Os diferentes Calendários de Vacinação e lembretes online!

Laura no centro de imunização há um mês :)

Laura no centro de imunização há um mês 🙂

Laura volta essa semana para mais duas doses de vacina: Varicela e Tríplice Viral (Sarampo, Rubéola e Caxumba). A  última faz um mês (Hepatite A) e a próxima será daqui um mês (gripe). Confesso que tenho que colocar na agenda de papel e do celular (com lembrete de um dia antes) para não deixar passar já que a frequência de vacinas vai caindo, ficando mais distante da anterior.

Quando Laura nasceu eu também colocava lembrete em tudo que era lugar. As vacinas eram muito mais frequente do que hoje, com 3 anos, porém eram tantas as coisas na cabeça para fazer com ela diariamente (da rotina aos cuidados de saúde que um recém nascido requer), somado ao cansaço dos primeiros meses e junto à tantas novas informações no cérebro que poderia facilmente deixar passar do dia.

Os calendários variam, tanto pelos diferentes órgãos que os emitem (Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatra e SBIm – Sociedade Brasileira de Imunizações), quanto pelas mudanças anuais (através de descobertas médicas e etc). Para vocês terem idéia, a Laura nasceu em 2011 e a carteirinha dela abaixo já diverge um pouco do calendário 2015 da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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O importante MESMO é sempre consultar o pediatra do seu filho para saber que calendário seguir, quais vacinas tomar e quando. Só o pediatra do seu filho pode dizer o que é ideal para ele, para sua saúde.

Os diferentes Calendários de Vacinação

Calendário do Portal da Saúde – SUS (Ministério da Saúde)

Maior parte da população brasileira segue esse calendário, fornecido pelo Ministério da Saúde e que contém vacinas que são encontradas nos postos de saúde de todas as cidades brasileiras, onde você não deve pagar nada para imunizar seu filho.

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Calendário SBIm – Sociedade Brasileira de Imunizações 2014/2015 

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Atualmente esse calendário é muito parecido com o calendário de vacinação do Ministério da Saúde, mas até pouco tempo atrás eles eram bem diferentes.

Normalmente esse calendário é utilizado por pediatras particulares e clínicas particulares de vacinas, portanto, se você aplica as vacinas em postos de saúde, melhor não se basear por este calendário pois haverá algumas diferenças que podem te confundir. De qualquer forma o calendário informa quais vacinas você encontra nos postos de saúde gratuitamente e quais você teria que pagar.

Calendário de Vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria

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Para entender a periodicidade de cada vacina (e as siglas de seu calendário), a Sociedade Brasileira de Pediatra detalhou:

  1. BCG – Tuberculose: Deve ser aplicada em dose única. Uma segunda dose da vacina está recomendada quando, após 6 meses da primeira dose, não se observa cicatriz no local da aplicação. Hanseníase: Em comunicantes domiciliares de hanseníase, independente da forma clínica, uma segunda dose pode ser aplicada com intervalo mínimo de seis meses após a primeira dose.
  2. Hepatite B – A primeira dose da vacina Hepatite B deve ser idealmente aplicada nas primeiras 12 horas de vida. A segunda dose está indicada com 1 ou 2 meses de idade e a terceira dose é realizada aos 6 meses. Desde 2012 no Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina combinada DTP/Hib/HB (denominada pelo Ministério da Saúde de Penta) foi incorporada aos 2, 4 e 6 meses de vida. Dessa forma, os lactentes que fizerem uso desta vacina recebem quatro doses da vacina Hepatite B. Aqueles que forem vacinados em clínicas privadas podem manter o esquema de três doses, primeira ao nascimento e segunda e terceira dose aos 2 e 6 meses de idade. Nestas duas doses, podese utilizar vacinas combinadas acelulares – DTPa/IPV/Hib/HB. Crianças com peso de nascimento igual ou inferior a 2 Kg ou idade gestacional < 33 semanas devem receber, além da dose de vacina ao nascer, mais três doses da vacina (total de 4 doses, 0, 2, 4 e 6 meses). Crianças maiores de 6 meses e adolescentes não vacinados devem receber 3 doses da vacina no esquema 0, 1 e 6 meses; 0, 2 e 6 meses; ou 0, 2 e 4 meses. A vacina combinada A+B (apresentação adulto) pode ser utilizada na primovacinação de crianças de 1 a 15 anos de idade, em 2 doses com intervalo de seis meses. Acima de 16 anos o esquema deve ser com três doses (0, 1 e 6 meses). Em circunstâncias excepcionais, em que não exista tempo suficiente para completar o esquema de vacinação padrão de 0, 1 e 6 meses, pode ser utilizado um esquema de três doses aos 0, 7 e 21 dias. Nestes casos uma quarta dose deverá ser feita, 12 meses após a primeira dose, para garantir a indução de imunidade em longo prazo.
  3. DTP/DTPa – Tríplice bacteriana: Difteria, Tétano e Pertussis (ou Coqueluche). A vacina DTPa (acelular) quando possível deve substituir a DTP (células inteiras) pois tem eficácia similar e é menos reatogênica.
  4. dT/dTpa – Adolescentes e adultos com esquema primário de DTP ou DTPa completo devem receber reforços com dT a cada 10 anos, sendo que preferencialmente o primeiro reforço deve ser realizado com dTpa. No caso de esquema primário para tétano incompleto ou desconhecido um esquema de três doses deve ser indicado, sendo a primeira dose com dTpa e as demais com dT. As duas primeiras doses devem ter um intervalo de dois meses (no mínimo de quatro semanas) e a terceira dose seis meses após a segunda. Alternativamente pode ser aplicada em três doses com intervalo de dois meses entre elas (intervalo no mínimo de quatro semanas).
  5. Hib (na carteirinha da Laura a etiqueta fica na coluna Haemophilus) – A vacina Penta do MS protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae b (conjugada). A vacina é recomendada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. Quando utilizadas as vacinas combinadas com componente Pertussis acelular (DTPa/Hib/IPV, DTPa/Hib, DTPa/Hib/IPV,HB, etc.), disponíveis em clínicas privadas, uma quarta dose da Hib deve ser aplicada aos 15 meses de vida. Essa quarta dose contribui para diminuir o risco de ressurgimento das doenças invasivas causadas pelo Hib em longo prazo.
  6. VIP/VOP (Pólio – paralisia infantil): As duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses, devem ser feitas obrigatoriamente com a vacina inativada (VIP). A recomendação para as doses subsequentes é que sejam feitas preferencialmente também com a vacina inativada (VIP). Nesta fase de transição da vacina atenuada (VOP) para a vacina inativada (VIP) é aceitável o esquema atual recomendado pelo PNI que oferece duas doses iniciais de VIP seguidas de três doses de VOP (2; 4; 6; 15- 18 meses; 4-5anos). As doses de VOP podem ser administradas na rotina ou nos Dias Nacionais de Vacinação. Crianças podem receber doses adicionais de vacina VOP nas campanhas, desde que já tenham recebido pelo menos duas doses de VIP anteriormente.
  7. Pneumocócica conjugada – É recomendada a todas as crianças até 5 anos de idade. Recomendam se três doses da vacina Pneumocócica conjugada no primeiro ano de vida (2, 4, 6 meses), e uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de vida. Crianças saudáveis que fizeram as quatro primeiras doses com a vacina 7 ou 10-valente podem receber uma dose adicional com a vacina 13-valente, até os 5 anos de idade. Crianças com risco aumentado para doença pneumocócica invasiva (DPI), entre 2 e 18 anos de idade, devem receber uma dose adicional com a vacina 13 valente. Para crianças e adolescentes com risco aumentado para DPI (vide recomendações nos CRIEs – Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais), recomenda-se também a vacina pneumocócica polissacarídica 23- valente, mesmo que tenham recebido a vacina pneumocócica conjugada anteriormente. Esta vacina deverá ser aplicada após intervalo mínimo de 2 meses da vacina pneumocócica conjugada. Uma única dose de revacinação com a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente deve ser administrada 5 anos após a primeira dose para as pessoas com risco aumentado de DPI.
  8. Meningocócica conjugada – Recomenda-se o uso rotineiro da vacina meningocócica conjugada para lactentes maiores de 2 meses de idade, crianças e adolescentes. A única vacina meningocócica conjugada licenciada para uso no primeiro ano de vida no Brasil é a vacina meningocócica C conjugada. A vacina meningocócica ACWY conjugada ao toxóide tetânico (ACWY-TT) está licenciada a partir de 12 meses de idade e a vacina meningocócica ACWY conjugada ao mutante diftérico (ACWYCRM) está licenciada a partir de 2 anos de idade. No primeiro ano de vida são recomendadas duas doses da vacina meningocócica C conjugada, aos 3 e 5 meses. A dose de reforço, entre 12 e 15 meses de idade, pode ser feita com a vacina meningocócica C conjugada ou preferencialmente com a vacina meningocócica ACWY conjugada (ACWY-TT), assim como as doses entre 5 a 6 anos de idade e aos 11 anos (ACWY-TT ou ACWY-CRM). A recomendação de doses de reforço 5 anos depois (entre 5 e 6 anos de idade para os vacinados no primeiro ano de vida) e na adolescência (a partir dos 11 anos de idade) é baseada na rápida diminuição dos títulos de anticorpos associados à proteção, evidenciada com todas as vacinas meningocócicas conjugadas.
  9. Rotavirus – Existem duas vacinas disponíveis. A vacina monovalente incluída no PNI, indicada em duas doses, seguindo os limites de faixa etária: primeira dose aos 2 meses (limites de 1 mês e 15 dias até no máximo 3 meses e 15 dias) e a segunda dose aos 4 meses (limites de 3 meses e 15 dias até no máximo 7 meses e 29 dias). A vacina pentavalente, disponível na rede privada, é indicada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses. A primeira dose deverá ser administrada no máximo até 3 meses e 15 dias e a terceira dose deverá ser administrada até no máximo 7 meses e 29 dias. O intervalo mínimo é de quatro semanas entre as doses. Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar durante a administração da vacina ou depois dela, a dose não deve ser repetida. Recomenda-se completar o esquema da vacina do mesmo laboratório produtor.
  10. Influenza – Está indicada para todas as crianças a partir dos 6 meses de idade. A primovacinação de crianças com idade inferior a 9 anos deve ser feita com duas doses com intervalo de 1 mês. A dose para aquelas com idade entre 6 meses e 35 meses é de 0,25 mL e depois dos 3 anos de idade é de 0,5 mL por dose. Crianças com mais de 9 anos devem receber apenas uma dose (0,5 mL) na primovacinação. A vacina deve ser feita anualmente e como a influenza é uma doença sazonal a vacina deve ser realizada antes do período de maior prevalência da gripe.
  11. Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela (vacinas tríplice viral – SCR; quádrupla viral – SCRV; varicela). Aos 12 meses de idade: deve ser feita na mesma visita a primeira dose das vacinas tríplice viral (SCR) e varicela, em administrações separadas, ou com a vacina quádrupla viral (SCRV). A vacina quádrupla viral se mostrou associada a uma maior frequência de febre nos lactentes que receberam a primeira dose desta vacina, quando comparados com os que recebem as vacinas varicela e tríplice viral em injeções separadas, na primeira dose. Aos 15 meses de idade: deverá ser feita a segunda dose, preferencialmente com a vacina quádrupla viral (SCRV), com intervalo mínimo de tre s meses da ú ltima dose de varicela e SCR oú SCRV. Em sitúaço es de risco como, por exemplo, súrto oú exposiça o domiciliar ao sarampo, oú súrtos oú contato í ntimo com caso de varicela, e possí vel vacinar crianças imunocompetentes de 6 a 12 meses com a primeira dose da vacina SCR oú com a vacina monovalente contra varicela de 9 a 12 meses. Nesses casos, a dose aplicada antes os 12 meses de idade, na o sera considerada como va lida e a aplicaça o de mais dúas doses apo s a idade de 1 ano sera necessária. A vacina varicela em dose única mostrou-se altamente eficaz para prevenção de formas graves da doença. Entretanto, devido à possibilidade de ocorrência de formas leves da doença em crianças vacinadas com apenas uma dose da vacina varicela, sugere-se a aplicação de uma segunda dose da vacina. Crianças que receberam apenas uma dose da vacina varicela e apresentem contato domiciliar ou em creche com indivíduo com a doença devem antecipar a segunda dose, respeitando o intervalo mínimo de 1 mês entre as doses. A vacinação pode ser indicada na profilaxia pós-exposição dentro de cinco dias após o contato, preferencialmente nas primeiras 72 horas.
  12. Hepatite A – A vacinação compreende duas doses, a partir dos 12 meses de idade. O intervalo mínimo entre as doses é de 6 meses.
  13. Febre amarela – Indicada para residentes ou viajantes para as áreas com recomendação da vacina (pelo menos 10 dias antes da data da viagem): todos os estados das regiões Norte e Centro Oeste; Minas Gerais e Maranhão; alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Indicada também para pessoas que se deslocam para países em situação epidemiológica de risco. Nas áreas com recomendação da vacina, de acordo com o MS, indicase um esquema de duas doses, aos nove meses e quatro anos de idade, sem necessidade de doses de reforço. Em situações excepcionais (ex. surtos) a vacina pode ser administrada aos 6 meses de idade com reforço aos quatro anos, também sem necessidade de doses adicionais. A OMS recomenda atualmente apenas uma dose sem necessidade de reforço a cada 10 anos. Para viagens internacionais prevalecem as recomendações da OMS com comprovação de apenas uma dose. Em mulheres lactantes inadvertidamente vacinadas, o aleitamento materno deve ser suspenso, preferencialmente por 28 dias após a vacinação e no mínimo 15 dias. A vacina contra febre amarela não deve ser administrada no mesmo dia que a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) devido ao risco de interferência e diminuição de imunogenicidade. Recomenda-se que estas vacinas sejam aplicadas com intervalo de 30 dias entre elas.
  14. HPV – Existem duas vacinas disponíveis no Brasil contra o HPV (Papilomavírus humano). A vacina com os VLPs (partículas semelhantes aos vírus – “virus-like particle”) dos tipos 16 e 18 que está indicada para meninas maiores de 9 anos de idade, adolescentes e mulheres, em três doses. A segunda dose deve ser feita um mês após a primeira e a terceira dose seis meses após a primeira. A vacina com os VLPs dos tipos 6, 11, 16 e 18 está indicada para meninos, meninas, adolescentes e adultos jovens de 9 a 26 anos, em três doses. A segunda dose deve ser feita dois meses após a primeira e a terceira dose 6 meses após a primeira. 15. Vacinação do adolescente e adulto – manter o adolescente e adulto com esquema de vacinação completo indicado para a idade pode levar a uma redução no risco de infecção na criança.

Lembretes por email e App para não esquecer a vacina!

Pensando nas coisas que falei no início do post (ou ter muita coisa na cabeça quando o bebê nasce e em seus primeiros meses ou estar espaçado o suficiente para não se lembrar), alguns sites e apps criaram maneiras de te ajudar a não esquecer a vacina do filhote:

App Vacinação em Dia, do Ministério da Saúde

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Para facilitar o gerenciamento das cadernetas de vacinação para toda a família, o Ministério da Saúde disponibiliza um aplicativo para os usuários de smartphones e tablets. A ferramenta é uma forma fácil, moderna e ágil de acompanhar o calendário de vacinação de crianças e adultos. Estão disponíveis todas as vacinas ofertadas pelo SUS e o usuário poderá cadastrar até 10 carteiras de vacinação.

Os calendários de vacinação cadastrados no aplicativo Vacinação em Dia também podem ser enviados via e-mail para impressão.

Função lembrete: O Vacinação em Dia tem a função de lembrete, com notificações sobre as campanhas sazonais de vacinação. É possível calcular, a partir da inserção da primeira vacina no calendário, quando o usuário deve comparecer ao posto de vacinação para uma nova imunização e envia um lembrete por mensagem.

Como baixar: O aplicativo Vacinação em Dia funciona em tablets e smartphones que utilizem sistemas operacionais iOS e Android 2.2 ou superior. O usuário poderá baixar no Google Play e na Apple Store. A ferramenta tem  3,1M de tamanho e já foi baixada entre 5.000 e 10.000 vezes.

Lembrete por email, do Guia do Bebê (UOL)

Não tem smartphone ou não tem mais espaço para apps? Você pode receber lembretes por e-mails também.

Basta se cadastrar no serviço Carteira de Vacinação do Guia do Bebê, da UOL, que você receberá um email alertando você de que a data de aplicação de uma vacina em seu filho se aproxima. É grátis e você não precisa ser assinante do UOL.

Repetindo: para saber qual calendário seguir e quais vacina seu filho deve tomar – e  quando – consulte o pediatra do seu filho.

Bjokas!

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