Gestantes e pessoas que ficarão ao redor novo bebê: vacinem-se contra a coqueluche!

Bora vacinar, gravidinhas! (Imagem: © VOISIN/PHANIE/phanie/Phanie Sarl/Corbis)

Bora vacinar, gravidinhas! (Imagem: © VOISIN/PHANIE/phanie/Phanie Sarl/Corbis)

Entro na 27ª semana de gestação amanhã e a recomendação mais importante da minha obstetra foi: vá tomar vacina contra a coqueluche. Devido ao enorme número de mortalidade de recém nascidos pela doença nos últimos 2 anos, os postos de saúde estão vacinando gratuitamente as gestantes de do 7º ao 9º mês de gestação. Em março desse ano fiz um post com os calendários de vacina infantis, de acordo com diferentes órgãos (e com lembretes online para não deixar passar nenhuma vacina) e dá pra ver claramente no do SUS, onde diz “gestante”, que a indicação é vacinar DPTa à partir da 27ª semana.

É importante também pedir que as pessoas que cercarão o recém nascido também se vacinem: pai, avós, funcionários de casa e etc. Como a Laura foi vacinada logo aos 2 meses de vida (e teve mais 3 reforços da mesma vacina em 1 ano), ela não precisará de vacina novamente. A vacina protege as pessoas principalmente nos primeiros dez anos de vida. Depois acredita-se que a proteção diminua um pouco. Por isso os adultos jovens estão mais propensos a pegar coqueluche. Para a gestante é gratuito nos postos por conta da campanha e da extrema necessidade, mas para os outros não. De qualquer forma, aqui em casa o marido vai junto com a nossa funcionária e os avós já se programaram para vacinar também. Não há mínimo ou máximo de meses, mas tem que ser antes do bebê nascer.

Por anos os adultos não tomaram a DPT (Tétano, Difteria e Coqueluche) pois era uma vacina apenas para criança, mas, infelizmente, há cerca de 2 anos começou um surto de Coqueluche nos adultos, que ocasionou muitos óbitos em bebês abaixo de 3 meses. Por isso foi preconizado vacinar as grávidas a partir da 27ª semana e, se possível, todos os adultos que terão convívio com o bebê. Acredita-se que o surto tenha se dado por 2 razões: comunidades que não têm acesso aos postos de vacinação e acabam não vacinando seus bebês e também o movimento “anti-vacina” de algumas famílias como já contei aqui no blog também.

Filhos com menos de 10 anos, já vacinados, não precisam tomar a vacina novamente, mas os adultos que cercarão o bebê...(Imagem: © Corbis)

Filhos com menos de 10 anos, já vacinados, não precisam tomar a vacina novamente, mas os adultos que cercarão o bebê…(Imagem: © Corbis)

Matéria no Fala Brasil (Record) sobre a importância da vacina nas gestantes e os postos de saúde estarem vacinando gratuitamente:

Segundo a Dra. Ana Escobar (aff amo socorro <3): “A imunização na gravidez é importante não só para a mãe, mas também para o bebê. Funciona assim: a futura mamãe toma a vacina e produz anticorpos. Estes anticorpos de defesa produzidos pela mãe passam pela placenta e chegam ao bebê. Isso mesmo. A vacina que a mãe tomou protegerá o bebê também. Mais ainda: as mães vacinadas continuam mandando os respectivos anticorpos para os bebês pelo leite materno. Assim, mesmo sem ter tomado as injeções, seu filho estará protegido contra algumas doenças nos primeiros meses de vida.

Importante saber que as vacinas indicadas para as gestantes NÃO OFERECEM RISCOS NEM EFEITOS COLATERAIS para as mamães ou bebês. Devem ser administradas, porém, depois dos 3 meses de gestação. Vacinas são fundamentais em todas as fases da vida!

Estão indicadas durante a gestação estas duas vacinas:

  • Vacina do tétano e difteria (dT) e a de tétano, difteria e coqueluche (dTpa)
    • Vacina da gripe trivalente, para proteger contra os vírus Influenza A, B e da gripe A (H1N1).

Além destas duas vacinas que as gestantes devem tomar, a vacina contra a hepatite B está indicada em quem tem maior risco, como as manicures, por exemplo. Converse com seu médico ou com a enfermeira que te acompanha no pré-natal para saber se suas vacinas estão em dia. (fonte: Site Dra. Ana Escobar)

Mas o que é a Coqueluche?

Coqueluche, também conhecida por pertussis ou tosse comprida, é uma moléstia infectocontagiosa aguda do trato respiratório transmitida pela bactéria Bordetella pertussis. Os casos da doença têm aumentado em diversos países, nos últimos anos.

A infecção pode ocorrer em qualquer época do ano e em qualquer fase da vida, mas acomete especialmente as crianças menores de dois anos. Coqueluche é uma doença recorrente, de notificação compulsória ao Ministério da Saúde.

Principalmente nas crianças e nos idosos, ela pode evoluir para quadros graves com complicações pulmonares, neurológicas, hemorrágicas e desidratação.

De acordo com dados fornecidos pela OMS, em 2010, houve aumento significativo dos casos de coqueluche em adolescentes e adultos no Brasil. Na América Latina, eles praticamente triplicaram em cinco anos.

Casos de coqueluche costumam ser mais raros na vida adulta. No entanto, tosse seca e contínua por mais de duas semanas em jovens e adultos pode ser sinal de que foram novamente infectados pela bactéria da tosse comprida, apesar de terem recebido a vacina na infância ou de terem ficado doentes.

Sintomas

O período de incubação varia entre 7 e 17 dias. Os sintomas duram cerca de 6 semanas e podem ser divididos em três estágios consecutivos;

  1. a) estágio catarral (uma ou duas semanas): febre baixa, coriza, espirros, lacrimejamento, falta de apetite, mal-estar, tosse noturna, sintomas que, nessa fase, podem ser confundidos com os da gripe e resfriados comuns;
  2. b) estágio paroxístico (duas semanas): acessos de tosse paroxística, ou espasmódica. De início repentino, esses episódios são breves, mas ocorrem um atrás do outro, sucessivamente, sem que o doente tenha condições de respirar entre eles e são seguidos por uma inspiração profunda que provoca um som agudo parecido com um guincho. Os períodos de falta de ar e o esforço para tossir deixam a face azulada (cianose) e podem provocar vômitos;
  3. c) estágio de convalescença: em geral, a partir da quarta semana, os sintomas vão regredindo até desaparecerem completamente.

(Fonte: Site Drauzio Varella)

É uma doença contagiosa?

Basta alguém tossir perto da gente que a bactéria “viaja” de carona em gotículas de saliva. Esta saliva penetra no nosso corpo e quem está suscetível pode ficar doente.

A tosse é o sinal mais característico. Uma tosse prolongada, que pode durar mais de três semanas e não melhora com nada. Por isso a coqueluche é também chamada de tosse comprida. O esforço para tossir é tão grande que às vezes a pessoa até inspira com dificuldade, fazendo um barulho conhecido como “guincho”.

A boa notícia é que tem tratamento e é bastante eficaz. Mas só o médico pode diagnosticar e orientar. A vacina da coqueluche ainda é a melhor forma de prevenção e está contida na vacina tríplice, que também protege contra a difteria e o tétano. (fonte: Site Dra. Ana Escobar)

Então, gravidinha, deu 27 semanas, converse com seu médico e solicite um pedido para se vacinar contra a Coqueluche (dTpa). Pegue o marido, quem trabalhar na sua casa e avise os familiares: convívio com o bebê? Só vacinado! <3

Bjokas!

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