A minha mudança de vida e a resposta que tive: fiz a coisa certa.

Um viva para a mudança de vida e de foco.

2a feira, 12 de Dezembro de 2016, Assembléia Legislativa de São Paulo: eu, premiada Influenciadora Digital 2016.

“Se você cria um blog com o objetivo de ganhar dinheiro, você já está começando errado”. Essa frase é da minha querida Helena Sordili, autora do blog Eu, Ele e As Crianças, mestre em Comunicação e professora do curso Meu Blog de Sucesso (com foco em blogs maternos).

Há 5 anos atrás eu era uma cantora que quis começar um blog por ter passado por uma experiência dolorosa de ter perdido um bebê. Queria ajudar outras mulheres e famílias falando sobre isso, para que não desistissem. Queria que soubessem que a perda é muito comum. O apoio da minha mãe para que eu tivesse o blog veio do fato de ela ter ouvido sem querer uma conversa entre um assessor de super credibilidade e uma promoter famosa. Na conversa eles falavam sobre meu perfil de twitter, sobre ele ter credibilidade e influenciar de forma bacana as pessoas.

O twitter foi onde eu comecei essa minha vida de redes sociais e até hoje é minha rede social preferida. Lá eu morro de rir, falo sério, dou RT em coisas absurdas, discuto de forma saudável com gente que pensa diferente de mim. Por causa do twitter conservo amizades que eu trouxe para “a vida real” e pelas quais eu prezo MUITO. Mal saberia eu que o twitter me traria tanto na vida.

De cantora que tem blog para blogueira que canta: mudança de vida!

Como falei acima, eu era uma cantora que tinha um blog. Hoje eu sou uma blogueira que também canta. A mudança se deu quando, depois de um fim de semana intensivo de coaching, eu entendi que eu amava a música, mas não a carreira de cantora. Eu amo cantar e não vivo sem música, porém, a carreira, as viagens, a encheção da comparação com a minha mãe (não me afeta, entendo, mas zero paciência pois sei quem e o que sou): não são para mim.

Eu sou a mãe de porta de escola, a mãe que quer estar em todas as apresentações, reuniões de pais. Eu quero esperar meu marido chegar em casa e jantar com ele. Eu sempre fui assim, mas insistia no amor pela música e me machucava, dando murro em ponto de faca. Hoje, entendido o amor pela música e não pela carreira, até meu show ficou mais leve e mais divertido, sem cobranças, sem ter que ter contexto ou idealizações. Um show para divertir as pessoas – e a mim.

O Blog.

Há 4 anos meu blog se tornava independente depois de 1 ano e meio hospedado no Portal da Veja SP. Eu fui para a Veja encorajada pelo meu querido Alvaro Leme que, não só apostou na idéia do blog, como também me ajudava corrigindo os textos. Era para ser um blog sobre a gestação e parar no nascimento da Laura, mas os leitoras pedirem e eu obedeci: passaria a dividir as aventuras, angústias, dúvidas, emoções e tudo mais que envolvia ser mãe de primeira viagem.

Um dado dia, meu marido e minha mãe sentaram comigo e disseram: “ok, ótimo que você queira ajudar as pessoas e você faz bem isso – bem provavelmente por que você realmente ama ajudar o outro -, mas você agora precisa profissionalizar seu blog, fechar trabalhos, ganhar dinheiro. Você estuda, se dedica e está cada vez mais abdicando da música: não pode não receber nada por isso”. Eu fiquei ali sem nem saber como eu ganharia dinheiro com isso.

Meu porto seguro esses dois (Julia estava na barriga) <3

Fui atrás de uma agência e hoje estou em outra, a IWM. Foram eles que me deram o caminho, me “colocaram no mundo”. Elaborei sozinha projetos para empresas, corri atrás de patrocínios para eventos e viagens, mas nada, NADA é maior do que a dedicação que eu tenho pelo estudo, pelos textos, pelo AJUDAR o outro. O trabalho foi de formiguinha e continua sendo.

Respostas da vida.

Falando em uma comunidade perto de Belém, convidada pela Unicef: QUE HONRA!

Eu já palestrei duas vezes à convite da Unicef, além de ter participado de várias ações deles, em São Paulo e no Pará. Já fiz eventos e contratos com empresas que ajudaram centenas de mulheres, desde doações de fraldas e produtos até shows beneficentes que fechei através da relação que construí pelo blog com assessorias. Quando falo de contratos é que em alguns casos consegui que parte do meu pagamento fosse em doações para instituições.

Essa semana ganhei um prêmio como influenciadora digital 2016. Tenho mais seguidores no perfil do meu blog do que no meu perfil pessoal. Nada disso (palestras, doações, prêmios…) eu cheguei perto de alcançar como cantora. Sabe o que tudo isso me diz? Que depois que eu mudei meu foco, minha vida fluiu. Eu me encontrei profissionalmente através do que meu coração mandava e isso partiu de um real desejo de realizar minha necessidade de abraçar o outro.

Repost do Brógui, ao lado dele (Caio) e da maravilhosa Julia Petit: como assim eu recebendo prêmio ao lado deles e de outros do mesmo patamar?!! Sou TÃO fã!!

Eu comecei meu blog para ajudar o outro e, como consequência, em 5 anos de trabalho de formiguinha, posso dizer que HOJE eu vivo dele profissionalmente. Ao longo desses 5 anos, MUITO aconteceu e eu mudei meu foco profissional, me dediquei, estudei e sou uma pessoa absolutamente realizada.

O que mais me realiza? O fato de que eu passei a viver de algo que continua sendo o que era no começo: textos para ajudar outras pessoas, com ideias, experiências, dicas, produtos que eu uso em casa e que me ajudam. Não fecho com quem não tem a ver comigo, não faço o que não tem coerência com meu discurso.

Alguns continuam dizendo (e eles sempre dirão) que eu só conquistei tudo isso “por ser filha da Fafá”. Pois que continuem dizendo. Claro que eu tenho interesse da mídia por isso e conquistei meus seguidores de twitter no começo TAMBÉM por isso. Não sou hipócrita. Mas fazendo o mesmo que minha mãe, não obtive o sucesso, a credibilidade e as realizações que escrever me trouxe. Alguém sempre vai querer justificar o sucesso do outro diminuindo suas conquistas, mas eu sei o que me trouxe até aqui.

Destino ou coisas da vida?

Mochilando, aos 19 anos: a resposta sempre esteve em mim.

O mais louco? Quando eu entrei na faculdade foi para fazer jornalismo. Era meu sonho escrever. Porém não tive paciência para os 6 primeiros meses que eram de Comunicação Social, de forma mais generalizada. Duvidei do que achei que queria e fui me jogar no mundo de mochila, onde a música me confortou e as pessoas de fora daqui me incentivaram a cantar. Não me arrependo. Fiz trocentos shows country, cantei em Portugal, em Roma, em tantos lugares. Fiz o Fama, da Globo, cresci com as pedradas, ouço até hoje que não passo de filha de alguém (puxa, dormirei na pia), amadureci, aprendi. Mas hoje posso dizer que sou absolutamente realizada fazendo aquilo que eu quis lá atrás, antes de tudo: escrevendo.

Não ouso a me denominar jornalista, mesmo que hoje não seja necessário diploma. Não estudei o quanto jornalistas estudaram, erro muito na escrita e em outros quesitos. Mas escrevo com meu coração e é muito louco como eu me realizei justamente quando voltei à minha essência.

E essa base que me deu solidez foi justo o twitter. Foi nele que me vi com mais de 100mil seguidores sem ser alguém que “aparece na Globo” (seja atriz, cantora, etc), foi ele que me colocou em rankings de pessoas bacanas online, foi ele que fez de mim uma influenciadora. Influenciadora: UAU!

Poder usar minha influência para ajudar o outro através de um Blog, um instagram, uma fanpage, um tweet (embora no twitter eu influencie a pessoa a ler besteira e rir mesmo hahahah). O nome do que eu sinto é gratidão.

Durante o Prêmio eu olhava para o lado e via a Julia Petit, o Brógui, a galera do Não Salvo, os criadores da Galinha Pintadinha e tantos outros e pensava: o que que eu to fazendo aqui?? Hahaha Quem me colocou nessa lista de gente incrível, meu Deus?! Porém, lá estava eu, depois de 7 milhões de votos online que a plataforma recebeu ao todo para a premiação. Fora o júri, que contou com Bia Granja, Vanucci e tantos jornalistas.

Poder buscar minha filha na escola, escrever esse texto enquanto a caçula dorme do meu lado em casa (e depois de ter brincando com ela no chão por um belo tempo), poder falar do que eu sinto e tentar lutar contra o bullying materno. Mesmo que pareça que eu não vou dar conta, que eu passe dias correndo com a rotina das duas e as coisas de casa e até deixe o blog parado um pouco: eu estou feliz como nunca. E nada disso começou para que eu ganhasse dinheiro e sim para que eu tentasse abraçar o máximo de pessoas possíveis.

O blog e o twitter me trouxeram, basicamente, AMOR. Trouxeram pessoas bacanas para minha vida (seguidores, blogueiros que eu admiro tanto e profissionais que tanto me ensinaram – fosse em palestras ou reuniões de trabalho em empresas), Trouxeram aprendizados, crescimento enquanto mulher.

Obrigada, Twitter. Obrigada, Blog. E, PRINCIPALMENTE, OBRIGADA VOCÊS!! <3

Comente!

  • parabéns minha querida!! somente um trabalho sincero alcançaria esses resultados! amar o que faz ou fazer o que ama, sabe?
    sucesso!!!!
    Bjs
    Lele

  • Juliana Correa

    Vc é muito maravilhosa! <3

  • Bianca Lemos

    Que post lindo, Mari! Eu te acompanho no Twitter desde antes desse blog, via as postagens na Veja, então é maravilhoso poder ver este “bebê crescido”, te dando tanta felicidade. Parabéns e que venham mais conquistas como essa! <3

  • Maternidade no Divã

    Que orgulho de você, Maricota!!!

  • Fefa Alfano Souza

    Maricota vc merece. Te admiro pacas viu. Parabéns mil vezes. Bjos bjos, Fefa