “dela” e não dele. A gestação é só dela! Falta enxergar a gestação como sendo do casal e quanto mais os homens entenderem e participarem também, melhor será sua integração com a vida do bebê que vai chegar.

    • Mariana Belém

      Desculpe, querida… Você entendeu errado todo o texto.
      A autora aqui não DESCONTA no bebê suas inseguranças. A diferença é que eu perdi um bebê ano passado e tive medo sim de que algo acontecesse dessa vez. O lance do ultrassom chama-se SAUDADE de ver meu bebê, nada a ver com inseguranças de mãe. Depois de uma perda dolorosa tenho todo o direito de temer riscos em uma nova gestação, só isso.
      Meu marido participa de tudo. Quando conto algo que o envolve, ele está ao meu lado lendo isso. Não julgue o que não conhece, em nenhum momento disse que a gestação é minha.
      Não entendo o porquê da agressividade. Não estou aqui para dar aula de gravidez para ninguém, isso é apenas o relato sobre a nossa gestação (minha e do meu marido) e baseada nas MINHAS experiências. Só isso.
      Fique com Deus, julgue menos.
      Beijos

  • Psicóloga

    Tenho lidado com muitas crianças problemáticas, inseguras com dores psicogênicas e famílias muito difíceis. Sua ansiedade sendo que a criança ainda não nasceu é péssima. Bebês pequenos dão muito trabalho, ficam constantemente doentes e se vc for colocar toda a carga da sua angustia nessa pessoa, vai ser uma fardo muito pesado para o pobrezinho carregar. Diminua suas expectativas e tente não descarregar suas frustrações no seu filho, marido, médico…

    • Mariana Belém

      Esse blog é um blog para ser divertido e para dividir as MINHAS experiências.
      Você não deve ter lido 2o post aonde eu falo sobre minha perda ano passado e é por conta dessa dolorosa perda que tive sim medo no início dessa gestação. Não sou insegura e não desconto minha ansiedade no meu bebê. A vontade de fazer ultrasom é dividida entre muitas mulheres e se chama SAUDADE e não inseguranças.
      Você como psicóloga que diz que é não deveria sair julgando pessoas que nao conhece, afinal não sou sua paciente, você não faz parte do meu dia-a-dia, nao sabe quem sou. Uma pena.
      Esse blog não é uma AULA PARA GESTANTES e sim apenas um relato sobre a MINHA gestação e do meu marido… É apenas algo divertido ou até um desabafo sobre as MINHAS experiências. Julgar é muito feio, que pena.
      Beijos e fique com Deus

  • qual a parte do “minhas experiências” que esse povo não entendeu? não é pra ser racional, não é pra ser científico, nem é para ser um artigo… é uma mãe de primeira viagem gente. Como tantas, a diferença é que a Mariana tem esse espaço aqui e com ele fala o que muitas, e quando eu digo muitas e digo quase todas…. gostariam de contar. A ideia do blog é justamente essa linguagem divertida, é exatamente o que acontece com ela, dia após dia… e a gente ainda tem que agradecer que alguém teve coragem de se expor assim, de mostrar que tem medos “bobos”, saudade desenfreada…Agora? se você foi ou vai ser mãe e não passou por tudo isso aí pode vir aqui e me dar um cascudo. Ou tem gente aí com tutorial de como ser mãe? com app de como se comportar? tá boa. Se ela quiser passar melancia gelada na barriga ela pode passar… a gestação é dela, a melancia é dela e o blog é dela (pronto falei…)

  • Mariana Belém

    Não farei um post em resposta ou para esclarecer pessoas que parecem só querer agredir ou falam como se fossem as donas da verdade alheia.
    Só vou esclarecer uma coisa: quando eu falo em “culpa” nesse post é aquela besteira que sentimos pensando no que fizemos e comemos antes da sabermos que estamos grávidas. Eu não me culpo por ter perdido um bebê no passado, entendo que Deus quis assim e sigo em frente, dividindo as AS ALEGRIAS DESTA gestação para incentivar mulheres que também perderam bebê a não desistirem.
    Não fico aqui julgando a experiência alheia ou dizendo que o que eu faço é O CORRETO. Apenas divido minhas experiências com humor, com humildade e espero que pessoas possam se identificar com essas coisas naturais da gravidez. Só isso.
    Quanto aos que julgarão cada frase aqui: vocês terão muito trabalho já que eu não pretendo acertar sempre, pelo contrário… Sou mãe de primeira viagem e tenho TODO O DIREITO de errar, de aprender errando. Parabéns a vocês que SABEM DE TUDO enão erram jamais.
    Beijos, com amor

  • Jan Reis

    Gente, a Mari tá só contando o que ela tá sentindo nesse momento tão mágico e especial. Quem já passou por isso entende. E quem não passou não deveria julgar. É o amor falando através de um texto. É a novidade, o medo, a alegria e a ansiedade… Tudo muito natural! Tudo muito bonito e gostoso de ver. Mari, vc é iluminada, querida… liga não pra quem não sacou isso ainda. <3

  • silvia

    Gente , essa Camila Goytacaz, dando pinta de sabe tudo, para ela na piada do escorregar na banana , tem que circular a banana… affff, mulher chata.
    Curta tudo isso Mariana, da maneira que te faz bem, desejo toda felicidades do mundo para sua família, e muita saúde para o bebe.

  • Nahyarah

    Ahhh Gente,isso dai é so pra testar a paciência da Mari! Tenho certeza que as pessoas que comentaram ali não são burras que não possa entender que são experiências de mãe de primeira viagem! Cheguei a conclusão que tudo isso é pra ver se Mari perde a linha e xinga pra depois terem argumentos para julga-la! Vao ser feliz,deixa a Mari ser feliz do jeito que ela pode,do jeito que ela quer! =D
    Bjos

  • Manoela

    Olha, Mariana, nem esquenta. Nem com as ansiedades e nem com a “Psicológa”, que se o for mesmo, deve rever seus conceitos éticos. Eu já fiz terapia por muito tempo e sei o quant é antiético e antiprofissional julgar e estabelecer padrões para uma pessoa com a qual você não tem conhecimento do histórico de vida e muito menos procurou sua ajuda. No final, sai você linda e feliz com a gravidez e essa pessoa com algum tipo de frustração, pois quem está bem consigo mesma não agride gratuitamente ninguém. Beijos!

  • Separei do meu marido faltando 15 dias para ter minha filha, que hoje tem 4 anos. Foram 15 dias de emoções das piores, muito medo e muita insegurança, no dia 02/03/2007 nasceu Bianca. Sabe o trauma dela? E pq ainda não comprei a última boneca que prometi. Hoje somos uma linda família. ??? E Mari, vc é uma linda!

  • Camila Goytacaz

    Desculpe, Mariana, acho que entendi errado sim. Na verdade escrevi na intenção de esclarecer para outras mães de primeira viagem que não há necessidade de fazer muitas ultrassons e que isso não evita a perda do bebê. Desculpe se pareceu agressivo, não foi minha intenção. Também queria dizer que é muito comum vivenciarmos medo, culpa e ansiedade na gravidez. Principalmente quando tivemos alguma história pregressa de perda, o que também é comum, como você mencionou no primeiro post, 15% das mulheres passam por isso. E queria compartilhar que existem terapeutas especializados em nos ajudar a lidar com isso. No meu caso tem me ajudado muito. Sei o que é sentir medo de acontecer de novo, já tive uma perda, bem difícil, por sinal, perdi um filho recém-nascido, meu segundo filho, fruto de uma gestação completamente saudável. Era sobre isso que eu falava. para nos cuidarmos no emocional, às vezes mais do que na medicina. Talvez tenha me expressado mal. Boa sorte a você e seu bebê!

  • Gertrudes

    Conheço muitas mães que fizeram coisas “inapropriadas” para gestante antes de saberem que estavam grávidas e uma delas disse: ” enquanto a gente não sabe Deus cuida, depois é com a gente!” e isso você está fazendo direitinho!. Felicidades mil! 🙂

  • Marcia C. G. Fracasso (@marciafracasso)

    Mariana e Cristiano, Deus os abençoou com este pequeno Ser que em breve estará nos braços de toda a família alegrando cada segundo de suas vidas. Não tema querida, embora você não soubesse que estava gravidíssima, teu corpo sabia e ele te protegeu, tanto é que este bebezinho está a cada dia te surpreendendo, só de ver o coraçãozinho, depois vc verá as mãozinhas… nossa curta… curta muito cada momento…. passa muito rápido a minha bebezinha hoje tem 25 anos, e minha filha sempre diz “Mãe sou feliz porque você e meu Pai nunca pularam etapas da minha vida, sempre me senti amada e querida”, quer presente maior?! Então querida, seja feliz, sinta-se amada e ame muito, acaricie tua barriga, cante e converse com o bebê… curta mesmo e rogue a Deus muita proteção para vocês, invejosos e baixo astral existe em toda face da terra, mas o carinho que nós teus fãs emitem para vc e família é muito maior é o Amor de Deus e contra este não existe obstáculo. Deus te deu este presente, parabéns! Vocês são merecedores. Desejo que Deus e nossa Boa Mãe Maria te abençoe e proteja sempre!
    Bjs.
    Ps. O Fracasso é sobrenome de origem italiana tá…. kkkkk….

  • PAI AMADO! E eu pensando que só faltava cadeira pra muita Cláudia no twitter.

    Ótimo post, de novo. Adoro suas histórias e é muito bom “dividir” um pouco dessa sua experiência, meio que viver junto contigo esse momento tão bacana que você passa.

    Ignore os comentários das Cadeiras (ou das Cláudias) e continue com o blog.

    Muito boa sorte e um grande abraço! 🙂

  • Sheila Amorim

    Mari, sou sua seguidora no twitter desde a morte do seu irmão comecei a te seguir pq sempre vir muita sinceridade e sentimento no que vc escreve. Acho tbm q dividir esperiencias é sempre valido sejam elas quais forem. Como será que aquela garota que mora lá no suburbio, depende da saúde publica lida com situações como as que vc enfrentou? O seu blog é um serviço de utilidade publica pode não ajudar a mim que não vou ser mãe e nem to pretendendo, mas pode me ajudar a ajudar uma amiga, pode ajudar aquela garota do suburbio q tem um computador mas não tem saúde publica de qualidade. Acho que essas pessoas que ai escreveram são mau amadas, mau-humoradas… Vão amar mais, viver mais. Escrevo esse comentario sem ao menos ter lido seu ultimo post, não por babação, m,as por acreditar na sua sinceridade e na sua indole… Bjos fica com deus e cuida dessa mocinha ai.
    MARIANA É MAU PEGA UM PEGA GERAL….

  • Luciana Audrey

    Fui uma grávida mega insegura. Não passei por nenhum aborto, mas na época fazia faculdade de psicologia e estudava genética. Pirava nas doenças. Achava que meu filho poderia ter todas! Ia ao médico sempre para perguntar quais as possibilidades do meu filho ter a Síndrome da Criança Sem Pelinhos no Nariz(rs) e outras dezenas, que só existia um caso lá na Tasmânia. Me consultava secretamente com outro médico só para fazer ultrassom toda semana, porque com 10 semanas o bebê ainda não mexia!! O tempo passou, a barriga cresceu, o Lucca parecia que ia ser sambista de tanto que dançava na minha barriga. Fui uma grávida linda, modéstia a parte, não senti um enjoo sequer, não tive nenhuma complicação. Fiz cesarea porque ele nasceu com quase 4kg e eu não tinha dilatação, mas a minha cirurgia foi perfeita e se eu tivesse 10 filhos todos eles nasceriam assim, de cesarea! Hoje, o Lucca tem 7 anos, é super equilibrado emcionalmente, seguro, campeão paulista de judô e uma criança tão normal e calma que parece que eu sou a filha e ele é o pai. Mari, tudo que vc está sentindo é normal e vc ainda vai rir muito de tudo isso. “Psicóloga”, manda aí seu nome para eu nunca mandar o filho de uma amiga pra vc, porque o meu não vai precisar. Contrariando a sua “experiência” ele é super equilibrado, apesar da mãe neurótica.

  • tatie spalla

    Mari….(Daquelas q ja chega intima…heheheh) parabens pela gravidez….pelo blog…e pela coragem de compartilhar suas experiencias….nao tenho filhos…..nao estou gravida…mas acompanho tdo mesmo assim!!!! Hehehe fico torcendo para q vc possa desfrutar da forma mais linda esse momento magico!!!!! Paz….saude……e muitas alegrias…!!!! Bjoo

  • Luciana Djrdjrian Kacherian

    Oi Mariana, te acompanho aqui e no twitter… Tenho 39 anos e estou grávida de 11 semanas do meu primeiro filho e vivenciando tantas coisas assim como você. Estou gostando muito do blog… Minha ansiedade agora é o 1.º morfológico…. Semana que vem eu faço… Até o próximo post, bjos.

  • Mariana, eu sou mãe de primeiríssima viagem e meu bebê, o Otávio, tem apenas 5 meses de idade. No início da gestação eu era exatamente igual a você, mesmo não tendo tido uma gravidez anterior ou uma experiência anterior como a sua. Eu era a representação do medo e da insegurança em pessoa! Mas, sei lá, eu acho que toda mãe é assim. Só não entende quem não é mãe. Um dia uma amiga, que é mãe, me disse: confie no seu corpo. Entenda que se ele foi capaz de fecundar ele será capaz de gerar. Confie e ponto final, se entregue! Eu passei a confiar, mas, sei lá, era meio complicado confiar no desconhecido! Ainda mais com expectativas por todos os passos da gravidez.
    E eu também bebi umas cachacinhas antes de saber que estava grávida e o meu médico disse que enquanto não tem placenta, não tinha problema, e a placenta só se desenvolve no 3º mês, não sei exatamente a semana mais.
    Um outro momento “temço” foi que as pessoas começaram a dizer que eu iria sentir o bebê mexer com 19 semanas. E daí as 19 semanas chegaram, passaram e nada. Com 20 semanas, nada. Liguei pro meu médico e ele disse que estava tudo bem, que algumas pessoas sentiam mais tarde. Não sosseguei e pedi um ultrassom. Ele disse que com 21 semanas já ia fazer o ultrassom morfológico (que é o mais legal de todos, hoje eu sei) e que eu poderia esperar até ele. Foi um sufoco, mas esperei. E estava tudo bem mesmo com o Otávio. Assim como estava tudo bem com 22 semanas. Assim como estava tudo bem com 23 semanas, quando eu o senti mexer pela primeira vez. Isso mesmo, Mariana! Tenho uma sensibilidade de rinosceronte e só senti o bebê mexer com 23 semanas!!! risos…
    Bom, assim que comecei a sentir eu relaxei um pouco e parei de desejar uma máquina de ultrassom em casa! E daí eu passei a me conectar mais com o meu corpo, a confiar mais no meu cortpo e a entender tudo o que acontecia por causa dos movimentos do bebê. Passei a perceber que quando eu ficava muito nervosa ou estressada, ele mexia menos porque sentia o que eu sentia. Passei a perceber que quando eu ficava deitada e conversava com ele, ele respondia com viradinhas sapecas que conversavam comigo.
    Tudo foi ficando muito mágico até o seu nascimento. Ah! O nascimento! Um nascimento de um bebê e um nascimento de uma mulher que agora é mãe! É uma loucura deliciosa! A mais deliciosa da minha vida, até agora.
    E veja, o medo não diminuiu e a ansiedade também não. Mas a gente aprende a fazer deles coisas boas! 😉

  • Hahahaha, também sofro tanto com essa saudade! Mas fique tranquila que quando ela começar a mexer (a melhor coisa do mundo por sinal!) vc vai ficar mais tranquila!!!! Mas o ultrassom é sempre uma delícia mesmo!! Bjs

  • Putz! Alguém avisa pra “Psicóloga” que a ansiedade é inerente às gestantes, principalmente nas de primeira viagem. Como é que um ser humano, do sexo feminino, em plena consciência, pode não ficar ansiosa sabendo que está gerando um outro ser dentro dela?? Im-pos-sí-vel. E isso é ruim desde quando?

    Fora o que está por vir…Sabe, Mariana, é com muito orgulho e felicidade que eu te digo: suas angustias, ansiedades e medos apenas começaram. Vai chegar a hora do parto e, com ela, o que eu costumo chamar de “as primeiras”: 1ª mamada, 1º banho, 1º corte de unha, 1ª noite em claro, 1ª noite BEM DORMIDA, 1ª consulta no pediatra…e por aí vai. Imagina se alguém passa por tudo isso ilesa, como se fosse a coisa mais corriqueira e normal do mundo?

    E, posso falar? Acho que esse sentimento não acaba nunca! É a mais pura sensação da maternidade. Pergunta pra sua mãe se ela ainda não sente alguma insegurança ou ansiedade com relação à você.

    Beijos, virei fã do seu blog!

  • Regina

    Mari, tenho um filho de 11 anos e leio toda a semana o seu post no blog. Fico ansiosa até ! E olha q eu ñ estou grávida hein ????? Vc relata maravilhosamente o seu dia-a-dia da gestação e ponto final. Estão fazendo tempestade em copo d’água. Quando leio, só sei rir, imaginando tudo o q está passando, tudo mais q normal, aliás. Eu mesmo, depois de tanto tempo, me lembro de tudo o q eu passei…. Se ficar gravidinha novamente (se Deus quiser), perguntarei muitas coisas à vc sua linda…..Só quero dizer pra vc e pro seu marido, q curtam cada momento, são únicos. E vão saber o que é o amor incondicional quando olharem pela primeira vez o rostinho da Laurinha. Simples assim. Um beijo e fiquem c/ Deus !

  • Minha conterrânea genética, descobri teu blog por acaso.Tb estou me aventurando nas letras e relatos.Gostei! Tuas palavras são sinceras, vivas, emocionais.E ser mãe é isso.A racionalidade não faz parte da nossa prática.Acredite.Tenho três filhos, qd um tá doente, já imagino o que seja e o que deva tomar. Levo no pediatra e é batata! Confie neste instinto, divida-o com seu marido sim, mas tds que passaram por isso sabem que tem uma parte nesta gravidez que é só nossa, é a tal da cumplicidade materna filial. Aquela que no meio da madrugada aparece com uma mexida dentro da tua barriga, por um impulso tu até se vira pra acordar o marido, mas dai até mesmo pra não incomodá-lo, tu o deixa dormir e fala baixinho pro teu filho que esta dentro de ti e que só ele pode além de te ouvir , senti ” Filho, ta mexendo?…É a mãe, filho… tá td bem? Dorme que a mãe tá aqui….” E ai a barriga se acalma. Minha linda um cheiro cheiroso. Tenha esse bacurizinho e traga aqui pra Terrinha pra ele ser logo batizado nas águas dos rios do nosso Pará. Visite meu blog.!

  • Lorena

    Mariana…. Meus Parabéns pela bb, sua grande conquista. acabei de ler seu blog e nao conhecia. Por isso quero agradecer imensamente a sua disponibilidade de colocar público esse fato detalhadamente que aconteceu com vc. Quero partilhar tb, que ao final do ano passado passei tb por isso e tb nao pude fazer o procedimento médico e tive q aguardar que fosse natural (o que aumenta mais ainda a dor). Mas quero te informar que ao ler seu blog acabo que me encher de fé e esperança. Estou na expectativa, pois estou tentando engravidar novamente. Um grande beijo e obrigada, obrigada mesmo.

  • Luysa Freitas

    Mariana, poxa que chato isso heim…. você querendo dividir seu momento lindo grávida com os leitores e ainda tem que passar por este tipo de situação… gente mal amadc que não coloca nem nome e “se diz” sabedora de tudo que pode acontecer na sua vida daí pra frente…. ahhh vamos mandar catar coquinho!! Estou adorando ler, estou achando bem bacana, porque suas dúvidas, foram as minhas dúvidas na minha gestação há quase cinco anos atrás… Muito legal! Continue escrevendo!!

  • margareth

    Amei o Blog !!! Parabéns
    eu nome é margareth e estou grávida de gêmeas (2 meninas), estou desempregada e o pai não quis assumir, mas já amo demais minhas bebês, e eu venho aqui pedir humildemente se algumas mães poderiam doar ou emprestar o enxoval de seus bebês que não usam mais, infelizmente na situação que eu me encontro eu não consequiria compra-los, sei que Deus vai me ajudar a encontrar pessoas que porerão me ajudar…Conto com a ajuda das amigas…Obrigada e Beojos a todas…por favor enviar e-mail para minha irmã vaniabarone@msn.com, pois vendi meu pc para me ajudar a mudar para mais perto da minha familia que são humildes…

    • Mariana Belém

      Querida, estou entrando em contato com uma pessoa que pode reunir forças para te ajudar.
      Entrio em contato com esse email que me passou em breve!
      Beijos!!! Vai dar tudo certo!!