O relato e o alerta de uma mãe para a importância dos exames oftalmológicos nas crianças. Saiba como uma foto com flash a alertou de um tumor.

Leiam, compartilhem esse relato e alerta. E marquem PARA ONTEM uma consulta no oftalmo para seu filho. (Imagem: © Zero Creatives/Corbis)

Leiam, compartilhem esse relato e alerta. E marquem PARA ONTEM uma consulta no oftalmo para seu filho. (Imagem: © Zero Creatives/Corbis)

Todos os dias na mochila da escola vem a agenda com avisos (com o quanto a Laura almoçou, com calendário, bilhetes da escola e etc.). Um dia veio uma carta, escrita pela mãe de uma aluna, alertando para a importância de levar nossos pequenos ao Oftalmologista de 6 em 6 meses. Porque? Porque sua linda filha tratava, naquele momento, de um Retinoblastoma: um tumor maligno no olho, que atinge – em sua maioria –  crianças de 0 a 5 anos (são detectados de 300 a 400 novos casos por ano!).

Levei a  Laura para fazer os exames oftalmológicos com apenas  1 ano pois temos amigos queridos que são oftalmopediatras e nos falaram da importância. Eles falaram da importância do exame no fundo do olho e etc, mas eu jamais havia ouvido uma história feito a dessa mãe.

Comentando com minha obstetra sobre o caso, ela me disse que algumas escolas exigem os exames de audição e oftalmológicos no ato da matrícula para que, ao alfabetizar, a escola possa lidar com qualquer dificuldade que aquele aluno possa ter. Ás vezes a criança tem dificuldade de aprendizado e, com esses exames feitos, dá para focar se é algo de audição ou vista que está o impedindo de aprender no ritmo dos outros alunos. Ou seja, a escola já dá uma atenção especial àquele aluno. Porém, nem toda escola alerta. E nem mesmo as escolas que alertam para a importância focam na prevenção que esses exames podem trazer.

Voltando ao caso da aluna da escola da Laura. Dia 7 de novembro houve a apresentação de ballet das pequenas e, no meio de tantas mães e pais chorando com seus pequenos, uma linda menina arrancou mais lágrimas ainda de todos da plateia. Ela era uma luz ali, irradiando alegria e doçura e sendo ovacionada por todos enquanto estampava um sorriso lindo e enorme no rosto. Um sorriso tão puro e lindo que ofuscava seu ralo cabelo fruto do tratamento de quimioterapia contra um tumor. E foi aí que lembrei da carta da mãe dela e do quão generosa ela foi em alertar toda a escola. Ao elogiá-la por isso e perguntar se ela se importaria em dividir sua história e alerta aqui no blog, ela me disse: “Me sinto “obrigada” a fazer isso!! Quando imagino que são 400 casos por ano e que algumas mães descobrem tarde demais, me parte o coração!! Vamos salvar olhinhos!! E vidas!!” QUEM CHOREI COM ELA (depois de já ter desidratado com a filha, Giovana, na apresentação)?

A linda Giovanna emocionando toda a platéia com sua luz e alegria. Eu estava lá <3

A linda Giovanna emocionando toda a platéia com sua luz e alegria. Eu estava lá <3

Segue abaixo o alerta dessa mãe generosa, como ela descobriu o tumor na filha e o tratamento vitorioso que a pequena Giovanna está fazendo. LEIAM COM ATENÇÃO e levem seus pequenos o quanto antes para exames, POR FAVOR.

“Fui convidada pela Mari para escrever e alertar outras mães sobre a importância de levar seus filhos, de 0 a 5 anos, ao oftalmologista de 6 em 6 meses. Sou mãe da Giovanna, e fica aqui meu depoimento e alerta para salvarmos olhinhos e vidas!!

Da série: Isso nunca vai acontecer comigo, mas… está acontecendo!!

Em maio desse ano minha pequena de 4 anos cortou o cabelinho para doar as crianças com câncer. Em agosto ela passou de doadora à paciente do Graacc.

A linda Giovanna em maio desse ano: em pouco tempo ela passaria de doadora à paciente.

A linda Giovanna em maio desse ano: em pouco tempo ela passaria de doadora à paciente do GRAACC.

Claro que, à princípio, foi tudo muito duro – e está sendo – mas ela está em tratamento e logo logo estará curada. Venho aqui fazer um alerta à todas as mães e peço que divulguem, que compartilhem com o máximo de mães, pois quando detectado a tempo, a chance de cura passa a ser mais de 90%.

O que é: Retinoblastoma, tumor maligno no olho, que atinge – na maioria dos casos – crianças de 0 a 5 anos. São detectados de 300 a 400 novos casos por ano. Como é um tumor que cresce muito rápido, o ideal é levar ao oftalmo de 6 em 6 meses, para que seja detectado no inicio e ter a chance de cura. Caso contrário, pode haver a necessidade de retirada do olhinho e a vida da criança correr risco, pois pode sair do olho e ir para outras regiões como cérebro e ossos!

Como descobrimos: Em junho desse ano eu e marido notamos um reflexo no olho direito dela, mas achamos que não seria nada demais. Deixamos passar. Na mesma semana vi a reportagem falando que esse tipo de câncer poderia ser detectado por foto com flash. Vi algumas fotos dela e não notei nada de errado…  Aproveito aqui para dizer que ele NEM SEMPRE aparece nas fotos, mas também fica o alerta para qualquer diferença na foto, procurar um oftalmo!!!

O reflexo "prateado" no olho da Giovanna.

O reflexo “prateado” no olho da Giovanna.

No final de julho ela quis ir comigo renovar a carteira de motorista no Detran e, na hora do exame médico ela brincou de oculista. Quando chegamos em casa, ela disse que teve dificuldade de enxergar a letrinha. Tampei um olho e perguntei como ela estava enxergando com o olho direito e ela respondeu: “embaçado, com sujeirinha preta” ( o esquerdo estava normal). Fiquei bem preocupada pois era o mesmo olho do reflexo e então, nessa mesma semana, fomos à 4 oftalmos até chegarmos ao diagnóstico final. O exame deve ser feito com a pupila dilatada e por um especialista!! Deus colocou ótimos médicos em nosso caminho para chegarmos ao tratamento.

Não precisa estar grande assim ou conhecer as letras para fazer o exame. O especialista lida com cada idade de forma diferente. O importante é fazer de 6 em 6 meses. (Imagem: © BURGER/PHANIE/phanie/Phanie Sarl/Corbis)

Não precisa estar grande assim ou conhecer as letras para fazer o exame. O especialista lida com cada idade de forma diferente. O importante é fazer de 6 em 6 meses. (Imagem: © BURGER/PHANIE/phanie/Phanie Sarl/Corbis)

O tratamento no caso da Gi (pois cada caso é um caso): quimioterapia intra arterial, que é uma quimio mais branda, menos agressiva. Nela um cateter é introduzido pela artéria femural na parte da virilha e chega à artéria ocular onde o “remédio” é jogado diretamente no olho. Não tem grandes efeitos colaterais, o cabelinho não cai, é feito 1 vez por mês e a vida segue normal. Não tem que deixar de ir a escola, nem parar com as atividades físicas (exceto nos 2 dias seguintes após a sessão). Na maioria das vezes, são necessárias 4 sessões, mas varia de caso para caso.

O caso da Gi: A Gi fez a primeira sessão da intra, e após fazer o FO (fundo de olho = exame para ver o tumor e como está sendo a regressão), não tivemos o resultado esperado pelos médicos: quase não houve nenhuma regressão. Decidiram, na segunda sessão da intra, adicionar um terceiro quimioterápico. Ela fez a segunda sessão, mas não foi possível introduzir esses medicamentos. Na hora do procedimento houve “espasmos” (fechamento das artérias), então a solução foi seguir com a quimioterapia sistêmica.

Na hora foi uma mistura de medo, de alivio e de susto porque a Gi iria ficar carequinha, teria que fazer a cirurgia para colocar o cateter, parar de ir a escola, fazer hemograma de 10 em 10 dias para ver a imunidade… Mas também um alivio, por vê-la fazendo a químio acordada, ao meu lado, sem tomar anestesia geral e introduzirem um cateter na artéria cerebral até chegar na artéria ocular…  Todo procedimento tem riscos e seus prós e contra: não é fácil, somos MÃES!!!

Ela começou com a químio sistêmica. No momento já fez 3 sessões, de um ciclo de 6. Graças a Deus tivemos a resposta esperada e o tumor está diminuindo, e muito!!!! Foi uma emoção sem tamanho saber que está tendo resultado! O caminho ainda é longo, mas estamos no caminho certo.

A fase da queda dos cabelos realmente foi uma fase bem difícil. Ela é menina, super vaidosa, uma criança de 4 anos… Como entender que cortou o cabelo para doar e agora está carequinha também?! Mas como eu disse, foi uma fase e ela superou: está super segura de si, não se esconde e às vezes até dispensa faixa e chapéu. Seguimos felizes com o tratamento e rumo a cura!!!

Peço que, acabando de ler esse depoimento, pegue o telefone e marque uma consulta com o oftalmo. E aproveite e alerte outras mães!! Ligue para as amigas, compartilhe esse texto, compartilhe meu apelo e alerta.

Como eu disse: no início achamos que isso nunca irá acontecer conosco, mas pode acontecer sim… Temos a prevenção de todo esse sofrimento em nossas mãos! Não quero colocar pânico em nenhuma mãe, até porque tem cura quando detectado a tempo, mas quero alertar para a importância do oftalmo de 6 em 6 meses…

Agradeço muito, muito a Deus por ter descoberto a tempo de curá-la. Mari, obrigada pelo convite de alertar outras mães, que os próximos 400 casos de 2016 sejam todos casos de cura!!!

Beijo grande”

<3

<3

Não tenho palavras  para descrever a generosidade da Mari, mãe da Giovanna, com as mães da escola e com os leitores aqui do blog. Obrigada, Mari!!! Me emocionei com ela e com sua linda bailarina Giovanna, guerreira e vitoriosa, no caminho da cura. E reforço seu pedido: marquem um oftalmo o quanto antes para o seu pequeno. Prevenção é TUDO!

Beijos!

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