Você faria algo diferente? Um post sobre destino e escolhas.

Destino ou Escolhas? Você faria algo diferente?

Há duas semanas eu fui viajar por alguns dias com uma amiga querida. Encontrei com ela em Chicago e seguimos para o nosso amado destino: NY.

No meio das nossas andanças, demos de cara com a Julliard School, um dos mais respeitados conservatórios (de dança, teatro e música) do mundo. Naquele mesmo instante passou um filme na minha cabeça.

Por anos meu sonho foi estudar na Julliard School. Eu queria me preparar para audições lá, queria me inscrever em intercâmbio que me levasse para lá. Não só pela excelência do estudo, mas pelo estilo de vida. Eu via aqueles jovens saindo da aula, morando em NY, indo trabalhar como garçom/garçonete de tarde para pagar a vida.

Um sonho <3

Eu fiz algo semelhante, mas em outra escala. Aos 19 anos morei 8 meses em Perugia, na Itália, estudando italiano, fazendo aula de canto lírico e trabalhando como garçonete e seguindo para uma balada trabalhar no que estivesse disponível no dia (bartender, chapelaria, limpeza…). Foi maravilhoso, fiz amigos de tudo que é parte do mundo e mantenho até hoje esse laço.

De Perugia, mudei para Seattle (EUA), onde estudei música na North Seattle Community College por 7 meses – também trabalhando primeiro em albergue, depois como babá enquanto fazia trabalho comunitário servindo sopas para moradores de rua ou em AAAs.

Ao lado da linda hipopótama bailarina, olhando para a Julliard <3

Quando eu olhei para a Julliard School e vi uma galera saindo com roupa de dança, suas mochilas e saindo em grupos, me perguntei: e se eu tivesse insistindo nesse caminho? Será que hoje eu seria mãe da Laura e da Julia e casada com o meu marido? Teria eu a vida que tenho hoje, com os amigos que tenho hoje?

Teoria If/Then:  Fazendo diferente alternamos o destino?

Na mesma hora eu dividi isso com a Ro e questionei se eu teria tido o mesmo destino se tivesse escolhido outro caminho. Ela lembrou de um musical que vimos na Broadway ano passado, o If/Then.

O musical, com nossa ídola Idina Menzel, tratava justamente do destino. Eram encenadas dois cenários com escolhas diferentes da personagens. “If”, se ela tivesse feito escolhas diferentes, “then”, então sua vida seria essa.

No caso do musical, a mensagem final era que o destino seria o mesmo pois “estava escrito”, independente do percurso até ele. Baseado nessa teoria, eu podia ter me jogado na Julliard que, de alguma forma, eu conheceria o Cristiano e estaria aqui hoje com minhas meninas e escrevendo nesse blog.

Minha vida <3

Mas, quer saber? Tendo o poder de voltar no tempo, eu não arriscaria alguma mudança de escolhas se isso me tirasse o que tenho e vivo hoje. Mas não mesmo.

Destino pessoal e profissional.

Como vocês sabem, por anos eu insisti apenas na música. Foram 13 anos me dedicando e vivendo dela. Fiz um fim de semana intenso de coaching da Febracis, chamado Método CIS, um curso de inteligência emocional. Ele mudou minha vida.

Percebi que eu amava a música, mas não a carreira e o que a carreira exige da gente. Foi aí que passei a dar um foco maior pro blog, mas isso é assunto para outro post.

Eu não trocaria os 13 anos insistindo na música por ter começado o blog antes pois quem eu sou hoje é fruto do que eu aprendi nesses 13 anos. Eu fui moldada por todas as experiências e aprendizados desses 37 anos.

Hoje eu vejo a perda do primeiro bebê, a luta com a síndrome do ovário policístico e tantas outras situações ruins como necessárias para que eu e meu blog sejam como são. Tenho certeza que com o blog eu ajudo muito mais gente (seja com dicas, seja com desabafos que fazem com que pessoas se identifiquem e não se sintam sós) do que cantando eu ajudei.

Uma das coisas que mais me orgulho são as ações sociais das quais participo, como ter dado palestra duas vezes para a Unicef. Quando eu me dedicava apenas a música, eu não cheguei perto de algo assim.

Enfim, eu não mudaria nada. E você? No que você acredita? <3

Beijos!

P.S.: Deixo aqui abaixo 2 clipes de músicas que falam sobre isso. God Bless The Broken Road, do Rascall Flatts, fala “Deus abençoe as estradas tortuosas que me levaram até você”. “To Get Me to You” da Lila McCann fala: “Every road I had to take (Toda estrada/caminho que eu tive que pegar), Every time my heart would break (Todas as vezes que meu coração ia quebrar), It was just something that I had to go through (Eram apenas coisas pelas quais eu tinha que passar), To get me to you (Para chegar até você)” <3

God Bless the Broken Road:

To Get me To you

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  • Tais Bansal

    Ma queriiiiiida! Eis que vc coloca a sua fã Canadende de novo para chorar com esse post que te tudo haver com o que tenho pensado nesses dias. “What if….?”. Só pode ser nostalgia que vou a passeio para o Brasil. Meu background para vc entender meu ponto. Quase 15 anos atras me formei na melhor escola de Adm do Brasil, fiz o curso que não queria, tinha um emprego que pagava bem mas não gostava, um apto lindo que eu sempre me sentia fazia nele. Então joguei essa vida para o ar e vim falar um curso de mkt no Canadá de seis meses. Sabia que não voltaria, mas não sabia o motivo, como. Aqui tinha uma vida de estudante e passei coisas que jamais passaria se estivesse ficado no Brasil. Fiz amizade com um indiano fenomenal e isso duas semanas antes de voltar à terrinha me levou ao show do Rascal Flatts. Resumindo, 2 meses depois estávamos casados, e super felizes e realizados. Completamos 10 anos de casamento, temos uma filhota de 5 anos que nasceu pertinho da Laura e eu sou professora. Nessa “loucura” de lagar minha “broken road” encontrei minha realização. Meu marido tem a religião Singh, para ele tudo vem de vidas passadas e que estava no meu destino encontrar ele. Eu seu católica. Isso para mim não importa e o “what if” se tornou minha gratidão e força diária para tudo que aconteceu e acontece em nossas vidas. Namaste, querida!

  • Yasmim Ramos

    Oiii Mari, quero dizer que te acompanho faz tempo. Mas por preguiça ou falta de tempo (eu sou mãe também!) não consigo te deixar um recado aqui. Quero dizer que admiro muito a sua mãe e ainda mais você, por todas as dicas, todas as reflexões que vc nos traz e principalmente pela tua humildade. Vc é uma pessoa iluminada que merece tudo de melhor que a vida possa te oferecer. Sabe que esses dias eu estava pensando exatamente sobre isso, sobre onde as nossas escolhas podem nos levar. E concordo com você, se eu tivesse que voltar atrás pra fazer diferente, eu faria exatamente igual para ter a mesma vida que eu tenho hoje. 🙂 Por mais dificuldades que eu tenha passado, acho que tudo serve de aprendizado e como dizem tudo na vida passa, tanto a felicidade quanto a tristeza.
    Parabéns pelo post, pelo blog e pela pessoa que você é. A Julia e a Laura são uma explosão de fofura!
    Beijos! Ótima semana pra vc.