Quando a sorte salva a cabeça oca

(Imagem: © ImageZoo/Corbis)

Durante a gravidez, a cabeça da mulher fica uma bagunça. A minha, que já é atrapalhada de nascença (e dá-lhe o signo de Peixes hahaha), ficou um pouco pior. Esquecimentos bestas e em curtos períodos de tempo fazem com que eu ria de mim mesma (ou me irrite comigo mesma) praticamente todos os dias.

Ontem foi dia de ultrassom. Isso significa: dia em que acordo às 5h30, ansiosa e com fome. Tento me ocupar para chegar logo a hora do exame, sem que eu tenha matado alguém pelo caminho com minhas alterações hormonais. Mesmo sendo no final da tarde, não tem jeito: levanto cedo pacas pura e exclusivamente por conta da ansiedade. E ontem eu estava pior, porque seria o primeiro feito em laboratório, com direito a DVD gravadinho e muitas “fotos” dela.

Na mesma proporção em que eu estava agitada e ansiosa, minha cabeça estava doida e esquecida. Se não fosse a sorte a me salvar…

Após um longo banho e episódios de House para preencher lacunas de tempo, deu a hora bonitinha de eu sair de casa. Só então me dei conta de que havia esquecido joias, objetos pessoais e… a chave do meu carro em CAMPOS DO JORDÃO. OOOI? Detalhe: voltei no domingo sem perceber nada!

Que maravilha, meu coração disparou. Aí veio o alívio: a chave reserva estava onde tinha guardado (o que poderia não ter acontecido). Mas qual a razão do desespero se existe táxi no mundo? A razão é que moro praticamente no interior e gastaria uma fortuna. Além disso, tinha que passar em dois lugares antes do exame. UFA!

Cheguei antes da hora, fiquei toda feliz que ainda daria tempo de comer o lanchinho da tarde e um chocolate quente para que o bebê ficasse mais agitadinho e eu a visse se mexer. Foi quando percebi que…. havia esquecido O PEDIDO DO ULTRASSOM. Aeeee! Parabéns, Mariana! #not

Mais uma vez, contei com a sorte: pela primeira vez marquei o exame em uma unidade diferente do laboratório e, graças ao bom Deus, era na mesma rua do meu médico. Lá fui eu para o consultório pegar um novo pedido e voltar o mais rápido possível. UFA de novo. E ainda deu tempo para o tal lanchinho.

A parte boa? Me distraí tanto com esses momentos SUBLIMES que, de repente, chegou a hora de ver a minha Laurinha. O coração bate mais forte quando aquele gel é colocado na minha barriga e lá vem ela na tela. Linda e pequetitica, meu maior amor… E tudo vale a pena, cada esquecimento vira nada, vira risada.

E que venham as próximas trapalhadas!

Beijos!

Esse material foi produzido para publicação em Veja SP

Comente!