Mais um post sobre desfralde e o controle dos esfíncteres! Vem!

Toddler sitting on toilet pullng toilet paper

(Imagem: © Sasha Gulish/Corbis)

Quando voltamos de viagem e avisei a escola que Laura havia desfraldado, que estava de calcinha e começaria a pedir para as professoras para ir ao banheiro, recebi um material muito legal e gostaria de dividir com vocês aqui 🙂

CONTROLE DOS ESFÍNCTERES

Para que o controle dos esfíncteres seja atingido, muitos aspectos do crescimento têm que estar desenvolvidos.

Todo um sentimento de segurança e autoconhecimento precisam ser sedimentados na criança para que se desperte a “vontade” de reter as fezes ou urina e ela seja capaz de exercitar esse controle, por já ter o seu organismo alcançado também a maturação nervosa necessária.

O controle das fezes e da urina é apenas o resultado de um treinamento destituído de significado para a criança. Esse controle ao contrário, “reflete” o nível de desenvolvimento psicológico e fisiológico alcançado pela criança que lhe permite “tomar conhecimento” de partes de seu eu, interessar-se por dominá-las e ser capaz de fazê-lo.

Os aspectos fisiológicos e psicológicos (afetivos) são tão unidos e integrados nesta ocasião, que basta um simples desequilíbrio num dos dois para a criança perder o controle (ex.: nascimento de irmãozinho).

Para verificar se a criança já possui condições para iniciar o controle dos esfíncteres, devemos observar:

  • Verbalização – a criança já deverá ser capaz de expressar de modo claro o seu desejo de urinar ou evacuar.
  • Desenvolvimento motor – a criança deverá ter condições físicas de permanecer sentada por si própria.
  • Emocional – a criança deverá estar em uma fase na qual sua rotina de vida esteja tranquila.
  • Desenvolvimento Cognitivo – a criança deverá apresentar um nível de compreensão adequado, pois será necessário que atenda as orientações dadas.

Cabe aos pais e à escola:

  • Oferecer um clima saudável de afetividade, que permita a criança sentir-se segura e satisfeita consigo mesma.
  • Evitar qualquer situação de constrangimento ou humilhação à criança, pois estes são sentimentos negativos que geram medo, enfraquecem o indivíduo e inibem o desenvolvimento do autocontrole.
  • O cocô e o xixi são as primeiras produções independentes da criança. Permita com que ela observe e se orgulhe delas. Depois diga por que é necessário eliminá-las, sem conotações negativas (ex.: que cheiro ruim!)
  • Levar a criança ao penico ou vaso sanitário (oferecer o que melhor a criança se adapta) em períodos regulares, para que gradativamente se formem hábitos de esvaziar a bexiga e os intestinos. A regularidade de horário é fator decisivo na formação do hábito e leva a criança a perceber espontaneamente o significado de urinar e evacuar.
  • Demonstrar alegria aos primeiros sinais de que a criança está percebendo que fazer xixi e cocô, senão voluntariamente, pelo menos por consentimento próprio (no sentido de estar tomando consciência do ato).
  • Depois que notar que a criança já tem consciência do ato em si, passar a convidá-la para ir ao caso, minutos antes do horário habitual.
  • Sem ameaças ou discriminações, continuar a estimulação do desenvolvimento dos hábitos por meio de perguntas feitas na hora certa, demonstrando apoio afetivo durante as tentativas (que incluem acertos e erros).
  • Reforçar a aprendizagem com a gratificação que o apoio afetivo é capaz de dar:  rir, brincar, bater palmas, abraçar e beijar a criança, demonstrando alegria nas vitórias alcançadas, porém sem exageros.
  • A idade para alcançar o controle dos esfíncteres é muito variável e gira em torno de 24 a 36 meses (2 a 3 anos).
  • As épocas de clima quente são mais aconselháveis para a retirada das fraldas, pois dão mais conforto e não despertam sensação de falta de proteção que o frio poderia proporcionar.
 
IMPORTANTE: a partir do momento em que se verifica que a criança já possui condições para iniciar o controle, é necessário haver uma coerência entre pais e escola de como conduzir essa fase. Devemos ressaltar a importância de não se voltar atrás nessa decisão, pois cada criança apresenta um comportamento neste período.
 
Espero que mais essas dicas ajudem no processo de vocês, na hora certa, no tempo da criança, respeitando seu desenvolvimento.
 
O próximo post sobre desfralde focará nos perigos do desfralde precoce.
Bjokas!

Comente!