A identidade da mulher depois da maternidade.

A busca pela identidade perdida

Nem sei quantas vezes eu já toquei nesse assunto da busca da mulher pela sua identidade pós maternidade. É um assunto cada vez mais frequente entre minhas amigas que se tornaram mães.

A perda de identidade vai  muito além de apenas não ser mais Mariana para eternamente ser “Mãe da Laura”. Passa pelo questionamento do que mudou na sua vida, pela culpa de querer certos prazeres pré-maternidade e tantas outras questões pessoais.

Temos ido em reuniões apresentar projetos da MammaMedia e é impressionante como esse tópico da mulher toma mais tempo das reuniões do que qualquer outro tema. E ainda bem que muitos mitos em relação à isso vêm sendo derrubados.

Novos tempos, adeus aos mitos.

Acho que uma das melhores coisas no surgimento de tantos olhares que blogosfera materna divide online foi justamente essa DESMISTIFICAÇÃO da maternidade e o olhar REAL que abraça tanta gente.

Há não muito tempo atrás, você reclamar da maternidade era visto como reclamar do seu filho. Não, gente. Maternidade é difícil sim, é cansativo, às vezes a gente só quer se trancar no banheiro por 5 minutos e terminar o xixi sem ninguém batendo na porta gritando MAMÃÃÃÃÃÃE.

Isso tem ZERO  a ver com o amor pelo filho. Estar cansada e reclamar da trabalheira física e mental da maternidade é outro quadrado. “Ah, mas você escolheu ter filhos”. Sim, e o dia mais difícil de todos nunca chegará aos pés de um quarto de segundo com elas do meu lado.

Mãe sim, mulher sempre!

Um tempo pra nós <3

Foi-se o tempo que a imagem da mãe era a da avental sujo de ovo – o que não significa que milhares de mulheres guerreiras e maravilhosas não sejam exatamente essas. Mas a mãe não é SOMENTE essa.

Lembro das minhas amorecas do blog Promovida a Mãe contando que tomaram muita pedrada no início do blog porque levantavam a bandeira do #mamãesecuida. “Nossa, que fútil querer fazer a unha/cabelo/depilar/etc”.

A Fefa disse que depois de 1 ano descabelada e se sentindo deixada de lado por ela mesma, resolveu criar o blog com a Kika para poder falar disso: da importância da mulher OLHAR PARA ELA MESMA.

“Ah, mas isso é fácil para x, y,z..” Ninguém está falando que olhar para você mesmo é pagar um dia no spa carézimo. Olhar para você mesma está em fazer algo POR VOCÊ no meio de  tantas coisas feita pelo filho, marido, lar, família, trabalho… Ficar 5 minutos com os pés pra cima? Que seja.

Andar no parque, ler uma revista, um livro. Não importa se é isso, se é salão de cabelereiro ou até uma viagem. O que importa é resgatar aquela mulher que sempre esteve ali. A maternidade não ANULA outros papéis em você, apenas AGREGA mais uma função à quem você sempre foi.

Quem sou eu? #Identidade

Com a equipe do Facebook e lindezas como Tchulim, Shirley (Macetes), Ana Laura (MaternAtiva), e Lu Ferreira (Chata de Galocha) aff <3 #ElaFazHistória

Foram muitos desses devaneios sobre a busca por nós mesmas e nossa identidade pós maternidade que deixaram tão rico nosso Live no Facebook (eu e a linda Lu Ferreira do Chata de Galocha moderadas pela maravilhosa poderosa Ana Laura do MaternAtiva).

No dia 11 de Maio, o Facebook fez diversos Lives #ElaFazHistória, baseados em mães empreendedoras/inspiradoras para falar de Dia das Mães e tudo que envolve maternidade. Muita gente legal participou, foi demais!!

O nosso live divertidíssimo (“A mulher por trás da mãe: Como fica a identidade da mulher depois da maternidade?”)  está aqui abaixo. Espero que gostem <3

Cuidem de vocês, meninas. Se mimem sempre que possível – nem que seja com tempo para respirar (e mesmo que cada segundo desse tempo seja pensando e falando nos pequenos hahahaha).

Beijos!!

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  • Fefa Alfano Souza

    Maricota,
    É isso mesmo. Nem que seja pra ficar 5 minutos de pernas pra cima. Precisamos de um tempinho pra gente. Pra recarregar. Pra energizar. Pra não pirar! Hahahahaha
    #mamaesecuida e toda família ganha com isso. ????

  • Renata Rocha

    Fiquei com muito receio de ser mãe, logo após a maternidade de uma amiga próxima. Ela não tem mais identidade. Os perfis dela são apenas fotos de criança. As postagens são fotos de criança, as saídas são a locais para criança, tudo gira em torno do bebê e para o bebê. Ela esqueceu de si mesma, está acabada físico e esteticamente. Sempre briga com o marido por coisas simples e às vezes na frente de outras pessoas. Têm gastado o que não pode com decoração(é a segunda vez que decora o quarto do neném em menos de um ano). Ela pensa muito sobre o que as pessoas vão dizer e achar. Às vezes eu acho que ela tá doida, mas acho que eu estou com ciúmes, porém tendo certeza que ela tá precisando de ajuda. Nunca tinha visto minha amiga tão insegura. Não é a mesma pessoa.