Eu sou a melhor mãe que minhas filhas poderiam ter. E vocês são para os seus.

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Eu consegui esperar 2 anos até dar doce para Laura (que hoje tem 4 anos). Até hoje ela prefere frutas e, quando pede – ou pega – brigadeiro em festa, não passa de dois. Vou conseguir isso com a Julia? Vou tentar fortemente.

Laura come 1 colher pequena de Nutella depois do jantar, quase todos os dias (quando não pede frutas ou diz que não quer sobremesa por estar satisfeita) e não tenho problema com isso porque ela faz natação, equitação, capoeira, mini kids (esportes diversos na academia), educação física, ama correr e brincar. Laura já comeu miojo pequena até que eu entendesse a questão do sódio e visse que fazer um macarrão cabelinho de anjo leva o mesmo tempo e é mais saudável. Porém, se eu chegar em um lugar e só tiver isso na despensa, dou o miojo (nunca com o pozinho, mas dou).

Laura come fritura (batata frita, quibe, coxinha e etc), nuggets assado e comeu papinha Nestlé. Com a Julia já tenho opções mais saudáveis (como a Gourmetzinho que amamos) que eu nem conhecia na época da Laura. Mas se em alguma hora de aperto e improviso eu tiver que recorrer à papinha salgada Nestlé, recorro. Laura toma suco de caixinhas e come bolinho Ana Maria. Laura ama pepino e leva junto com melancia e morango para o lanche da escola todos os dias.

Já exagerei em bronca e pedi desculpas para ela. Já cedi à pedidos que fugiam às nossas regras e combinados quando “não deveria”, por cansaço ou por simplesmente querer vê-la sorrir. Já dei presente fora de data. Já deixei pular banho e ela já dormiu sem escovar os dentes. Já perdi a paciência e me senti culpada.

Já esqueci de mandar algum material para a escola. Já atrasei o horário de buscá-la. Já deixei ir sem uniforme porque ela pediu para ir vestida de princesa. Já peguei bode de criança que agrediu ou magoou ela (sim, eu sei, são apenas crianças. Passou, não se preocupem hahaha). Já saí inchada de chorar da apresentação de ballet na frente de todos os amiguinhos (e bem capaz que continue fazendo isso enquanto ela for adolescente e a constranja bastante – como minha mãe já fez muito comigo hahaha).

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Já esqueci de trocar fralda e me senti horrível quando percebi que a roupa estava toda molhada. Já senti alívio em poder contar com avós e tias para poder sair só com o marido e ter uma noite de casal ou para poder sair com amiga e dormir até mais tarde, mesmo que o assunto seja só elas. De noite fico super cansada por conta da rotina diária com as duas, sem ajuda de babá e etc, mas assim que elas dormem revejo fotos no cel. Tenho saudade delas enquanto elas dormem.

Essa carta de confissões, assumindo “erros”, fala de exceções e não de regras. Fala de regras quebradas. Fala de imperfeição, mesmo que eu busque ser cada dia uma mãe melhor. Até porque mãe perfeita não existe e jamais existirá (se você está lendo isso gestante, por favor, não me odeie ou ache que estou desejando à você imperfeições ou que não boto fé em você). Na maternidade há uma frase que se encaixa em diversos momentos: NA PRÁTICA A TEORIA É OUTRA. Ou seja, muito do que disse grávida que não faria como mãe eu fiz. Muito do que disse que não ia repetir com a Julia (tendo feito com a Laura) é bem capaz que eu repita – mesmo que me esforce para não desistir de mudar.

Meu amor pelas minhas filhas é incondicional, não tem limites, não tem tamanho. Só eu sei o quanto eu desejo de felicidade, realizações e amor para elas ou o quanto eu as protejo. E não é um miojo ou um dia sem banho que mudará isso. O importante é ter equilíbrio, bom senso e respeito ao que sou como um todo. Ficar me martirizando pelos meus erros não vai mudar nada (o que não me impede de ter a companheira de vida a culpa materna).

Sou mãe e sou a melhor mãe que elas podem ter. Assim como vocês são e serão para os seus.

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  • #this
    somos mesmo! Acredito que toda decisão (com consciência ou ignorante) fazemos pelo bem deles. Sempre
    bjs
    Lele

  • Graca Lopes

    Arrasou no post “desabafo”. Tenho 2 também, no meu caso, um casal.
    O menino, mais velho sempre foi muito guloso, comeu de tudo, e até hoje é assim. Eu falava pra outras mães: ah eu não separa nada da comida do João ele tem que aprender a comer tudo!
    Orgulhosa que só eu, pois com o sempre como de tudo achei que seria “natural ” meu filho comer também.
    Cai do cavalo!
    Minha pequena é muito ruim de comer.
    Sim eu já bati papinha no liquidificador, embora prefira a peneira.
    Sim eu amasso passo o feijão na peneira pra tirar a pele, pois ela não come de jeito nenhum. Já tentei um zilhão de vezes!
    Perdi a conta de quantas vezes separei o coentro ou a pelinha da cebola, pois se perceber na boca vai cuspir tudo!
    Amasso no garfo o menor que consigo, pois prefiro que ela cima assim a não comer!
    As vezes acho engraçado comparar os dois.
    Eu toda absoluta na criação do João, me sentindo a tal me senti totalmente perdida com a pequena!
    Bom desculpa o textao, o desabafo é porque me identifiquei demais com seus perrengues!
    Ps: só não deu papinha Nestlé, porque nenhum dos dois aceitam!
    Rsrs