O enxoval do bebê

(Ilustração: © TongRo Images/Corbis)

Desde que descobri que estava grávida, penso como gostaria que fosse o quarto do bebê. Quando  soube que era uma menina, também passei a pensar nas roupinhas. Vestidinhos, sapatinhos… sonhos e mais sonhos. Faço listinhas do que precisarei e minha generosa cunhada sempre as confere.

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Bem no início da gravidez, fui à Feira do Bebê e Gestante com meu marido. Queria ver o preço das coisas e quase pirei com tantas opções!!! Mas saímos com alguma ideia do que queríamos. Os preços são especiais por conta da feira e, como disse, a variedade é incrível. Vale muito a pena.

Meses se passaram e fomos definindo outros detalhes. Então minha mãe disse que tiraria férias em Miami e Nova York e perguntou se eu iria com ela. Sempre fazemos nossas viagens juntas. E somos muito diferentes: eu sou toda organizada, levo meus livros, escolho programas, já ela é mais solta.

Uma de nossas viagens “mãe e filha” (Foto: Arquivo Pessoal, 2006)

Mas agora que minha vida mudará muito (para melhor, claro), por algum tempo não faremos essas viagens juntas. Por isso também resolvi viajar com ela agora.

Algumas pessoas que conheço tiveram a oportunidade de fazer enxoval em Miami. O que todos dizem é que, uma vez que se vá para comprar coisas de bebê, que se compre o básico para um ano.

Eu achei que fosse exagero o lance da economia, mas não. Fiquei de queixo caído com a diferença de preço das coisas. Por exemplo, o carrinho com bebê conforto sai por pouco mais de R$ 400 em Miami, sendo que no Brasil o preço gira em torno de R$ 1.800!

Emiti minha passagem por milhas. Mas com as facilidades de parcelamento de hoje, mesmo quem gasta com passagens e hospedagem acaba lucrando ao comprar o enxoval fora do Brasil.

O importante é o planejamento, colocar no papel o que isso significa mês a mês para ver até aonde vale a pena. Claro que não é a realidade de muitos, mas é uma dica!

Outra coisa para se colocar na balança: usar o cartão de crédito pode ser uma armadilha por conta do altíssimo IOF. Além disso, nos EUA não se parcela uma compra, é tudo à vista.

Mas no Brasil ou nos EUA, o importante mesmo é comprar apenas o necessário. Vejo minhas amigas reclamando do desperdício, pois acabaram perdendo muita roupa que o bebê nem chegou a usar. Dói no bolso e na consciência ver que tem tanta coisa desnecessária ali.

Meu conselho é que façam uma listinha, separando o que podem ganhar no chá de bebê para não gastar sem necessidade. Chequem com alguém que teve filho há pouco tempo. Enfim, programem-se, pois em breve você terá um membro a mais na família e isso acarreta custos.

Tudo vale a pena, claro, quando se trata de um amor tão monumental e de uma bênção divina que é o bebê que chega…

Até breve, queridos 🙂

Esse material foi produzido para publicação em Veja SP

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