Agora é proibido marcar cesárea antes da 39ª semana e eu achei isso MUITO importante. Venha saber sobre as novas regras!

Laura, horas depois do parto cesárea, em 2011 <3

Laura, horas depois do parto cesárea, em 2011 <3

Quando eu estava grávida da Julia, uma amiga me contou que estava arrasada pois a sobrinha estava na UTI neonatal. A OBSTETRA da irmã dela ia viajar e sugeriu que fizessem logo a cesárea na 38ª semana, antes da viagem dela (oi?). Porém, ao nascer e passar pelos primeiros exames, a constatação: o pulmão ainda não estava 100% formado, assim como o fígado. O bebê foi para a UTI neonatal e passou por muitos perrengues até receber alta – coisa que não aconteceu em outros casos que ouvi ano passado, de bebês que infelizmente não sobreviveram. Sendo opção da mãe que a cesárea seja agendada, o mínimo é que o médico dela esteja certo que o bebê está pronto para isso, não?

Como vocês sabem, eu tive a Laura através de uma cesárea desnecessária, após minha bolsa ter rompido enquanto eu dormia. O que sempre me deixou mais tranquila sobre o nascimento da Laura foi o fato de que ela “mostrou estar pronta” para nascer ao romper a bolsa. Julia foi parto normal, depois de horas de trabalho de parto mas, em nenhum momento, NUNCA, eu levantei bandeira sobre o parto x ou y serem o ideal para todas as mães. Levanto a bandeira sim pelo RESPEITO à escolha da mulher, seja o tipo de parto  que for, CONTANTO QUE seja saudável para a mãe e para o bebê. Minha melhor amiga teve que agendar porque não podia entrar em trabalho de parto (pressão alta e útero já operado antes) e como ela há muitas mulheres que PRECISAM agendar e outras que OPTAM POR agendar. De uma forma ou de outra, o médico deve orientar se essa data é boa para o bebê ou se ele corre algum risco.

O parto da Laura, em 2011 <3

O parto da Laura, em 2011 <3

Em um país onde, segundo o IBGE, mais da metade de cesáreas é agendada (veja aqui), a preocupação maior ao criar essas novas regras, é que o bebê esteja todo formadinho ao nascer, já que é justamente entre 37ª e 39ª semanas que o bebê passa pela fase crucial no desenvolvimento do cérebro, dos pulmões e do fígado.

Uma nova resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) publicada nesta segunda-feira (20) passou a proibir a realização de partos cesáreos agendados antes da 39ª semana de gravidez. Além disso, a mulher que quiser marcar a cesárea eletiva deverá assinar um termo “de consentimento livre e esclarecido” elaborado pelo médico que vai registrar formalmente a decisão da parturiente de ter o filho através de uma cesariana. Fique por dentro do que muda com as novas regras.

Através de uma matéria da UOL, reuni informações e dúvidas sobre essas novas regras. Vejam:

Por que o CFM mudou as regras?

Até 2013, bebês a partir da 37ª semana eram considerados prontos para virem ao mundo. No entanto, estudos publicados pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas mostraram que é a partir da 39ª semana que se inicia um período da gestação chamado “a termo”, isto é, não prematura. É entre 37ª e 39ª semanas que o bebê passa pela fase crucial no desenvolvimento do cérebro, dos pulmões e do fígado.

“Partos feitos antes da 39ª semana podem causar distúrbios respiratórios no feto”, explica Adriana Scavuzzi, ginecologista e integrante da câmara do CFM responsável pela resolução. Além disso, bebês que nascem antes da hora podem ter dificuldades para manter a temperatura corporal, se alimentar, tem risco maior de ter icterícia – caracterizada pela cor amarela dos tecidos e das secreções orgânicas – e, em casos mais graves, gerar danos cerebrais, problemas de visão e audição.

A resolução do CFM, portanto, atende uma direção já adotada em outros países.

Estou grávida, vou ter que reagendar meu parto?

Se você marcou o parto para antes da 39ª semana, a resposta é sim. “Se a cesariana é eletiva, ou seja, se não tem nenhuma indicação médica para interromper a gravidez antes da 39ª semana, o médico vai precisar rever a data”, afirma Adriana. Isso porque a norma passa a valer no ato da sua publicação em Diário Oficial, o que aconteceu nesta segunda. Então, o conselho é procurar o seu médico e se informar sobre novas datas.

Por que vou ter que assinar um termo de consentimento?

A resolução também quer garantir a autonomia da mulher para escolher como quer dar à luz. “Obviamente que a decisão da paciente deve ser tomada baseada nas informações proporcionadas pelo médico sobre os prós e os contras das vias de parto”, explicou.

O documento vai formalizar que o médico deu todas as informações necessárias à mulher sobre suas opções quanto ao parto e será anexado ao prontuário da paciente. Por isso, o CFM determina que ele seja escrito em linguagem de fácil compreensão, de acordo com as características socioculturais da gestante.

O médico vai ser fiscalizado?

Será, embora a resolução não crie uma fiscalização específica sobre o tema. “A questão será incluída nas análises periódicas feitas pelos conselhos de medicina aos profissionais, que vão ficar atentos nos prontuários, para ver se consta a presença do termo”, diz.

E se o médico desobedecer à norma?

O caso vai ser analisado pelo CFM, que pode aplicar sanções ao profissional. As punições possíveis vão desde advertência até a suspensão do registro profissional, necessário para a prática médica. A penalidade varia de acordo com a gravidade do caso.

O que acontece se o médico não concordar com a decisão da gestante?

A resolução prevê que no caso de haver discordância entre o médico e a vontade da grávida, ele pode referenciar a paciente a outro obstetra, alegando autonomia profissional.

A resolução pode ter impacto sobre o número de cesarianas feitas no Brasil?

Um levantamento feito em 2013 pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, divulgado no ano passado, informou que mais da metade das cesarianas feitas no Brasil é agendada previamente pelos médicos. Fora do Sistema Único de Saúde, a proporção chega a 84%.

Apesar disso, Scavuzzi acredita que as novas regras não terão impacto sobre o número de partos cirúrgicos feitos no país. “Os médicos devem informar desde o começo do pré-natal as opções da paciente. Com a discussão e as colocações do médico, a mulher pode até mudar de ideia quando o tipo de parto que deseja. A resolução estimula essa relação médico-paciente”, acredita.

Questionado sobre se a resolução poderia ter impacto nos partos realizados no SUS, cuja taxa de partos cirúrgicos é de 40%, bem menor do que na rede privada, um dos vice-presidentes do CFM Emmanuel Fortes afirmou que a regra é a mesma para todos os médicos. “É a mulher que tem que decidir, mas claro que o médico vai fazer a avaliação se isso será possível dentro do sistema”, afirma.

A cesárea é uma cirurgia que pode ser indispensável para salvar gestante e bebê em casos de complicação na realização do parto normal. Mas, como qualquer cirurgia, implica em perigos. “Há riscos maiores de perda sanguínea, hemorragias. A mulher precisa saber dos prós e contras para, de posse das informações, escolher que prefere a via cesariana”, acrescenta Adriana.

(fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/06/20/cfm-modifica-as-regras-para-realizacao-cesarianas-saiba-o-que-mudou.htm?cmpid=tw-uol )

Bjos, queridos!

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  • Dona da Pipoca

    Mari, aposto que ainda assim vai ter OB arrumando desculpa para agendar antes das 39 semanas e fugir da nova lei.
    Meu médico com certeza seria um deles. Pra vc sentir o nível: na primeira consulta, qdo eu estava com apenas 4 semanas de gestação, ele me disse, com essas exatas palavras: “Não gosto da sua DPP (07Jan2017). Vai ser próximo das minhas férias, depois temos que ver isso”. Naquele momento eu já percebi que uma cesárea agendada era quase certa com ele. Minha vontade era responder: “foi mal, soubesse disso antes não tinha transado em Abril…”.
    Na terceira consulta, com 10 semanas, ele me perguntou se eu pretendia agendar uma cesárea ou tentar parto normal, eu disse que queria parto normal. Ele disse que não fazia nada pelo meu convênio (cesárea ou normal), que só trabalhava com reembolso. Até ai tudo bem, decisão dele que cabe a mim aceitar ou recusar e mudar de médico.
    Mas daí vem o absurdo: o cara me pega um formulário de prévia de reembolso de CESÁREA, preenche com os custos, bate um carimbo com o nome de outra médica (!!!!!), que eu desconheço quem seja, e ainda por cima rúbrica em cima do CRM dela (Falsidade ideológica?).
    Daí ele me entrega e diz para eu pedir aquela prévia de cesárea pq os custos são mais completos (????). E que era para eu dizer ao convênio que seria feito com a médica “X” do carimbo, sem explicar pq razão ele não pedia em nome dele.
    Enfim, esse é o nível de ética de ALGUNS profissionais brasileiros.
    Já era fato que ia mudar de médico, só o consultava por ser coberto pelo Bradesco e estar no começo da gestação. Pagar por pagar, prefiro fugir do convênio já que não encontro um Cristo que não cobre taxa de disponibilidade e/ou seja cesarista de carteirinha.
    Estou bem inclinada a ir na Dra Luciana Taliberti, adorei seu relato de parto com ela. O valor que ela cobra não é nada absurdo, trabalha com reembolso e ainda é pertinho de onde moro.
    Bjs em vc e nas suas princesas lindas 🙂