Novas experiências sociais

Eu e Laura: antes de uma sessão do CineMaterna (Foto: Cacau Querino)

Muitas das minhas amigas quando estavam na licença-maternidade – e algumas que optaram por parar de trabalhar para criar os filhos – falam que vez ou outra bate um pouco de solidão. CLARO que estar com nosso bebê é delicioso, que é um período único, mágico… Mas também é trabalhoso e muitas vezes cansativo e solitário.

Temos a ajuda da mãe, da sogra, de amigas e algumas (que não é o meu caso) da babá. Mesmo assim, não é um trabalho fácil. Uma coisa que ouço de todas é que em alguns momentos precisamos respirar um pouco, fazer coisas fora daquela rotina. Precisamos ver outras pessoas, trocar experiências, respirar novos ares mesmo.

Foi aí que eu soube do CineMaterna. Soube, li a respeito, fui e me apaixonei.

“O CineMaterna surgiu em um grupo de discussão pela internet sobre parto humanizado e maternidade ativa. Uma mãe cinéfila declarou que sentia muita falta de ir ao cinema após o nascimento de seu primeiro filho. O grupo organizou-se e 10 mães com seus bebês – entre 20 dias e 4 meses de idade ‘invadiram’ um cinema para a primeira sessão batizada de CineMaterna, em fevereiro de 2008. O programa foi um sucesso, e o encontro de mães e bebês virou uma atividade semanal dessas mães, que entre amamentação e fraldas conseguiram retomar sua vida cultural e, ao mesmo tempo, conversar sobre a experiência da maternidade. Após alguns meses, o grupo foi acolhido pela rede de cinemas, que reconhecendo o valor desta iniciativa, lançou em agosto de 2008 a estréia oficial da 1ª sessão amigável para bebês.” (http://www.cinematerna.org.br)

Pais e filhos brincam no tapete em sala do CineMaterna (Foto: Guga Ferri)

A sala tem o ar-condicionado ameno, um pouco mais de luz e o som é baixo. Também há trocadores (e a equipe do CineMaterna ajuda com lanterna, fralda, pomada e lenço), tapetinho e brinquedos no chão. Ou seja, é uma delícia. E o filme não é para os bebês, mas para os pais.

A estrutura dos trocadores: tem tudo que precisamos (Foto: Arquivo Pessoal)

A estrutura dos trocadores: tem tudo que precisamos (Foto: Guga Ferri)

E não são só as mães que frequentam as sessões. Já vi bebê só com o pai, bebê com pai e mãe, bebê com mãe e avó, bebê com 5 integrantes da família… E vi bebês com menos de 2 meses e com até 18 meses (limite “permitido”). Após o filme, seguimos para um café e ficamos batendo papo, trocando experiências, falando sobre o sono, a fralda, o choro, a nossa coisinha preciosa.

Juntinhas vendo o filme (Foto: Arquivo Pessoal)

Nas vezes em que fomos, Laura chegou, trocou a fralda, viu bem pouquinho do filme e dormiu no meu colo. Depois acordou, ficou brincando com os móbiles no meu colo e, pronto, acabou a sessão. Vi bebês menores dormirem o tempo todo, vi bebês maiores brincarem o tempo todo. Lindo. E todas as vezes, uma fotógrafa registrou a minha entrada com a Laura para que eu guardasse de recordação.

 

Momento “trocando a fralda” durante a sessão (Foto: Cacau Querino)

Já assisti a “Solteiro com Filhos”, “Homens de Preto 3” e outros, sempre em salas diferentes. A programação dos filmes é escolhida pelos próprios pais, que se cadastram no site. Mas uma coisa não muda: a experiência. É muito gostoso. Ficar coladinha com a Laura vendo um filme enquanto ela brinca ou dorme. Enquanto outros bebês brincam, fazem sonzinhos fofos, mamam, ficam no colo de seus pais ou engatinham no tapetinho… É um clima diferente, cheio de amor.

Soninho durante a sessão… (Foto: Arquivo Pessoal)

É gostoso também poder sair um pouco de casa e curtir outras aventuras com nosso bebê. Nesse período não podemos nos esquecer de nós mesmas, sabe? Claro que é um período de dedicação, de entrega. Mas vamos nos cuidar também, né? Fazer um agradinho lá dentro, ver um filminho, dar um passeio, conhecer gente… E se isso é juntinho do nosso bebê, melhor impossível!

P.S.:
- Outros relatos de mães sobre o CineMaterna você encontra aqui: http://www.cinematerna.org.br
- Veja o que os pediatras falam a respeito do CineMaterna: http://cinematerna.org.br/pages/pediatras

Esse material foi produzido para publicação em Veja SP