“O 2º filho devia vir antes do primeiro”, outros clichês e como está a casa com a chegada da Julia.

Para morrer de amor <3

Para morrer de amor <3

Já falei aqui no blog sobre clichês da maternidade (esse post é um deles, de quando a Laura era pitica). Agora estou confirmando algumas frases que eu ouvia de outras mães de dois, como eu sou agora.

Quando fui visitar a maternidade para conhecer as instalações e serviços (o post está aqui), perguntei se a Laura poderia dormir no hospital com a gente. A resposta, claro, foi que o hospital não aconselhava. As mamadas da madrugada, os possíveis exames, o entra e sai de enfermeiras para tomar remédio e etc acordariam a Laura. Sem contar que é um ambiente hospitalar, nunca se saber se ela não poderia pegar alguma coisa… Isso sem contar a Julia, recém nascida, frágil, ganhando defesas e tal. Não queríamos que a Laura pensasse que estávamos dispensando ela, mas disso eu falo mais pra frente no post.

Mesmo ouvindo isso do hospital, perguntei para a pediatra da Laura se seria um risco para a Julia ela dormir lá ou, pelo menos, passar o máximo de tempo possível com a gente no quarto. A resposta dela foi algo que não saiu da minha cabeça: “Mari, o 2º filho é um sobrevivente, né? Você vai ver que a Laura chega da escola, depois de passar o dia com os amigos e, sem que vocês vejam, passa a mão no rosto da Julia. Ou tosse perto. Ou espirra na cara.” (hahahaha socorro) “Enfim, o 2º filho quase sempre adoece antes, afinal você não tem como proteger do que a mais velha traz da rua.” E sim, a Laura já tossiu na cara da irmã no meio de uma risada, já fez carinho no rosto assim que chegou da rua (sem lavar as mãos), já encheu a irmã de beijos… hahahah

<3

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Outra vez que ouvi essa frase da 2ª filha ser sobrevivente foi quando falamos da personalidade carismática da Laura, que é vaidosa, engraçada, mais “dada”… Dissemos brincando para uma amiga que a Julia ia ter trabalho sendo irmã da Laura, que tem essa personalidade. A resposta foi: o 2º filho é sobrevivente, se vira nos 30 pelo espaço dele, já nasceu dividindo atenção e tal.”

Laura tem sido uma criança muito compreensiva e MUITO MUITO carinhosa. Julia tem crises de cólicas ou gases e Laura nunca teve. Há dias que ela chora um tempão, mesmo depois de darmos ColicCalm, ColicKids, Luftal, reza braba, massagem na barriga, bolsa de água quente… Dificilmente isso acontece de manhã, é mais para o fim da tarde, mas quando é de manhã, o máximo que a Laura faz é pedir para ir para a escola mais cedo. Hahaha Deve ficar de saco cheio do choro, mas não reclama, apenas pede para ir para a escola hahaha No fim da tarde ela acaba indo brincar ou ver um desenho no quarto dela depois que chega da escola. Sempre explicamos que é uma fase em que a Julia precisa mais da gente, que daqui um tempo melhora o choro, conseguimos dar mais atenção à ela, que a Julia precisa dessa dedicação para crescer forte e poder brincar muito com ela…

Laura ajudando a trocar a "maninha"...

Laura ajudando a trocar a “maninha”…

...e cuidando dela ("Mamãe, eu te aviso se ela chorar. Pode ir. Maninha, a Manona está aqui" afffff)

…e cuidando dela (“Mamãe, eu te aviso se ela chorar. Pode ir. Maninha, a Manona está aqui” afffff)

E teve esse episódio aqui que me levou às lágrimas:

Um bebê não é igual ao outro, vindo ou não dos mesmos pais. Laura teve dois episódios de cólica com 1 mês e nunca mais. Julia está tendo pequenas crises ao longo do dia e dá vontade de tirar com a mão. Bolsinha de ervas quentinha na barriga, posição mais sentadinha e um alívio que anda durando 30 minutos ou pouco mais. Mas daí vem a mais velha me emocionando. Ela estava vendo sua nova paixão no @netflixbrasil: Power Rangers (e ela é a Rosa, claro), viu que a irmã não parava de chorar e foi no quarto, onde estávamos. “Mamãe, vem no quarto que eu vou acalmar minha maninha”. Fui com a pequena chorando no colo. Laura tinha posto a Galinha Pintadinha porque “bebês gostam muito da Galinha, mamãe” e não é que a Julia parou de chorar ouvindo e dormiu? Agradeci a Laura por ter cuidado da maninha e ela: “agora já posso ir pra escola, ela se acalmou”. Quem chorei? #amordeirmã #gratidão

Uma foto publicada por Blog Mamãe de Primeira Viagem (@mamaede1aviagem) em

Como acabo ficando mais com a Julia de noite (choro de cólica, banho, amamentação, colocar no berço…), falei para a Laura que ela pode dormir comigo para curtir a mamãe o máximo possível. Vemos um desenho, conto uma história e dormimos abraçada. Laura sempre dormiu no quarto dela, sempre fizemos questão disso por n motivos (um deles o fato de querermos manter a vida de casal, a conversa antes de dormir – e dormimos mais tarde que ela, ou seja, preservar a relação do casal…) e eu levei essa preocupação para a pediatra. Ouvi de resposta: “Fica tranquila. Já viu algum pré-adolescente ou adolescente querer dormir na cama dos pais? É apenas uma fase”. Muitas vezes levamos ela pra cama dela quando o sono assenta.

Outra coisa muito legal que estamos fazendo é dar à ela um tempo só dela com os pais. Com o pai ela até já foi passar o fim de semana no Royal Palm Plaza, hotel que amamos em Campinas com mega estrutura para as crianças. Como, por conta da amamentação, eles fazem mais coisas juntos do que ela comigo, definimos que pelo menos um dia do fim de semana, eu tiro leite na bomba e meu marido fica com a Julia enquanto eu passo algumas horas me divertindo só com a Laura. Isso sem contar os programas com os primos, com as avós, com a tia e a Dinda para que ela não fique “presa” à rotina de um recém nascido. E sempre focamos no quanto  vai ser legal e divertido pois não queremos que ela pense que estamos “dispensando” ela ou trocando-a pela irmã (ah, a culpa materna) .

Laura e a Fofa Flor no Royal PalmPlaza, lugar maravilhoso para onde foi com o pai e...

Laura e a Fofa Flor no Royal PalmPlaza, lugar maravilhoso para onde foi com o pai e…

...se acabou de se divertir com o melhor amigo, João.

…se acabou de se divertir com o melhor amigo, João.

No Teatro com a vovó Fafá assistindo o Show da Turma da Mônica <3

No Teatro com a vovó Fafá assistindo o Show da Turma da Mônica <3

Tudo isso prova outra coisa que eu ouvi bastante de amigas que têm dois filhos: a gente acaba se preocupando mais com o mais velho do que com o bebê. Como ela era a única, estava acostumada a estar com os pais sempre, ter 100% da atenção, a gente fica com essa preocupação que ela se sinta “de lado”.

Foi vivendo essas 6 semanas que pude confirmar outra frase de mãe de dois: o 2º filho deveria vir antes do primeiro. Sim, o cansaço é o mesmo. Eu já tinha me acostumado a dormir a noite toda de novo e tenho uma Laura dorminhoca que acorda tarde como a gente, então, voltar a dormir “picado” foi osso. A instabilidade emocional devido o Puerpério (que eu citei em um post recente) existe, claro, mas acabou sendo menos intensa porque tenho a Laura para estar junto, cuidar, dar atenção… Mas, tirando o fato de que a Julia tem crises de cólicas/gases e a Laura nunca teve, o 2º filho é mais fácil, mais leve e menos piração que o primeiro quanto aos cuidados e preocupação sobre o que fazer.

No 2º bebê você sabe que a nossa instabilidade emocional e essa fase de choro do bebê PASSAM. Pode demorar um pouco, mas não é eterno. Você tem mais calma para entender o porquê do choro (ou, se é vontade de colo apenas, você chega mais rápido à conclusão, sem se desesperar) e não sai correndo com o xixi pingando (hahaha) ou o cabelo cheio de shampoo para “socorrer”. Você respira e vai com calma. Você consegue beber uma água com calma antes de amamentar pois sabe que o choro é uma maneira de se comunicar e não um sinal de dor e sofrimento apenas. Você olha para a/o mais velha/velho e sabe que vai dar tudo certo. Você acaba curtindo mais, mesmo cansada pacas, pois sabe que o tempo voa (como esse post antigo sobre a Laura fala) e logo seu bebê será uma mocinha independente que precisa menos e menos de você (e aguenta menos e menos beijos apertados hahaha).

aff <3

aff <3

Enfim, um bebê é diferente do outro, mesmo sendo dos mesmos pais, tendo os mesmos cuidados e possível rotina. E, mesmo assim, você sabe que saberá o que fazer. Vai testando outras coisas à medida que vai conhecendo seu bebê, sua personalidade. Todo bebê requer um tempo para que vocês se conheçam, isso não muda. Mas é COMO esse tempo passa que muda no 2º bebê. Ele passa de maneira mais leve, menos difícil, menos intenso.

E que venha esse tempo e todos os outros clichês verdadeiros e frases que ouço das mães de segunda viagem (e que as cólicas passem AMÉM hahahaha)

P.S. – Houve dias em que eu quase não dormi porque Julia dormiu quase nada e também chorou demais por causa das cólicas/gases (coisa de 3 horas chorando seguido). Nesse dia eu falei no snapchat (SnapMariBelem) que eu pedi para o meu marido o seguinte: “quando passar essa fase mais punk e chegarem os sorrisos/gargalhadas que amolecem o nosso coração, que encantam e emocionam + as gracinhas e fofuras do dia-a-dia E EU COGITAR o 3o filho, POR FAVOR ME LEMBRE DESSES DIAS PUNKS”. A gente esquece e acaba substituindo as memórias cansadas pelas doces e fofas (deve ser algo hormonal hahahah). Um filho só eu jamais teria, mas dois já está de bom tamanho. PRECISO VOLTAR A DORMIR (nunca mais) HAHAHAH #Brinks #peronomucho

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