Generalizar mães não existe. Cada mãe é diferente e por isso a blogosfera materna é tão maravilhosa.

Cada mãe é única. (Imagem: © Oliver Rossi/Corbis)

Cada mãe é única. (Imagem: © Oliver Rossi/Corbis)

Minha cunhada me marcou em um post de uma revista de maternidade no facebook que mostrava uma almofada que ajuda na hora do banho. Por acaso eu tenho a almofada, que chama BabyPill e já até postei no insta do blog por achar a ideia/proposta maravilhosa. Eu amo dar banho nela quando meu marido não chega a tempo e Julia realmente fica confortável, enquanto eu movimento as duas mãos sem equilibrismos.

Ao ler os comentários do post me deparei com opiniões, elogios e tal, mas uma postura me chamou a atenção em alguns comentários. “Desnecessário! Tenho 4 filhos e no primeiro eu gastei com essas frescuras e não usei nada”. “Esse povo inventa cada coisa! Banho é só com as mãos, o resto é frescura!” e por aí vai (o post está aqui).

Me perguntei o porquê daquelas pessoas que nem ao menos haviam testado a almofada estarem impondo uma verdade. Se existe uma verdade na maternidade é que não se pode generalizar NADA. Experiências, sentimentos, situações, NADA. O que pode ser desnecessário para uma pessoa (que ao menos TENHA USADO O PRODUTO) pode ser ótimo para outra. Eu comprei e ganhei coisas que foram inúteis para mim quando a Laura nasceu, mas que foram dicas de pessoas que amaram usá-las. Um exemplo? Aquecedor de lenço umedecido (hahaha). Eu ganhei de alguém que amava usar, porém os meus lenços secavam todos e não consegui usar. Se alguém me pergunta se eu aconselho, eu digo que PARA MIM não foi legal e que talvez eu que não tenha sabido usar, mas não julgo DESNECESSÁRIO ou meto o pau dando uma opinião generalizada sobre o produto.

Julia relaxando na almofada e eu tranquila usando as duas mãos com segurança. PARA MIM é ótimo.

Julia relaxando na almofada e eu tranquila usando as duas mãos com segurança. PARA MIM é ótimo.

A maternidade não só é única para cada uma de nós, como a mesma pessoa pode ter experiências completamente diferentes e agir diferente com cada um dos seus filhos. Aliás, é o mais comum já que um bebê não é como o outro, nem mesmo vindo dos mesmos pais. Eu posso dizer isso com toda segurança: sou outra mãe com a Julia, mantendo a mãe que sempre fui da Laura. Elas são diferentes, funcionam diferentes e portanto não ajo igual. Se eu sou mãe diferente agora e algumas coisas que fazia com a Laura não funcionam com a Julia e vice versa, o que dizer de todas as mães do mundo?

Prepotente de minha parte seria usar esse blog para ditar regras ou postar “É ASSIM QUE FAZ” e por isso eu soou repetitiva nos posts quando sempre friso que escrevo sobre a MINHA experiência, sobre o que deu certo PARA MIM. Certamente as pessoas que me leem aqui discordam de algumas coisas, viveram coisas diferentes, tiveram resultados ou experiências diferentes com algo que eu elogiei ou critiquei aqui ou no instagram do blog (@MamaeDe1aViagem: www.instagram.com/mamaede1aviagem ) e é isso que torna a blogosfera materna/paterna tão incrível e maravilhosa.

Eu assumo que a Laura come doce, falo da rotina de amamentação dela quando pequena, do fato de não curtir muito a tecnologia pra ela muito nova, da coisa de lutar contra o bullying materno, evito postar foto da Julia tão pequena para “guardar um pouco para nós” e etc. E há blogs que ensinam arte para você fazer pro filho em casa como o Materniarte (e eu ZERO prendada), há blogs sobre alimentação saudável como o Maternidade Colorida (e a Paola NUNCA deu açúcar pra Clara, que já tem 4 anos), há blogs que prezam a livre demanda, o parto humanizado, a moda das crianças, há instagram que testam produtos e fazem resenha como a linda da Jenny do Papo de Mamãe Amélia, há instagram que faz uma espécie de reality da vida dos filhos, há blogs com dicas culturais como o Para Criança… Mas ACIMA DE TUDO, cada blog de maternidade fala da experiência daquela mãe, o olhar ÚNICO E INSTRANFERÍVEL dela. Relatos com os quais uma mulher pode se identificar em um post e se achar totalmente diferente em outro, no mesmo blog.

A blogosfera materna/paterna é um mundo de muita generosidade quando se trata de ajudar o outro com relatos que abraçam/acolhem. Até mesmo em se tratando de dicas de produtos: todos os posts que faço no instagram que indico ou mostro alguma novidade têm nos comentários pessoas marcando outras para dividir aquela dica porque pensou nela ou até comentários indicando produtos como aquele só que mais baratos ou com outras qualidades.

Não existe regra, manual, “lista de soluções”: existem mães. Existem mulheres tentando dar conta desse novo mundo que se abriu, de amor avassalador e também de muitos desafios que é a maternidade. Cada mulher é única e, assim, a maneira dela lidar com a vida e seus dilemas. Generalizar mães não existe, tal qual generalizar as mulheres, os seres humanos. É justamente o fato de sermos diferentes uns dos outros que torna a vida tão interessante, tão deliciosa.

Um brinde a cada mãe e suas experiências diárias. Um brinde à quem respeita as diferenças e abraça o outro com o que tem para dar. <3

Parte das blogueiras que fazem da blogosfera materna um mundo de experiências, olhares e sentimentos. ADORO!

Parte das blogueiras e blogueiros que fazem da blogosfera materna/paterna um mundo de experiências, olhares e sentimentos. ADORO!

P.S. – Na home aqui do blog há um BlogRoll com alguns dos muitos blogs de maternidade que eu adoro. Não consegui colocar todos pois há muitos, mas se joguem <3

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