O fator AMOR no desenvolvimento da criança

O fator amor, a atenção e o desenvolvimento.

Basta 30 minutos por dia <3

Nestes mais de 7 anos de blog eu já fui à incontáveis eventos com pediatras, pedagogos e psicólogos infantis. Aliás, uma das coisas que mais amo nessa vida de blog é poder aprender tanto nesses eventos, poder perguntar, tirar dúvidas.

Outra coisa que eu amo pacas nessa vida de blog é poder dividir com vocês esses aprendizados, levar para mais pessoas o que aprendo nesses eventos e etc.

Uma coisa que ouvi infinitas vezes nesses 7 anos é a importância do afeto, de brincar no chão com a criança (só com ela, sem celulares, tablets, apenas focando nela e na brincadeira) por pelo menos 30 minutos ao dia. Parece pouco? Pois saiba que há crianças que não conseguem esse tempo dos pais.

Esse foco, esse amor e essa atenção exclusiva passa segurança, afeto e amor. Ok, mas porque isso é tão importante?

O estudo sobre amor e desenvolvimento

Ontem a querida psicopedagoga Heidi Amadeu (link pro post dela aqui) postou uma matéria de 2017 sobre um estudo feito pelo Texas Children’s Hospital, dos Estados Unidos, sobre a diferença que o amor dos pais ou cuidadores faz no desenvolvimento das crianças.

Vou repetir a imagem aqui abaixo para vocês verem bem:

As imagens são tomografias de cérebros de crianças de 3 anos. Do lado esquerdo a imagem mostra o cérebro de uma criança com pais presentes que dedicam o que podem do seu tempo para brincar com ela e mostrar seu amor. Do lado direito, o cérebro de uma criança da mesma idade, porém uma criança negligenciada ou de afeto, ou de presença mesmo de pais ou cuidadores.

Como aponta a psicopedagoga Heidi Amadeu: “o cérebro da direita, que é menor e tem estruturas mais obscura, pertence a uma criança de 3 anos que viveu quase toda vida com uma família que lhe causou sofrimento e traumas emocionais. Já o da esquerda, visivelmente maior, vive com uma família amorosa e feliz.”

Ela conclui: “Realmente crianças tratadas com amor, além de serem mais felizes, terão um desenvolvimento melhor e uma saúde mental mais equilibrada”.

Segundo a matéria, o professor e psiquiatra Bruce Perry, chefe do setor de psiquiatria do Texas Children’s Hospital explicou ainda que bebês e crianças que sofrem negligência emocional nos seus primeiros anos de vida têm dificuldades para formar vínculos saudáveis com outras pessoas, podendo desenvolver, no futuro, problemas em relacionamentos, tornando-se excessivamente dependentes de outras pessoas ou socialmente isolados. Quanto mais segura e amada se sente a criança, mais ela desenvolve os mecanismos que levam à autonomia, independência e segurança emocional

Já as crianças negligenciadas, de acordo com o psiquiatra Bruce Perry, podem desenvolver estresse muito cedo e ter problemas emocionais e de memória, o que dificulta todo o seu desenvolvimento.

O amor não CUSTA nada

Outro dia eu postei uma foto da Laura super feliz na Disney, para onde fomos de surpresa por conta de uma press trip que terminou em Orlando e que nos presenteou com ingressos para os parques. Lembro de um comentário amargo do tipo: “mas podendo ir pra Disney, quem não seria feliz?”

Isso me fez pensar em tantas coisas… Uma delas: minha família é muito trabalhada e criada na importância da gratidão e Laura sabe da grandiosidade e ANORMALIDADE que é estar na Disney de um dia pro outro (nossa viagem em fevereiro foi planejada e paga por 7 meses antes de irmos). A lição está nos valores que passamos e eles não estão no dinheiro.

Nossa tão sonhada e planejada viagem em fevereiro desse ano <3

Mas o que veio mais forte em mim foi: “posso mostrar Laura feliz no chão da sala ou na praça do bairro também, quer?”. Brincar com o seu filho é importante no chão da sua casa, não precisa estar na Disney não.  Não custa nenhum real, quiçá dólar ou euro. Custa sabe o que? Seu tempo.

E não digo isso pra ninguém se sentir culpado quando chega em casa tarde e o filho dorme. Digo tudo isso para que as pessoas entendam que BASTA 30 minutos no chão de casa. Olha que fácil e, melhor, QUE PRAZEIROSO!! <3

Emoções e o desenvolvimento

Lembrei de dois fatos isolados que ouvi/vivi nesses últimos anos que têm total relação com esse assunto.

Quando eu estava grávida da Julia fui entrevistar a Shakira pela Fisher Price (o link está aqui) sobre todo trabalho dela com a Fundação Piés Descalzos e ouvi uma coisa que me chocou demais. Durante todo o período de violência, cartéis e tráfico de drogas pesado na Colômbia ficou provado que as crianças não absorviam quase nada na escola. O medo, o estado sempre em alerta, bloqueava a absorção do cérebro para o que deveriam estar aprendendo.

Em setembro de 2015, grávida da Julia e entrevistando essa colombiana maravilhosa <3

O cérebro estava tão ocupado pelo medo e pelo estado em alerta, que atrapalhava diretamente a capacidade cognitiva da criança, impedindo a de aprender e absorver o que lhes era ensinado. Infelizmente não deve ser nada diferente do que muitas crianças vivem hoje no Brasil vivendo no fogo cruzado de algumas favelas.

Por outro lado, me veio também uma coisa bonita que os amigos do meu marido falaram quando nos perguntamos se deveríamos mesmo acompanhar nossa família para Orlando quando a Laura tinha apenas 2 anos e 4 meses de idade: “ela não vai nem lembrar dessa viagem, será que vale a pena levarmos?”

Os amigos do meu marido (só homem mesmo para convencer o outro homem daquilo que NÓS JÁ SABÍAMOOOOOS hahahahaha) falaram que havia um estudo onde se comprovava que não importava exatamente o que a criança lembrava quando criança, mas que a emoção gerada naquele momento vivida gerava bases emocionais (e vê-se pelo estudo acima que isso é real e detectável em tomografia) importantes para o desenvolvimento da criança.

De novo: o exemplo usado acima foi sobre Orlando, mas os momentos vividos estão em qualquer lugar. Em jogar adoleta, brincar de pega pega, cócegas… Viver o amor com seus filhos, não importa onde. Aliás, para eles NUNCA vai importar onde, mas COMO os momentos são vividos.

O futuro e o desenvolvimento deles agradece <3

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