Como você escolhe olhar a sua vida? Um post sobre amor, adoção, olhares da vida e união de família.

A adoção que mudou a vida de uma família.

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O que me motivou a começar esse blog há mais de 5 anos foi um episódio triste da minha vida: sofri a perda de um bebê ainda na gestação. Estava grávida de 9 semanas e, em um ano de muitas perdas da minha vida, eu não aguentava mais o olhar de pena das pessoas para mim, então não abri para as pessoas o que eu estava vivendo.

Olhava para os lados e via muitas crianças e gestantes. A sensação era de que eu era a única que não seria mãe. Até que em uma conversa entre amigas, eu contei. O que eu ouvi? Que uma delas já tinha perdido, que ambas tinham amigas que já tinham perdido bebê… Fui pesquisar e vi que 20% das mulheres já sofreu algum aborto espontâneo. Aquilo me deu um certo alívio, me senti parte de algo ao invés de uma exceção em meio a tantas mães.

Quando completei as 12 semanas da Laura e tudo estava certo no morfológico, comecei o blog com a intenção de levar esperança para as famílias. Que, ao não desistir e perseverar, quem quisesse se realizar enquanto mãe, seria mãe. Mesmo que incapaz de gerar, adotando e vivendo esse amor igualmente incondicional. Ao longo da gestação da Laura, uma querida amiga, Astrid, me dava mil dicas. Seu filhote lindo, Gabriel, ela adotou na Bahia ainda bebê.

Pequeno Segredo

Por que eu falo disso tudo? Porque eu assisti um filme que mexeu muito comigo e me fez pensar nesse amor avassalador que sentimos pelos nossos filhos – e esse amor é igualmente avassalador quando se adota uma criança. Indicado pelo Brasil para entrar no shortlist de indicados para Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2017, “Pequeno Segredo” é uma história de amor materno, amor de irmãos, e de como, ao fazer com que uma menina se sentisse amada e querida e cuidada, uma família se tornou ainda mais unida.

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O filme fala da história da família Schurmann (sim, a mesma que viajou o mundo de barco) e a chegada de Kat, a filha de um casal (formado por uma amazonense e um neozelandês) que ficou próximo à eles e que, por um acaso do destino, pediu que a família a adotasse para que ela pudesse ver o mundo todo.

A família adota a menina e proporcionar o máximo de experiências positivas para a pequena Kat. Heloísa (interpretada pela Julia Lemmertz no filme), esconde este fato durante anos dela. Sua relação de amor com a criança era mais forte até do que com os filhos biológicos.

O trailer do filme está aqui:

A maneira de olhar as coisas.

Sabe a história do copo meio cheio, meio vazio? Podemos optar por ficar tristes e olhar apenas que falta meio copo de água ou podemos ficar felizes que o copo está meio cheio. Então, esse filme fala disso. Um filme que foca muito na demonstração de amor e que nos deixa essa sensação de escolha de como encaramos as coisas: a família Schurmann escolheu fazer da vida de Kat uma experiência única, cheia de amor, carinho e compreensão, viajar o mundo com ela e proporcionar o máximo de experiências positivas.

Assistir ao filme “O Pequeno Segredo” me fez pensar nisso tudo de novo, nesse meu primeiro post há 5 anos, na entrega de uma mãe, de uma família, na maneira que decidimos olhar a vida… Pensei nas minhas amigas que adotaram e que vivem esse amor incondicional, pensei no amor que sentimos e nesse desejo que temos de dar o mundo para eles… Pensei em quantas famílias podem olhar apenas o fato de não poderem gerar um bebê, ao invés de olharem para a adoção como algo maravilhoso e tão avassalador quanto. No quanto olhar uma situação por outra perspectiva pode mudar TUDO.

NÃO PERCAM <3

 O filme estreará dia 10 de Novembro e, da mesma forma que mexeu comigo, acredito que mexerá com vocês e com a maneira que podem estar olhando a vida. Eu revisitei sentimentos e pensei muito nisso, em como olhar as situações, em como viver a vida ao lado das minhas meninas e minha família.

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Se joguem! (e não esqueçam o lenço hahahaha)

Beijos!

#PequenoSegredo

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