O imediatismo e o tempo de qualidade.

O Imediatismo nos dias de hoje.

Estudando para um post, com meus papéis, fotos, laptop…

O Whatsapp e o email transformaram o horário comercial em 24 horas. Eu trabalho de casa e recebo coisas muitas vezes às 23hs. Meu marido trabalha em ambiente corporativo e a relação dele com e-mails e whatsapp é a mesma: de imediatismo.

Mas seria esse imediatismo algo imposto pelos dias de hoje ou nós que temos essa sensação de que temos que responder na mesma hora senão aquilo não tem solução/o job não fecha/a coisa não acontece?

Desde que tive um evento sobre isso e a maravilhosa coaching Ana Raia, nunca mais parei de pensar nessa nossa relação com esse imediatismo. Ela disse: “Nada é tão urgente que não possa esperar até o dia seguinte”.

Tempo de qualidade.

<3

Semana passada saiu uma matéria  no UOL sobre uma escola “faz tudo”, que, além de ter opção de educação integral, ainda vende papinhas para o final de semana, lava os uniformes das crianças lá mesmo e disponibiliza funcionárias para serem contratadas para cuidarem dos seus filhos.

O que eu vi de gente tacando pedra na mãe que deu a entrevista não foi brincadeira. Vamos lá: ninguém perguntou se a mulher tem família na cidade e pode contar com outra pessoa para olhar seus filhos. Ninguém perguntou se ela colocou no integral porque precisa trabalhar. Não. Julgaram a moça pra caramba.

A chamada da matéria também não ajudou: “Nunca fiz papinha na vida”. Gente, vejam só: EU TAMBÉM NUNCA FIZ. Pelo simples fato de que sou UMA NEGAÇÃO na cozinha. No máximo faço um macarrãozinho gostoso (no caso das meninas um cabelinho de anjo), um ovo mexido, mas a papinha nunca fiz.

“Ah, mas você podia aprender”. Sim, poderia. Mas é nessa parte que eu concordo com a moça da matéria: eu prefiro ter mais tempo com as meninas. Há quem saiba cozinhar e ame fazer isso, que resolva isso de forma prática e até divertida. Eu não.

Eu teria que aprender, errar, me dedicar. Eu tenho a sorte de ter um anja que trabalha com a gente e é ela quem faz não só as papinhas, mas tudo que comemos em casa. Se algo acontece e acaba, sei lá, a comida, a gente pede ou corre para as casas das nossas mães (hahahah).

Isso me fez pensar tanto no tempo de qualidade…

Imediatismo x Tempo de Qualidade.

Semana passada tive a sensação de estar sempre correndo. Me vi no trânsito indo de um evento pro outro, agoniada com o possível atraso e já pensando na hora que teria que buscar as meninas nas respectivas escolas.

Eu, que sempre frisei aqui e nas redes sociais a importância da mulher cuidar de si, de respirar… Pois bem, aquilo me fez chorar (pisciana) e repensar. Preciso estar em tudo que é evento? Não. Preciso priorizar conteúdos e, se isso não for possível, fazer escolhas que não me enlouqueçam.

Eu não tenho colaboradores (à não ser uma ou outra coisa esporádica), ghost writer como algumas blogueiras (pessoa que escreve pela blogueira, como se fosse ela) ou equipe que cuide do blog, edite fotos e etc. Faço sozinha e por isso posto 2x por semana, ao invés de todos os dias – eu não dou conta. Tempo para o meu trabalho eu tenho que ter, mas não poderia ser apenas horário comercial?

Parei para pensar em muitas noites com as meninas, interrompendo os risos e as brincadeiras porque tinha que responder algo. Tinha mesmo? Chego com elas às 18:30hs, teoricamente horário pós comercial. O que teria de tão urgente que não possa esperar o dia seguinte?

Telefone no silencioso.

Embora eu goste de postar fotos viajando, isso é o máximo que gosto de fazer com meu celular quando viajo. Os comentários das fotos, muitas vezes com dúvidas sobre a própria viagem ou dicas, eu olho antes de dormir. Os e-mails também.

Se eu faço isso viajando, porque não faço isso em casa? Na mesma hora que parei e chorei, alterei a mensagem do meu whatsapp para “Após 18:30hs, só respondo no dia seguinte”. Avisei marido, mãe, sogros, cunhada e melhor amiga que, depois disso, melhor me ligar mesmo.

Quanto ao trabalho, não é só email e whatsapp, mas também as redes sociais (2 perfis de instagram, fanpage e twitter). Por exemplo: meu horário de pico no instagram é entre 20:30hs e 21hs, então vou passar a programar as publicações desse horário.

Vai ser difícil não olhar o celular e não me dar um comichão quando vir as notificações, até porque vocês sabem que eu AMO interagir, conversar e responder comentários. Mas acredito que os amorecos que me escrevem me entenderão se eu demorar um tico <3

Eu espero conseguir pois estava me deixando angustiada ter um olho no celular e outro na brincadeira. Esse tempo passa tão rápido… Já já não terá essa farra noturna, essas brincadeiras, sei lá. Quero ter esse tempo de qualidade, focada e jogada nelas “que a vida é trem bala, parceiro…” e quando eu piscar essa fase passou.

Bjos, amorecos

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  • Ta certíssima Mari. Falei sobre a minha angústia do tempo com eles X cansaço e linkei você.
    beijocas