Como ser mãe mudou a forma como olho tudo, até carros.

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Livro na mão, mochila nas costas, walkman no ouvido e Copenhagen ao meu redor (Novembro/1999).

Aos 16 anos eu fui trabalhar na M.Officer para poder juntar dinheiro para ir para Salvador no Carnaval. Eu contava os dias para chegar fevereiro e eu poder me encontrar com amigos queridos que moravam lá. Quando recebi meu dindim por trabalhar de extra de Natal, comprei uma tv maior e um aparelho de dvd pro meu quarto (afinal, não vivo sem ver tv,shows, filmes…), passagem de ônibus SP – Salvador – SP e separei o que sobrou para poder comer lá na Bahia.

Aos 19 anos me joguei no mundo, mochilando pela Europa e optando por dormir no trem noturno entre uma cidade (ou país) e outra (outro), já que eu tinha um passe de trem que valia pelo mês todo. Dormir no trem fazia sobrar dinheiro para ver mais museus, pontos turísticos, festas em albergues e etc e eu programava meu dia seguinte anotando tudo que eu poderia fazer em um dia só. Comida? Preferia almoçar um cachorro quente e ter dinheiro para as pilhas do meu walkman (entregando a idadeeeee hahahah). Nas noites que não rolava trem, era albergue, claro. Não só para economizar, mas para conhecer gente do mundo todo.

Cada albergue lindo (esse em Florença, Itália) e haja mochila com minha amoreca Floh e nosso novo amigo Piotrek. (Outubro/1999)

Cada albergue lindo (esse em Florença, Itália) e haja mochila com minha amoreca Floh e nosso novo amigo Piotrek. (Outubro/1999)

FOCO NA MOCHILA hahahaha

FOCO NA MOCHILA hahahaha

Quando passei a viajar mais adulta sozinha, com minha mãe e com meu marido (ainda namorado, inclusive), eu privilegiava restaurantes que queria conhecer e – quando sozinha – escolhia hotéis que tivesse fácil acesso à metro e que eu pudesse andar e ver o máximo possível – mas parando para tomar um café, ler um livro.

Viajar e escolher hotel foram duas das coisas que mudaram – e muito – na maneira como programar e escolher depois que virei mãe. Seja no interior de SP, procuro lugares onde a Laura tenha atividades, espaço, monitores… Até restaurante eu escolho assim hoje quando estou em família: prefiro os que tenham brinquedoteca ou pelo menos lápis de cor e papel (ou seja, que estejam “preparados” para receber crianças e, assim, tenham funcionários que tratem bem as mesmas).

São tantas as coisas que me mostram diariamente que meu olhar mudou para escolhas das coisas que fico besta. Essa semana fui para Campos do Jordão, participar de evento e coletiva de lançamento de um carro de luxo, o Novo Edge (Ford), que me deixou embasbacada. Mas as razões pelas quais me deixou embasbacada são completamente diferentes das que me deixariam 6 anos atrás.

Com as amorecas Lele Sordili (Blog Eu, Ele e as Crianças), Nanna Pretto (Blog Dica de Mãe), Roberta , Adília, eu, a super sky window e umdelicioso test drive de 2 horas falando e cantando sem parar.

Com as amorecas Lele Sordili (Blog Eu, Ele e as Crianças), Nanna Pretto (Blog Dica de Mãe), Roberta , Adília, eu, a super sky window e umdelicioso test drive de 2 horas falando e cantando sem parar.

Quando eu engravidei, eu tinha um carro esporte que eu amava e que andava MUITO, além de ser lindinho e tal. No porta malas não caberia nem um carrinho de bebê e o fato de ser duas portas tornaria absolutamente desconfortável o tirar e por do bebê conforto no banco traseiro ou, depois, conseguir colocar a criança na cadeirinha (o carro era baixo também). Assim que soube que estava grávida, a primeira decisão foi: preciso trocar esse carro.

Hoje, ao olhar qualquer carro, primeiro olho a segurança e depois o tamanho do porta malas.

O Novo Edge, por exemplo: QUE CARRO!!! Espetacular! Ele estaciona sozinho, avisa quando você sai da faixa na rua, não cai para trás na descida, tem painel lindo, sistema maravilhoso de som com Bluetooth, uma incrível “sky window” (janela gigante no teto) e um motor de tirar o fôlego, entre outras coisas: tudo que me faria enlouquecer 6 anos atrás. Mas dessa super tecnologia, o que me fascinou foi o porta malas que, além de ENORME, pode-se abrir sem usar as mãos, passando o pé debaixo do carro para ativar o sensor caso você esteja com as mãos ocupadas (filho no colo, e sacolas na outra mão: coisas de mães-polvo). Da estrutura do carro pirei mesmo foi com o tamanho do porta malas, como já citei acima. De toda questão de segurança (vários Air Bags, inclusive para os JOELHOS das pessoas) fiquei de cara mesmo com o cinto do banco traseiro que é um Air Bags para o peito da pessoa que viaja, único no Brasil. A foto mostrava quem usando o cinto? Uma criança <3

O vídeo mostrando o sistema do porta malas, seu tamanho e mais:

A segurança: mutos airbags e o único cinto air bag do Brasil protegendo uma criança.<3

A segurança: mutos airbags e, ilustrado aberto protegendo uma criança, o único cinto air bag do Brasil.<3 Na foto ao lado na montagem eu mostro ele sem estar acionado.

Sei que uso de exemplo um carro que chegará no mercado agora em agosto por R$ 230.000,00, mas eu olho todos os carros assim hoje em dia. Eu fiz o test drive para a imprensa e CLARO que enlouqueci com a dirigibilidade, a maciez, as cores dos modelos e opções de banco de couro… Mas voltei falando da segurança e do porta malas hahahaha

Meu olhar como pessoa se transformou quando virei mãe. E me vejo falando as coisas que minha mãe falava, me vejo fazendo observações “de mãe” o tempo todo. Desde o carro até qualquer outra coisa que eu olhava sob um panorama, ser mãe me trouxe outras prioridades, outro foco, outra perspectiva. O que fazer com meu dinheiro, escolha de destino de viagem, analisar estrutura de hotel, ver rótulo dos alimentos e até mesmo admirar mais ou menos um carro: a forma mudou. Minhas prioridades mudaram.

Não me vejo mais olhando as coisas como antes, de situações à coisas materiais. E não poderia ser mais feliz.

Que. Carro.Lindo. #sonhos

Que. Carro.Lindo. #sonhos

*Viajei para Campos do Jordão à convite da Ford Motors.

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  • bossamae

    Muda muito nosso olhar sobre várias coisas quando nos tornarmos mãe. Eu, por exemplo, não dirigia antes de ser mãe, Mari! Rsrs Comecei logo depois que Benjamin nasceu e não parei mais. Trocamos de carro recentemente e segurança e espaço, são dois itens fundamentais agora. Rs
    Beijo

  • O mais legal é ver que muda em tudo ne? Roupas, alimentação, amizades e, claro, bens de consumo!
    Voltei apaixonada pelo carro e por vc (ainda mais!! heheh).
    beijo amoreca
    Lele

  • Débora Salvador

    Tudo pelos nossos preciosos Babys <3