O quarto dos meus sonhos e os limites da reta final…

O quarto dos meus sonhos… (Fotos: Arquivo Pessoal)

Há uns 2 meses escrevi um post sobre os preparativos do quarto da nossa princesa, contando como toda a concepção do tema começou. Essa semana o quarto chegou e eu posso afirmar com toda certeza do mundo que nunca pensei que ficaria tão lindo. Chorei várias vezes e há momentos em que eu fico lá dentro sem querer sair mais.

A Ingrid, da Dip en Dap, foi de extrema importância para que esse quarto ficasse um sonho. Conversamos sobre todos os detalhes, medimos o quarto para nada ficar “peru no pires” e fomos personalizando cada móvel e acessório para nada se parecer amontoado ou “samba do crioulo doido”.

Mas o que é realmente importante em um quarto de bebê? Um berço, um local para colocar um trocador e armário para roupas. Dica: o ideal é que o trocador e o berço não fiquem muito próximos à janela. Se estiver trocando o bebê e precisar pegar algo que não pode esperar, leve o bebê com você ou coloque-o no berço, protegido por suas grades. JAMAIS deixe-o sozinho ali.

Para quem não tem espaço para uma cômoda, uma ideia bacana é usar a bancada de dentro do armário e fazer lá o seu trocador. O quarto da Laura tem espaço para cômoda, mas fizemos de um tamanho específico para sobrar espaço para a poltrona de amamentação e a mesinha de apoio (com abajour, para anotar as mamadas e deixar água para matar a sede louca que dá a amamentação etc.).

 

Como a parte de confecção da Dip em Dap é um primor, tivemos a ideia de comprar a mais duas fronhas do kit berço escolhido. Assim, o trocador, o porta-treco, uma almofada extra, a capa da garrafa térmica e detalhes da cortina foram todos feitos com o mesmo tema do kit. Até mesmo o bandô teve que ser adaptado, pois a janela padrão americano é menor.

Amo…

Confecção primorosa da Dip en Dap: nome em tecido, pássaros, corujas, lustre-gaiola…

Com a chegada do quarto, parti para a arrumação de tudo. No banheiro, coloquei todas as fraldas de recém-nascido e as coisas de banho, mais os refis do que é usado na troca do bebê (algodão, cotonetes, pomada, lenço umedecido – que só será usado mais para frente já que no recém-nascido é usado algodão com água morna e – dica do pediatra da minha cunhada – um pouquinho de Dermacyd Infantil).

Na cômoda coloquei tudo de que precisarei mais à mão, ou seja, fraldas de pano para forrar o trocador, fraldas de boca, babadores, chupetas, cueiros, os bodies , culotes, meias e macacões/pijamas. No porta-treco, estão as fraldas descartáveis, refil de algodão, termômetro de ouvido, kit unha, Dermacyd Infantil, óleo Johnson’s, hidratante e colônia. No kit higiene, ao lado do trocador, coloquei um frasco de álcool gel para higienizar minhas mãos antes da troca, cotonete, algodão, escova e pente para os cabelos dela e garrafa térmica.

Mesmo com tudo pensado, só quando ela chegar e eu começar a trocá-la é que saberei ao certo se está tudo prático, se há coisas desnecessárias ou se tudo mudará de acordo com a necessidade hahaha

Porta-treco, trocador e kit higiene personalizados pela Dip en Dap

O quadro é, também, nosso Porta Maternidade (da Dip en Dap)

Outra coisa que fiz no armário foi deixar as coisas que não serão usadas imediatamente como, por exemplo, chupetas e mordedores das fases seguintes (a partir de 3, 6 meses), em uma caixa no topo. Como fiz enxoval com roupas até um ano (nos Estados Unidos é o que vale a pena fazer, como disse no post sobre minha viagem), deixei as roupas de 6 meses em diante guardadas em local de pouco acesso no armário, assim como os brinquedos que ela ganhou.

Puxadores do armário by Dip en Dap

Ainda há poucas coisas para decidir (como escolher o melhor local para a Babá Eletrônica, por exemplo). Mas, por mais animada que eu esteja, percebi que tenho um limite físico a ser respeitado nessa reta final. Ontem, organizei por um tempo e antes de dormir estava com dor lombar, dor pélvica (no osso do púbis) e até um pouco de dor na virilha.

“A dor na região pélvica é bastante comum durante a gravidez, infelizmente. Cerca de metade das gestantes sofre de algum tipo de dor nas costas ou na pelve. Durante a gestação, seu corpo produz um hormônio chamado relaxina, que torna mais elásticos os ligamentos na pelve e em outras articulações, com o objetivo de ajudar a passagem do bebê na hora do parto. Por causa da maior elasticidade dos ligamentos, as articulações ficam mais “soltas” ao longo da gravidez (e logo depois também). Além disso, na gravidez, sua postura e sua força muscular se modificam, assim como a movimentação nos lados direito e esquerdo da pelve. Com tudo isso, as articulações, os ligamentos e os músculos da região pélvica acabam sendo muito pressionados.”
(Fonte: site BabyCenter)

Nada fora do normal já que, além dela já estar um pouco pesadinha, também já encaixou a cabeça. Durante a noite foram mais chatinhas as recorrentes idas ao banheiro, por conta desse desconforto. Resultado: hoje segurei a ansiedade de deixar tudo mais do pronto e deixei meu corpo descansar. Assim que me sentir mais descansada, volto à “labuta”, mas agora sabendo que esse limite é real.

Foto tirada com o olhar amoroso do meu marido…

Pernas para cima, muita água e equilíbrio nas atividades: essa regrinha está sendo minha maior lição para o 9º mês.

Até breve, queridos! 😉

Esse material foi produzido para publicação em Veja SP

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