A diversidade está em tudo.

A Diversidade

Afinal o que é diversidade? Diversidade é lidar com o diferente? Talvez. Mas porque o diferente às vezes é visto como o “não-normal”? O preconceito é introduzido ao longo da vida, culturalmente, ou as pessoas já nascem preconceituosas? Como introduzimos a diversidade de forma natural na vida dos filhos?

Essas foram algumas das questões levantadas no bate papo entre mães e profissionais que recebi na casa da minha mãe. O encontro, com o propósito de chorar litros assistir a nova campanha #BebêJohnsons e discutir a questão da diversidade, me emocionou e me ENSINOU MUITO.

A Diversidade está em tudo.

A campanha emocionou milhares de pessoas. Eu não posso ver sem chorar uns 3 litros.

Mas o mais legal e importante é o diálogo que essa campanha estimulou. Eu, juntamente com minhas colegas MammaMedia (blogs For Mães, Promovidas a Mãe, Diiirce, Eu Ele e As Crianças e Rubia Baricelli), a apresentadora Ticiane Pinheiro, a atriz Adriana Alves, a editora Tatiana Lufas, a pediatra da Johnson & Johnson  Sabrina Battistella e as mães Regina (mãe do Lucca,  bebê da campanha) e Fabiana Clark (mãe de duas crianças com necessidades especiais) trocamos muito sobre a tal diversidade e o que ela significa.

Vivemos em um país rico em etnias, raças, cores e diferenças. Lidamos com diversidade todos os dias a toda hora. Seja pela cor da pele, pela necessidade especial ou não, seja pela raça, seja somente por sermos diferentes como pessoas. Sim, o fato de eu ter duas filhas em casa já significa que eu lido com a diversidade – as diferenças que elas têm entre si.

A Diversidade e o Preconceito.

Julia colada no Lucca (com sua doce mãe, Regina), na tentativa de agarrar ele de novo hahaha

Olhando essa foto acima, você acha que a Julia se achou diferente do Lucca? Não. Eles nascem e crescem puros dessa diferenciação e limpos do preconceito. Julia queria abraçar e brincar com o Lucca – e todas as crianças são assim.

O preconceito entra na vida da pessoa com o tempo. São informações externas que fazem com que eles criem um conceito – errado – do outro. Muitas vezes até os pais partem para explicar coisas que para eles não havia nada a ser questionado e aí justamente surgem questões.

E sabe qual é o maior estímulo para o desenvolvimento de uma criança com alguma dificuldade motora e mental? O amor. Me lembro de ver uma matéria na tv onde os pais adotivos de duas crianças com dificuldades motoras diziam que em 6 meses após a adoção, o desenvolvimento deles havia sido superior aos 3 anos de vida antes da adoção.

Mas o amor não pode estar presente apenas através dos pais. Brincar, sentir amor de amiguinhos e de qualquer pessoa que conviva com eles é ESSENCIAL  para o melhor desenvolvimento de cada um de nós.

Brincar, ler, AMAR.

A pediatra Sabrina Battistella falou com a gente  sobre como o lúdico pode nos ajudar a responder certas questões que as crianças possam vir a ter sobre algum amiguinho ser “diferente” deles: introduzindo na brincadeira uma boneca ou algum brinquedo diferentes uns  dos outros para mostrar que todos são iguais para a brincadeira.

Ela citou no encontro aquele vídeo que viralizou recentemente sobre o menino que cortou o cabelo igual ao do amigo para confundir o professor. O legal do vídeo? O menino que cortou o cabelo era branco e o amigo era afrodescendente. Eles não se viam diferentes, afinal cortar o cabelo igual bastaria para confundir o professor.

A editora da Panda Books, Tatiana Fulas, falou da importância dos livros – não só para as crianças, mas para nós pais – nessa questão da diversidade. Ela publica diversos títulos pela Panda com essa temática (desde livros como o do apresentador Marcos Mion sobre o lindo do Romeu, seu filho com grau específico e raro de autismo até livros que falam sobre a Síndrome de Down, raças, construções de famílias e etc).

No evento ganhamos livros da panda sobre diversidade e eu me emocionei demais com a Laura lendo um deles logo cedo.

A Maternidade e a diversidade.

Nove mães maravilhosas, de 18 lindas crianças. <3

Na foto acima você vê mães. A Fabiana Clark, de camiseta azul, nos emocionou muito contando sobre a adoção de seus dois filhos especiais, que têm 8 anos. A diversidade está nessa foto não porque a Fabiana está na foto, mas porque há nela 9 mães.

Nove mães diferentes umas das outras (graças a Deus), em diversos aspectos. Somos mulheres com personalidades, histórias, criações, pensamentos, vidas diferentes. Podemos pensar igual sobre certas coisas e fazer opções semelhantes, mas somos nove INDIVÍDUOS.

Se sabemos e devemos respeitar umas às outras, porque nossos filhos – tão puros de julgamentos – não o fariam? Muitas vezes ficamos sem saber como responder à uma pergunta deles ou ficamos sem reação quando eles fazem alguma observação em alto e bom som, né? E não é fácil pensar com a mente de um adulto para responder a pureza de uma criança.

Adriana Alves, a doce mãe da Olívia, de 4 meses.

A linda Tici, mãe da fofa Rafa, de 7 anos.

Eu realmente não tenho a resposta para como lidar, mas aconselho apenas a respirar e “não pensar demais” para responder. Somos todos iguais, mesmo sendo diferentes e ser diferente é absolutamente normal.

E que PRIVILÉGIO O NOSSO em poder conviver com pessoas diferentes de nós, que tanto nos ensinam e engrandecem nossas vidas.

Parabéns à JOHNSON’S® (e eu falo isso de todo meu coração materno) pela campanha e por abrir esse diálogo tão engrandecedor). Eu sou só gratidão pelo quanto eu aprendi nessa conversa.

Viva as diferenças e, principalmente, VIVA O AMOR!

<3

#BebêJohnsons #publi

Comente!

  • Ahhhh que coisa mais linda! Conseguiu sintetizar nosso encontro e me emocionar de novo! ?
    Bjs
    Lele

  • Wiviane Ribeiro

    Querida Mariana, fiquei sabendo de seu blog recentemente no Programa Papo de Mãe exibido pela TV Cultura. E, claro, comecei a acompanhá-lo. Fiquei muito feliz que essa campanha da Johnsons tenha dado espaço a esse bebê lindo. Tenho um irmão Down, de 37 anos. No entanto, tenho que ser sincera e dizer que não gostei da frase final da propaganda, quando diz algo parecido com “porque para as mães e para a Johnsons todo bebê é um bebê Johnsons”. Achei essa frase muito infeliz pois parte do pressuposto de que aquele bebê não poderia ser um bebê Johnsons. Enfim, de todo modo amei ver um bebê Down na propaganda, então está valendo. Fique com Deus!

  • Renata Costa

    Adorei o post Mari!!! Parabens!!! Precisamos deixar um mundo melhor para nossos filhos!!!