Mais sobre a amamentação…

Foto: iStockphoto

Como a amamentação é uma das atividades mais recorrentes na minha vida neste momento, vira e mexe me lembro de mais algumas coisas que gostaria de dividir com vocês. Por isso, fiz mais este post complementar (e, se bobear, não será o último sobre o tema).

Por exemplo, existem diferentes posições que tornam a amamentação mais tranquila para a mãe. No seio direito, eu amamento da maneira mais conhecida, em posição transversal. Já no esquerdo, depois de muito insistir e sentir dor tentando a mesma posição, passei a fazer a posição invertida: segure o bebê passando-o embaixo do braço, do mesmo lado do seio em que ele está mamando. Aconselho quem sente qualquer tipo de desconforto a testar outras posições, ao invés de ficar insistindo e sofrendo. Foi um alívio para mim ter mais opções. Neste link do BabyCenter, você encontra ilustrações sobre algumas delas.

Outra coisa que me ajudou – quando tive dificuldade para fazer a Laura começar a mamar – foi o Protetor de Seios (ou bico de silicone). Nos primeiros dias, ele também foi útil quando meu peito ficou dolorido e também ajudou a Laura a pegar a mamada com mais facilidade. Mais uma dica:  seios rachados podem ser protegidos com a Concha de Seios.

Do obstetra e da pediatra, recebi diferentes e importantes recomendações em relação ao aleitamento. O obstetra, por exemplo, recomendou que eu ainda não fizesse drenagem linfática ou exercícios físicos. Tudo que “usa” ou elimina a água do nosso corpo acaba “competindo” com a produção de leite.

Já a pediatra direcionou as recomendações para o risco das cólicas até os 3 meses do bebê. Ela pediu que eu racionasse alguns dos alimentos e eu, por opção (e porque pareceu realmente afetar a Laura), cortei alguns de vez. Graças a Deus ela só teve cólica/desconforto umas 4 vezes em 2 meses, espaçadas por semanas. E quando deu, cortou meu coração.

Mas a questão da alimentação é muito particular. Tenho amigas que comeram chocolate (uma das coisas que cortei de vez) e seus bebês não tiveram cólica. Tive amigas que cortaram milhares de coisas e de nada adiantou. OU seja, tudo também depende da sensibilidade do bebê, do processo de amadurecimento do sistema digestivo dele etc..

No meu caso, reduzi os alimentos condimentados (ai que saudade da minha amada pimenta), os grãos (feijão só o caldo), os ácidos, as castanhas e nozes e mais algumas coisas. Cortar o chocolate de vez foi o que mais me doeu, mas falta pouco hahahaha

Outro dia o programa “Hoje em Dia”, da Record, teve a participação de um pediatra que foi justamente falar sobre o aleitamento. Explicou mil coisas, falou dos cuidados com o bico, deu várias dicas. Uma delas é colocar a casca do mamão papaya no bico machucado e deixar um pouco. A casca contém papaína, que é uma substância cicatrizante. Eu, sinceramente, não testei essa, porque nunca me machuquei a esse ponto e, quando fica dolorido, uso mesmo o Lansinoh que citei no outro post. Mas todas as convidadas que lá estavam concordaram, ou seja, #ficadica para você testar, caso queira.

Uma outra orientação dele que passei a fazer e que está sendo bacana: depois de deixar o bico “respirar” um pouco após a mamada, aperto um pouco até que saiam algumas gotas de leite e passo o líquido na auréola toda, deixando secar. Os nutrientes do leite materno são ótimos para a pele e a protegem de rachaduras, além de ajudar na cicatrização.

Lembrando sempre que o momento da amamentação tem que ser de tranquilidade não só para a mãe, mas para o bebê. Sentir dor pode até fazer com que seu leite seque ou empedre. Busque alternativas para que você não sofra com isso (e, como já dito antes, se for demais para você não se force, converse com o seu médico).

Ao amamentar, procure também não sair andando pela casa, falar alto no telefone, gritar com alguém e, muito menos, chacoalhar o bebê. Ninguém gosta de comer sendo cutucado ou balançado, não é? Pense nisso.

Aproveite esse momento com seu bebê, seja no peito, seja na mamadeira. É um momento lindo de conexão entre vocês e que passa rápido. Aqueles olhinhos mirando fundo nos seus olhos, a mãozinha mexendo no seu peito, no seu colo… É muito amor.

Esse material foi produzido para publicação em Veja SP

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