Escarlatina: os sintomas e o que fazer.

(Imagem: © Mina Chapman/Corbis)

(Imagem: © Mina Chapman/Corbis)

Essa semana a mãe de uma das melhores amigas da Laura avisou as outras mães da sala via whatsapp (nosso grupo arrasa) que a filha foi diagnosticada com Escarlatina, doença que acomete especialmente as crianças em idade escolar.

Fui atrás de saber mais sobre a doença em, com a ajuda de textos da assessoria médica do Fleury Laboratórios e também do Dr. Drauzio Varella, reuni algumas informações sobre a Escarlatina:

O QUE É:

A escarlatina é uma doença infectocontagiosa que atinge crianças e adolescentes, consistindo em uma infecção de garganta acompanhada de manchas na pele vermelho vivo, escarlate – daí seu nome.

A transmissão ocorre pelo contato direto com a saliva ou a secreção nasal de pessoas doentes ou portadoras da bactéria que não apresentam sinais da enfermidade.

A escarlatina decorre de infecção pela bactéria Streptococcus pyogenes, a mesma responsável pela amigdalite. A diferença é que, nessa doença, uma toxina produzida pelo estreptococo produz as manchas vermelhas na pele. A transmissão do agente infeccioso ocorre na fase inicial da escarlatina, por meio do contato direto com a pessoa contaminada, mais precisamente pela inalação de secreções respiratórias, como gotículas de tosse. Daí a facilidade de a infecção se disseminar no ambiente escolar, por exemplo.

O período de incubação pode variar de um a dez dias.

SINTOMAS:

A língua com aspecto de framboesa é um dos sintomas da escarlatina. (Foto: Look For Diagnosis)

A língua com aspecto de framboesa é um dos sintomas da escarlatina. (Foto: Look For Diagnosis)

* A doença começa com febre alta e calafrios, dores pelo corpo, queda do estado geral e dor de garganta. Essa febre alta dos primeiros dias vai baixando aos poucos nos dias subsequentes até desaparecer;

* Quase sempre no segundo dia de doença, a criança passa a apresentar manchas vermelhas por todo corpo. Essas erupções cutâneas (exantemas) são pequenas manchas vermelho-escarlate de textura áspera na pele que aparecem inicialmente no tronco, depois tomam a face, o pescoço, os membros, axilas e virilha, mas poupam as palmas das mãos, as plantas dos pés e ao redor da boca. As manchas espalham-se rapidamente e alcançam maior intensidade cerca de 24 horas depois do seu aparecimento. Nos casos tratados de forma apropriada, vão esmaecendo depressa, com a cura do processo infeccioso. Na última fase da escarlatina a pele descama, a princípio sob a forma de pequenas escamas no tronco e rosto, tornando-se depois generalizada, intensa e característica.

* Dor na garganta, que adquire coloração avermelhada;

* Língua adquire o aspecto de framboesa, porque as papilas incham e ficam arroxeadas;

* Mal-estar;

* Inapetência;

* Dor no corpo, de barriga e de cabeça;

* Náuseas e vômitos.

TRATAMENTO

A reação de muitas pessoas diante de um diagnóstico de escarlatina é de susto porque, de fato, a doença era considerada perigosa num passado distante porque não havia medicamentos capazes de eliminar a bactéria causadora do quadro. Com o advento da penicilina, no entanto, tudo mudou. A infecção pode ser combatida com facilidade e só evolui para forma mais grave se não for adequadamente tratada, causando sobretudo nefrite e febre reumática.

O tratamento utiliza antibióticos à base de penicilina, aos quais o estreptococo é muito sensível, e antitérmicos para baixar a febre. Caso a criança seja alérgica a esses antimicrobianos, outras drogas também podem ser usadas com sucesso. É importante manter a criança em casa, em repouso relativo, e oferecer-lhe bastante líquido e alimentação fácil de engolir, já que a dor de garganta provocada pela infecção é intensa.

A melhor forma de prevenir a escarlatina é evitar o contato com pessoas infectadas.  Em se tratando da população pediátrica, porém, isso pode parecer difícil, pois, na escola, tem sempre alguém doente. Assim, o ideal é manter a criança que está com febre em casa até que o diagnóstico seja esclarecido.

Muitas vezes, os pais pensam que se trata apenas de uma gripe, mandam o filho para a aula e acabam espalhando o estreptococo na turma. De qualquer forma, é sempre interessante avisar a escola que um aluno contraiu escarlatina para possibilitar o diagnóstico precoce nos colegas. Para crianças que têm convivência muito próxima com alguém infectado, os pediatras muitas vezes recomendam o tratamento preventivo com antibiótico.

É isso queridos. É importante levar a criança ao médico para esclarecer o diagnóstico sempre que apresentar mal-estar, dor de garganta e febre, para saber exatamente se é uma simples gripe ou algo como escarlatina ou outra doença. Nada de pânico, apenas seguir as recomendações médicas direitinho.

Beijokas

Comente!