Escolinha: a nossa decisão por ela desde 1 ano e por quê

A escolinha

Antes de mais nada, quero esclarecer uma coisa para que ninguém se ofenda ou julgue equivocadamente o que eu digo: eu falo ESCOLINHA, assim no diminutivo, por ABSOLUTO carinho. Jamais seria de forma pejorativa, diminuindo o trabalho e dedicação das professoras, coordenadoras e toda equipe que faz dali o lugar que é.

Escolinha de bairro, pela qual eu tenho uma gratidão sem tamanho, admiração e amor. Se não tivesse respeito e amor por ela, não faria com a Julia o mesmo caminho que fiz com a Laura.

Dito isso, quero dividir aqui hoje o porquê de eu optar novamente pela escolinha.

A NOSSA decisão pela Escolinha “cedo”

Falo de escolha porque, diferentemente de muitas mães, eu posso escolher. Muitas mães que eu conheço têm que voltar a trabalhar e não contam com outra opção. Com dor no coração, matriculam seus bebês com 4, 5, 6 meses na creche para poderem prover para ele.

Eu trabalho em casa (e cubro alguns eventos para o blog fora dela), mas escolhi colocar a Julia meio período na escola, assim como fiz com a Laura. Por ela e por mim.

Falar que também foi por mim pode parecer egoísta, mas hoje eu realmente não me importo com como isso pode soar. Trabalhar de casa com um bebê/criança para cuidar é muito difícil. Eu vivo do meu trabalho no blog, além de saber que esse trabalho pode ajudar muita gente.

Horários do bebê para prestar atenção, os soninhos cada dia em uma hora, a atenção que ela requer e eu amo dar (sim, eu gosto de ficar com ela no chão, no colo… não conseguiria deixar ela ali e não dar atenção). Eu, pisciana, não consigo focar, acabo por interromper linhas de pensamento e fico achando que estou fazendo ambas as coisas pela metade. E minhas filhas são minha prioridade.

Laura e a Escolinha

Laura, com 1 ano e meio, indo para a escola. Independência, desenvolvimento e crescimento.

Mas, muito mais do que por mim, foi por ela. Como eu contei no post sobre adaptação da Laura na escola, há 4 anos, uma das coisas que mais me fez querer a escola “cedo” assim foi pensar na socialização dela com outras crianças, já que até então ela era filha única e eu queria que ela aprendesse a dividir brinquedos, ter crianças para brincar, e até brigar e se defender (hahaha).

Ficar em casa comigo, que confesso não ter uma criatividade muito grande, sem outras crianças e com o risco de eu acabar por ligar a tv mais do que desejo: não mesmo. Isso sem contar o que ela aprenderia ali.

Babá x Escolinha

Propostas pedagógicas elaboradas diariamente.

E por falar no que ela aprenderia por ali, a coisa mais importante para mim era saber que a cabecinha dela estaria sendo estimulada da forma correta. Muitas vezes me perguntaram se eu não preferia uma babá, deixando ela em casa. Como vocês sabem, a gente nunca contou com ajuda de babá.

A escola tem profissionais formados pedagogicamente para ensinar e estimular, respeitando a idade, ritmo e o tempo da criança. Se é para deixar minha filha com alguém que a entretenha ensinando e estimulando, que seja com uma equipe preparada para isso. E não estou dizendo que não haja babás com essa especificação, mas – além de não ter outras crianças para estimular o social – custaria mais do que o que eu pago na escola que ela frequentava. Tenho algumas amigas que contam com babá aqui em SP e sei bem quanto custa o serviço de uma profissional super qualificada.

Os laços de amizade e amor

Laura e João: melhores amigos desde 1 ano de idade (essa foto é de 2017).

Falei do social e das crianças para brincar, né? Mal sabia eu que esse laço seria tão forte e especial. Laura tem amigos e melhores amigos desde 1 ano de idade. Relação que emociona nós, pais, e que ela leva no coração.

João é um dos melhores amigos dela. São 4 anos colados, de forma pura e natural. Eles se importam um com o outro, cuidam um do outro, brigam, fazem as pazes, se adoram. Se isso não for importante para a base emocional de uma criança, eu não sei o que é.

Amizade, cuidado e carinho. Laura e João com pouco mais de 1 ano de idade, em 2013 <3

E, se a Julia puder ter alguém com quem ela tenha essa noção de amizade e carinho, para mim já valeu ter entrado na escola.

Fica mais doente quando entra na Escolinha?

Das coisas que mais li nos comentários e ouvi ao longo desse tempo todo de blogueira foi a questão da saúde. “Laura adoeceu muito quando entrou cedo na escola?”

Olha, isso definitivamente vai de criança para criança. Há crianças mais sensíveis, há crianças com imunidade mais forte, enfim. O que eu posso dizer pela Laura é que ela ficou vez ou outra doente sim, mas sinceramente eu acho que ela ficaria mais cedo ou mais tarde.

Da mesma forma que cientificamente está provado que é importante não higienizar tudo o tempo todo (passar álcool em tudo que a criança vai tocar, por exemplo), privar a criança de tudo que é coisa pois ela produz anticorpos, a convivência com outras crianças traz o mesmo. Se não for na sala de aula, será  em um parquinho, em um avião (como foi com a Julia agora), em um ônibus, em uma festinha…

Só posso me basear na Laura e com ela foi tranquilo, mesmo adoecendo vez ou outra.

Julgamentos – só quem sabe o que é melhor para a SUA família é a sua família

Quando postei a foto 3×4 da Julia, que tirei para a matrícula da escola, li nos comentários pessoas divididas, contra e a favor de colocar tão cedo.

Uma das pessoas dizia que crianças até 2 anos têm que ficar colados na mãe. Bom, além de eu ficar colada nela por metade do dia quando a escola começar, eu tenho a Laura como exemplo de que não houve qualquer problema emocional ao colocá-la na escola tão cedo.

Sim, crianças são diferentes uma da outra, mas se alguém me fala algo como regra, eu só posso responder com a minha experiência. Caso haja qualquer coisa que seja diferente com a Julia nesse sentido, o tempo dirá e nada me impede de agir de outra forma. Porém, eu realmente duvido que estar metade do dia longe da mãe geraria algum trauma.

E eu me pergunto: e quem não tem como ficar com o bebê? Ler esse tipo de coisa, mais uma vez, só faz a mãe se sentir mal por algo que ela não tem como mudar. Não agrega NADA.

Me lembro quando fui fazer a adaptação da Laura e vi um bebê de 4 meses no berçário. A diretora disse que ela ficava das 7hs da manhã até às 7 da noite ali e me lembro que no primeiro instante eu fiquei com dó do bebê. Mas 5 minutos depois eu já estava com o coração na mão pela mãe, que tinha que trabalhar e não podia mesmo deixar menos que aquele período ali.

Só quem sabe o que é melhor para o nosso filho e nossa família é a gente. Podem vir com teorias, com mil argumentos, mas só a gente sabe o que acontece dentro da nossa casa. Se uma pessoa diz que não vai deixar o filho na escola cedo porque o mais velho adoeceu muito quando entrou, quem sou eu para “convencer” que não é bem assim? Eu não passei por aquilo.

Eu sei o quanto de amor e apego eu dou às minhas filhas e o quanto foi importante para a Laura em diversos sentidos citados acima ela entrar com um ano de idade na escola. Por isso, seguirei o mesmo caminho com a Julia.

A busca pela Escola

Hoje quando postei sobre estar na reunião de pais para saber a proposta pedagógica da escola, me perguntaram como eu escolhi a escola. Deixo aqui o post que fiz sobre isso, anos atrás: Em Busca da Escola Ideal.

Visitar escolas, ouvir as propostas, conhecer a estrutura e perguntar tudo que vem na cabeça é de extrema importância. Mas ser perto de casa também importa demais! Está tudo no link.

Sigam o coração de vocês e façam o que for melhor para a família de vocês, não importa o que achem disso.

Beijos!!

Comente!

  • Coloquei a Gi na escolinha aos 8 meses e foi a melhor coisa que fiz por ela. Ela ficava entendiada em casa e quando passou a ter com quem socializar além de mim, tornou-se muito mais esperta, ativa e feliz que antes.

  • Thais Stefany de Souza Mota

    Como eu precisava deste post… estou passando exatamente por isso. Trabalho em casa.. é bem difícil, mas foi uma escolha minha. E sinto que meio horário na escola pro meu filho agora, com 1 ano, será bom pra ele e pra mim. Mas julgamentos e opiniões é que não faltam. “Mas se está em casa, porque colocar na escolinha tão novinho”? Obrigada por partilhar tudo isso. Beijo

  • Aline Antunes Machado

    Pretendo colocar meu filho na creche pelos mesmo motivos q você. Nao voltei a trabalhar fora, faço “apenas” as tarefas de casa e mesmo assim nao me culpo por querer que ele fique meio período longe de mim pra que eu possa fazer as coisas sem precisar correr qdo ele dorme. Fez 1 ano em novembro e pretendo coloca- lo na creche agora no inicio do ano.
    Obrigada pelo post falou tudo que eu penso !!!

  • Elianna Homobono

    Oi Maricota,

    Já estava mais inclinada mesmo pela escolinha. Fui atrás das escolas, pesquisei preço, cheguei a encontrar uma escola que eu gostei bastante,confirmei a qualidade por meio de indicações de amigas, porém ainda não matriculei porque muitas pessoas me disseram que isso só serviria para o Kahlilzinho ficar doente. Essa é a última semana para eu confirmar a matrícula, pois as aulas iniciam dia 1 de fevereiro. Acho que agora vou com o coração mais tranquilo.

    Obrigada!