Dicas bem-vindas

Amor…

Quando comecei a escrever sobre amamentação, um número enorme de mulheres entrou em contato comigo. Fosse por meio deste blog, por e-mail ou via Twitter. Claro que eu sabia que esse tema instigava as gestantes e mães, mas não imaginei que fosse tanto.

Como durante parte da gravidez eu pensei que não poderia amamentar (como contei aqui), falar sobre a minha experiência me traz muito, mas muito prazer. E saber que vocês estão curtindo isso faz com que esse prazer se multiplique.

Quero dividir aqui alguns comentários e um link que adorei. Os comentários vieram de mulheres que frequentam grupos de amamentação. Eu, infelizmente, não fui a nenhum e me arrependo. Só fui tomar conhecimento deles depois que a Laura já tinha nascido e, como ela ainda está entrando em uma rotina, não consigo programar um tempo para ir. Mas quem sabe isso não muda…

Em um dos comentários, vieram dicas sobre amamentação também, algumas contra-indicações da Concha de Seio e a felicidade em saber que posso comer até 487 gramas de chocolate sem riscos?! Hahahaha

Por Carol Baggio:

“Oi, Mariana! Comentei com você sobre grupos que apoiam a amamentação e já que tanta gente lê seu blog, tenho certeza de que vai ajudar muitas mamães, assim como faz contando sua experiência com a pequena! Em SP, tem dois grupos que fazem encontros semanais de pós-parto, com um baita suporte para quem quer amamentar: o Matrice http://matrice.wordpress.com/ e a Casa Moara http://casamoara.com.br/. Nos mesmos moldes, tem grupos no Rio, Campinas e em outras cidades. De repente, se você postar algo sobre o tema, quem sabe não aparecem outras dicas nos comentários, né? Acompanho suas peripécias aqui e me dá uma saudadinha… minha Nina ‘já’ está com 1 ano e meio e agora vivemos novas emoções aqui em casa (filho é sinônimo de emoção, sempre, né? rs). Beijo grande para você e para a Laura.”

Por Lylian Dalete:

“Parabéns Mariana! É realmente muito bom para nós que trabalhamos com o aleitamento materno encontrarmos mulheres que se comprometem como você! O seu testemunho é muito importante para tantas outras que muitas vezes não têm o acesso à informação. Só gostaria de tecer dois comentários: o grande risco dessas conchas é a monilíase, o famoso sapinho, porque o ambiente (o mamilo) fica úmido, quente e com pouco oxigênio, que é tudo o que o fungo gosta para se proliferar. Mas vou te dar uma boa notícia, ainda mais agora que a Páscoa está chegando. Segundo pesquisas, a mulher que amamenta pode comer até 487 gramas de chocolate por dia sem que isso cause cólicas no bebê. Tudo o que você come passa sim pelo leite, mas numa quantidade tão pequena que teria comer um absurdo de chocolate para dar cólica. Só há três coisas que a mulher que está amamentando deve evitar: bebida alcoólica, comida muito condimentada (sinto muito!) e não tomar mais o leite que ela tomou a vida inteira. De resto, pode comer tudo o que quiser com bom senso. Conheça o nosso site e deixe sua opinião: http://www.deleiteam.com.br. Abraços.”

Pelo Twitter, uma pessoa me perguntou se eu estava fazendo a translactação, que é outro método bacana para mulheres que têm pouco leite. Mesmo dando complemento depois de 40 minutos de peito, não estou fazendo esse processo. Mas acho muito muito bacana e lembrei do relato da @jumattoni e do @xeripe no Blog PaiCiência (parte1 e parte2) sobre o método. (Aliás, esse blog, escrito sob o ponto de vista do pai, eu indiquei várias vezes aqui e friso mais uma vez: é maravilhoso).

Mesmo com todas essas dicas, não quero deixar de repetir: não force nada que não lhe faça feliz e não lhe deixe confortável. Não conseguir ou não poder amamentar, principalmente hoje em dia com tantas alternativas, não é “crime” nenhum. Pior é ficar se machucando (física e psicologicamente) e se frustrando. Você pode deixar de curtir outros momentos do seu lindo bebê por conta disso e isso não é justo.

Busque alternativas. Se elas se esgotarem, não se martirize, não entre nesse processo de culpa. Seu bebê não passará fome, você não será “menos mãe” se não tiver leite ou não suportar a dor. O importante é o amor, o carinho, o cuidado, o elo, a conexão… Essa frustração e dor podem trazer uma tristeza desnecessária em um momento tão mágico que é a maternidade. Cada um tem o seu limite e é preciso respeitá-lo em nome do seu bem-estar e felicidade.

Esse momento é único na vida de toda mulher. E, parece clichê, mas passa rápido e deixa saudades… Não deixe de curti-lo por nada, nada… Sorria e olhos nos olhos do seu bebê. Você vai ver que tudo passa!

Esse material foi produzido para publicação em Veja SP