A importância do acompanhamento médico

Recentemente escrevi no blog um post sobre a importância de se respeitar a receita dada pelo médico, sobre a seriedade com a qual se deve ser levada o uso de antibióticos e as recomendações dadas pelo seu médico.
 
Ainda nesse mesmo tema, quero frisar aqui a questão da importância do acompanhamento médico.
 
Laura tem a mesma pediatra desde que nasceu. Tenho amigos que trocaram de pediatra ao longo da vida do filho, por não concordarem com algum método ou forma de lidar durante a consulta (ou em algum episódio de doença), porque “o santo não bateu” ou por conta da logística (muito longe, muito trânsito…). Quando uma pessoa troca de médico – ou procura uma segunda opinião – certamente passará por um questionário sem fim sobre seu histórico – ou da criança. Essas informações são de extrema importância para que o médico saiba que rumo tomar, o que receitar, que possível quadro recorrente a criança vem apresentando ou pode apresentar.
 
Quando  não se respeita a receita, o médico não pode se responsabilizar pela sua decisão – de aumentar dose, de reduzir a mesma ou de interromper o uso do medicamento. Às vezes pensamos que a doença pode ter passado pois os sintomas sumiram ou porque o bem estar voltou, mas nem sempre a bactéria se foi por completo e aí está o perigo. Ao passar para o pediatra qualquer variação de comportamento ou resposta do seu filho enquanto ele está em algum tratamento, ele saberá se é assim mesmo o esperado ou se algo deve ser feito de forma diferente. Só o médico, que tem o histórico do seu filho, que receitou aquele tratamento, que examinou a criança, é quem pode dar alta, alterar a forma de medicar ou suspender qualquer uso de medicamento.
 
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Um exemplo que ouvi em uma recente palestra que fui: uma mãe questionou ao pediatra presente no evento se uma criança que possui problemas recorrentes e que precisa tomar antibióticos com frequência, faz o medicamento perder o efeito com tempo, mesmo havendo necessidade de usá-lo.
 
A resposta foi: não é o medicamento que perde o efeito. O efeito vai sempre acontecer porque ele é um produto que foi feito para aquilo.  É como uma bicicleta, uma bicicleta vai ser sempre feita para andar. O que acontece é que aquelas bactérias que estão nessa criança, com o uso frequente do mesmo medicamento, vão se modificando. O remédio não perde seu efeito, o efeito vai ser sempre o mesmo. Naquela pessoa o efeito pode ser diferente ou o efeito pode ser em menor intensidade. Então, às vezes, é preciso dar uma dose maior ou até mesmo trocar o medicamento, porque aquela bactéria já está resistente à ele.
 
Um médico que esteja acompanhando o quadro dessa criança vai tentar entender o porquê que essas infecções estão recorrentes. Às vezes não é o caso de só tratar a infecção, mas sim de ir à fundo ao que gera ela na criança. Por exemplo: amigdalite. Se a recorrência é muito grande, os remédios apenas aliviam e cada vez menos parecem surtir efeito, talvez não adianta ficar apenas trocando de medicamento. O pediatra investigará o porquê que a criança está tendo tanta amidalite e na hora que buscar a causa, pode encontrar um lugar (amígdala) que já esteja colonizado de bactérias. Ou às vezes é muita secreção. Ou aquela criança não esteja com o sistema imunológico dela bom, e sim mais frágil . Ou seja, não adianta ficar trocando de remédio ou de tratamento para a mesma coisa: tem que ir atrás da causa. Podem ser várias razões, várias causas para aquela amigdalite ou para qualquer outra recorrência da mesma doença no seu filho. E apenas uma pessoa a recorrer e manter atualizado: o médico.
 
Esse post é um pedido, é um alerta: não brinquem com a saúde dos seus filhos. Não tomem decisões baseados no que pensam que está havendo, na mais singela melhora que seu filho possa apresentar. Faça o acompanhamento médico, seja durante um tratamento, seja pós tratamento para ver se está realmente curado (ou não mais exposto àquela bactéria), seja para investigar a recorrência de algum quadro que seu filho esteja apresentando de tempos em tempos.
 
Pergunte sempre que tiver dúvidas, insista. Respeite sua receita. Com antibiótico não se brinca.
 
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