Antibiótico e o Período Escolar

(Imagem: © JLP/Jose L. Pelaez/Corbis)

(Imagem: © JLP/Jose L. Pelaez/Corbis)

Ano passado fiz uma sequência de posts alertando para o uso correto dos antibióticos, sobre a importância de respeitar a receita prescrita pelo médico e não se auto medicar, vocês se lembram? Foram 4 posts: “Antibióticos e gravidez/amamentação: qual é o resultado dessa combinação?”  , “A importância do acompanhamento médico”, “O Uso correto dos antibióticos” e “Com antibiótico não se brinca!”, onde falei bastante sobre os perigos do uso incorreto dos antibióticos.

Volto a falar sobre esse assunto nesse post depois de mais uma palestra muito interessante que assisti semanas atrás, porém quero focar nas crianças quando começam a vida escolar.

Você sabia que quanto maior a quantidade de antibióticos dados sem necessidade, mais aumenta a resistência das bactérias a eles? Por que falo isso? Porque em 2011 foram cerca de 10 milhões de receitas prescritas sem necessidade.

FATORES DE RISCO PARA COLONIZAÇÃO DE VIAS AÉREAS:

  • Idade menor de 2 anos;
  • Creches e escolas maternais;
  • Infecções respiratórias virais
  • Ausência de aleitamento materno

FATORES DE RISCO PARA RESISTÊNCIA AOS ANTIBIÓTICOS:

  • Uso recente de antibióticos (menor que 2 meses)
(Imagm: © Beau Lark/Corbis)

(Imagm: © Beau Lark/Corbis)

Você sabia que apenas 20% dos casos de amigdalite são causadas pela bactéria Estroptococo do grupo A e tem necessidade de ser combatida com antibióticos? 75 a 80% dos casos de amigdalite consistem em infecções causadas por vírus e que ,portanto, não precisam de uma receita de antibiótico, já que esse medicamento atua contra as bactérias.

Curiosidades sobre a ocorrência de Otite Média Aguda (OMA) nas crianças:

  • É a principal causa de consulta médica e de prescrição de antibióticos em lactantes e pré-escolares (42 à 49 dias por ano);
  • 80% das crianças terão um episódio de OMA até os 3 anos;
  • 40% terão 6 ou mais recorrências até os 7 anos;
(Imagem: © Tetra Images/Corbis)

(Imagem: © Tetra Images/Corbis)

E quando a criança começa na escola, na creche, e passa a adoecer, não é só no consultório que a mãe vai parar. As conversas na porta da escola com outras mães ou até o “Dr. Google” podem apresentar riscos para o seu filho quando sugerido em ambos alguns tipos de tratamento/medicamento de forma generalizada. O que foi receitado para um aluno pode ser completamente errado e/ou desnecessário para o seu filho. Há se respeitar o histórico de cada um, seu metabolismo, seu quadro específico. Por isso a consulta é essencial: o pediatra conhece o histórico do SEU filho e saberá dizer o que ele realmente precisa. E, se realmente houver necessidade de antibiótico, se ele prescrever alguma receita médica, ela deve ser respeitada e seguida exatamente como prescrita. Achar que seu filho está melhor e parar de dar antes da hora – ou dar uma dose menor – apenas ajuda a bactéria dentro do organismo da pessoa.

Ele não é o médico do seu filho, ele não o examinou, não sabe seu quadro. O medicamento da Laura eu não troco por nada.

Para conhecer ainda melhor o movimento #RespeiteSuaReceita e essa campanha importantíssima para a saúde de todos nós, acesse o site http://bit.ly/1SllxRq

Na fanpage, você também encontra muitas informações importantes:  http://on.fb.me/1KDpUQE

Por favor e pelo bem da saúde do seu filho: Respeite sua Receita. A minha e a da Laura eu #naotrocopornada

Publi Editorial GSK

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