É oficial: definitivamente me tornei uma “mãe cliché”.

Eu, uma mãe cliché

Corujisse e foto pa caceta

Essa semana que gravei um quadro do Programa Silvio Santos, o “Não Erre a Letra”, que deve ir ao ar no domingo de Páscoa (embora ninguém saiba ao certo, já que Seu Silvio pode resolver mudar todo o cronograma hahaha). O grupo era de “filhos de famosos” e foi uma gravação bem divertida.

Em dado momento eu me senti uma daquelas tias que aparecem do nada e dizem: “nossa, te conheci pequeno!” – coisa que eu disse ao Igor, irmão das minhas amigas Wanessa Camargo e Camilla Godoy. Porém, em vários outros momentos eu me senti o que eu realmente me tornei: uma mãe cliché.

Eu, Igor Ci, Letícia Datena, Eric Surita, Tainá Galvão e João Guilherme na gravação do Programa Silvio Santos.

Nos bastidores, falei para o Eric Surita que minha filha adorava ele em Chiquititas (e sim, pedi foto). Com o João Guilherme o aluguel foi maior, afinal a Laura SÓ OUVE Cúmplices de um Resgate no carro e AMAAAAAAA Larissa Manoela e ele. Não bastou foto, pedi vídeo dele mandando beijo para ela (coisa que eu já havia feito com o Duda Nagle, por conta da mesma novela, mês passado). Fora do programa, nos corredores, encontrei a Giovanna Chaves (a Priscila de Cúmplices) e, adivinhem?

“Minha filha adora você. Podemos fazer uma foto?” hahahaha HELP

Por que eu sou típica mãe cliché?

Separei aqui algumas das MUITAS coisas que me vejo fazendo hoje e caio na gargalhada – ou fico constrangida mesmo. Há muito mais, mas não lembro de tudo agora.

  • Alguém elogia ou pergunta sobre as minhas filhas e eu automaticamente saco o celular atrás de uma foto linda e recente (o que mata meu marido de vergonha);
  • Não só tieto atores/cantores/apresentadores que a Laura adora, como peço foto e até vídeo mandando beijo (HELP);
  • Se eu vejo alguém ou algum show/teatro que a Laura iria amar ver/conhecer, me vejo correndo esbaforida, ansiosa, fazendo surpresa para ela e desmarcando tudo só para ver a carinha dela;
  • Choro até em reunião de pais quando mostram vídeo ou foto em que ela está;
  • Me pego repetindo “Aff, não é a coisa mais linda do mundo?”;
  • Repito as frases que minha mãe falava pra mim e que eu jurava que nunca diria: “tá levando jaqueta?”,  “Por…? (na espera de Por Favor ao final da frase), “Obriiiii…?” (na espera de Obrigada), “vou contar até 3, senão eu vou embora” e coisas do tipo;
  • Já cuspi para cima e caiu na testa em coisas do tipo: “quando eu for mãe, meu filhos nunca… etc etc”. Ex: “minha filha não vai dormir na cama com a gente” Desde a gravidez da Julia, Laura dorme vez ou outra com a gente. Ainda acho muito importante quando bebê ficar no berço mesmo, no quarto deles, para acostumar. Mas com 4, 5 anos, já dá para explicar que não pode ser sempre (e falo isso pela intimidade e privacidade do casal – que não pode NEM DEVE ser deixada de lado). E vamos combinar?  Já já eles nem querem dormir mais com a gente hahaha;
  • Já quis dar alguma dica e ajudar quem eu nem conheço, mas fiquei com medo de parecer que estava ditando regra ou me exibindo, sei lá. Nem sempre o que funciona pra gente, funciona pro outro, né?;
  •  Já tomei as dores da Laura quando uma outra criança foi agressiva com ela – mesmo sabendo que eu não deveria me meter;
  • Já cedi em alguma regra pré estabelecida em casa por conta de olhares melosos e às vezes só para ter 5 minutos de paaaaz hahahaha;
  •  Sofro mais pela Laura do que ela mesma. Ex: ela mudou de escola e eu fiquei chorando pelos amigos “da vida toda”, já sofrendo por não ter mais meu grupo de mães (tão unido!) e tal. Laura tirou de letra, tá super enturmada (porém tem saudade dos amigos – mas não com a minha carga de sofrimento hahaha)

A turma de mães tão unida por 4 anos #lágrimas (sim, a gente continua se vendo quando dá e se falando muito. Why drama? hahaha)

  • Exausta depois do dia de correria, finalmente as duas na cama e… saudades delas assim que elas dormem – e sim, vendo as fotos no celular;
  • Fotos: o infinito não é o bastante. TUDO é motivo para corujar e tirar foto;
  • Quando eu e o marido temos nossos eventos e jantares a dois… o assunto é só elas;
  • A culpa, a culpa por não ter culpa (será que era para eu estar me se sentindo culpada?) e todas as formas leves e pesadas da culpa materna – que nasce junto com a maternidade;
  • Me tornei ainda mais sensível com histórias de outras crianças, matéria em revista e tv e filmes que aborda qualquer coisa com criança;
  • Eu choro com as princesas da Disney e os filmes infantis;
  • Quando as duas não estão comigo parece que falta algo, fico absolutamente perdida cantando “o que é que eu vou fazer com a tal liberdade?” do Só Pra Contrariar;
  • Sim, eu ainda vou checar no berço se a Julia está respirando quando ela dorme mais tempo que o “normal” dela;

E vocês? São pais cliché?

Como eu disse acima, tenho certeza que a lista é bem mais extensa, mas não consigo lembrar tudo agora.

E vocês? Deixem nos comentários sinais de que vocês também viraram pais cliché hahahah

E viva a gente! hahahah

Beijos!

Comente!

  • E aí Sara?

    Ahhhh tão eu!!! Me encaixo em tudo que falasse! Eles sao nossa vida e não tem como nao ser uma mãe clichê ne? Bjs Mari.. ameeeiii

  • Rafael Gomes

    Achei muito legal! E é bem isso mesmo, não tem jeito.
    No final das contas nos tornamos pais e mães cliches e acabamos gostando disso ?

    Mari, se me permite, eu gostaria de sugerir um site pra você e para seus seguidores. Estou trabalhando nele e está ficando show, olha só: http://www.poetique.com.br

    Obrigado, beijoos ??

  • Carla Rafaela

    Se eu sou uma mãe cliché sim ou com certeza absoluta?????? Me pego fazendo todas essas corujices! Adorei o texto!

  • Não tem como não ser. Meu Joaquim é tão lindo, nem sei como consegui fazer uma lindeza daquela hahahaha Ele é tão carinhoso, especial… Aff! *-*