A hora certa para a chegada do(a) irmãozinho(a)

Infant with Older Brother

© Lawrence Manning/CORBIS

Quando namoramos por algum tempo, perguntam quando sai o casamento. Quando casamos, vem a pergunta: “Quando vem um bebê por aí?”. E quando temos o primeiro bebê, é certa a pergunta: “Quando vem um irmãozinho, hein? Vocês pretendem ter outro, NÉ?!”. São perguntas praticamente inevitáveis hahahahah

E você começa a ouvir duas versões diferentes sobre a “melhor hora para a chegada do irmãozinho”. Uma parte defende que é bom ter logo depois do primeiro. “Assim crescem juntos, viram parceiros” dizem. Ou “O ruim de esperar muito é que você começa a se acostumar a dormir bem e já tem que dormir pouco de novo”.

A outra parte defende que é melhor esperar um pouco porque “são dois bebês, só que de idades diferentes. Duas malas para sair, tudo em dobro, quase como se fossem gêmeos” (isso veio de uma amiga que engravidou do 2º quando o 1º ainda tinha um ano). Ou ainda “É melhor quando o 1º entende melhor a chegada de um irmãozinho, diminuindo um pouco a chance de um super ciúme, de sofrer com a chegada dele. Inclusive pode curtir e “ajudar” a cuidar.”

Não existe lado certo. Existe sim o que é BOM PARA O CASAL. Cada casal é um casal. Por exemplo, para nós aqui não existe muito a coisa de dormir pouco, pois a Laura dorme a noite toda desde os 2 meses. Desde o início, para nós, sempre pareceu melhor a opção de curtir muito a Laura e, quando ela pudesse entender a chegada de um outro irmão e já tivesse um pouquinho mais de independência, aí sim pensaríamos na 2ª gravidez. Minha cunhada teve o 2º também quando o 1º estava com 1 ano e 9 meses e, vendo a rotina deles, sabemos que não seria o ideal para nós. Mas para eles é bom, é como sempre quiseram.

A questão é que não existe certo e errado e sim o que não afetará o casal. Fora que existem casais que querem apenas um filho e pronto. Tenho uma grande amiga que sempre soube que queria um filho só e até hoje não cedeu às perguntas e pressões da mãe, da sogra, de amigas, para mudar isso. Cada casal sabe o que é melhor para si.

De que adiantaria fazer o que “dizem ser certo” e o stress de uma decisão não pensada prejudicar o casamento, o bem estar? Existem coisas que não escolhemos, como, por exemplo, uma amiga que na 2ª gravidez teve gêmeos e de um filho passou a ter 3, mesmo que o “plano inicial” da família era de ter apenas dois. Ou quem tem gêmeos de cara e a teoria do “é tudo em dobro, duas malas, dois bebês” é automático. E isso vira uma realidade maravilhosa, a qual você se joga e se apaixona. Outras duas amigas engravidaram “no susto” quando o primeiro filho tinha apenas 3 meses e hoje não conseguem pensar na vida de outra maneira…

Mas quando é possível escolher, discutir com o parceiro é a melhor decisão. Cada casal sabe seu limite, sua capacidade, seu estilo, o que é melhor pra si e para a harmonia do casal e o bem estar do seu primeiro filho. Não façam escolhas pelo que dizem ser melhor, pela pressão externa… Sorria ao ouvir os conselhos que você ainda não tem certeza se vai ou quer seguir e leve suas dúvidas e questões para quem vai viver aquilo diariamente com você. Quer dois filhos em curto espaço de tempo e seu parceiro está doido para isso? Se joguem!! Quer esperar um pouco porque o ritmo de vocês é outro ou por qualquer que seja a razão? Esperem, ponderem, conversem.

Lembre-se sempre que, por mais que haja ajuda de família, amigos e/ou babá, quem vai viver aquilo diariamente são vocês dois. Coloquem na balança e sejam felizes ;)